Pastor Ara Torosian se emociona ao vivo ao relatar assassinatos, sepultamentos impedidos, cortes de comunicação e apelo por ação diante da repressão no Irã
O pastor Ara Torosian se emocionou em entrevista ao vivo ao traduzir relatos que chegam do Irã sobre violência contra manifestantes e membros da igreja subterrânea.
Ele descreveu igrejas fechadas, famílias sem contato, sinais de censura e amigos mortos, em relatos que deixaram o apresentador visivelmente abalado.
Os detalhes da entrevista e dos testemunhos foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo Guiame, com informações da CBN News.
Choro ao vivo e relatos sobre o sufocamento das comunicações
Durante a conversa com a CBN News, Torosian revelou que perdeu contato com várias pessoas, porque, segundo ele, “Tudo foi desligado, nem mesmo pessoas que tinham acesso à internet por satélite conseguem se comunicar”. Ele citou que “Pessoas que tinham Starlink… estou tentando saber” e afirmou ouvir notícias de mortes entre cristãos próximos a eles.
O pastor repetiu o alerta sobre a situação das igrejas domésticas, e disse que não consegue mais falar com alguns membros, o que agrava a angústia das famílias e redes de fé.
Caso de Arash Behfar, demora no socorro e impedimento de enterro
O momento mais impactante ocorreu quando Torosian recebeu, em tempo real, um relato sobre Arash Behfar. Ao traduzir a mensagem, ele relatou, com a voz embargada, que Arash foi atingido por disparos de espingarda enquanto ajudava feridos.
Segundo a divulgação, “Eles não conseguiram socorrê-lo por três horas, não permitiram que o levassem ao hospital, ele morreu nos braços do próprio pai”. A família afirmou ainda que as autoridades impediram o sepultamento do corpo, e pediu: “Por favor, sejam a voz de Arash. Não estamos bem. Nos ajudem”.
Acusações diretas ao regime e números alarmantes
Torosian fez acusações diretas ao governo iraniano, dizendo, nas palavras que repercutiram na entrevista, “Um massacre está acontecendo no Irã, há assassinatos em massa nas ruas, este regime é cruel, este regime é maligno”.
Ele também relatou ouvir números fortes sobre a repressão, afirmando, “Estou ouvindo que cerca de 20 mil pessoas foram massacradas em dois dias”. Esses dados foram apresentados como relatos recebidos por ele, sem detalhamento oficial adicional no momento.
Apelo ao Ocidente, pedidos por proteção e risco de deportações
Diante do que descreveu como um ataque sistemático contra civis e membros da igreja, Torosian fez um apelo contundente, dizendo, “Agir, agir agora, isso é uma emergência, o povo do Irã não tem armas, há um massacre acontecendo, e somos responsáveis por fazer algo”.
Ele pediu ainda que países não deportem iranianos de volta ao país, por temerem represálias e mortes, e conclamou a comunidade internacional a amplificar vozes de famílias atingidas.
O relato trouxe à tona o impacto direto da repressão no Irã sobre comunidades religiosas, redes de apoio e famílias, enquanto pedidos de ajuda e informações continuam a chegar de forma fragmentada e angustiada.


