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quinta-feira, 29 janeiro 2026

Pastor evangélico é preso e expulso de comunidade no México por se recusar a rezar diante de imagem católica

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Pastor evangélico preso e expulso de comunidade no México por intolerância religiosa

Um pastor evangélico foi detido por mais de 48 horas, multado e expulso de sua comunidade em Santiago Malacatepec, Oaxaca, México, por se recusar a se ajoelhar e rezar diante de uma imagem católica durante uma festa tradicional. O incidente, que ocorreu em 17 de janeiro, levanta preocupações sobre a liberdade de culto no país.

Mariano Velázquez Martíne, atuante no ministério desde 2015, foi obrigado a aceitar a responsabilidade pela celebração da Festa de São Tiago Apóstolo, mas sua recusa em cumprir o ritual religioso, baseada em convicções cristãs, desencadeou sua prisão.

A defesa do pastor classificou o episódio como um grave caso de intolerância religiosa, especialmente à luz da nova legislação de Oaxaca que criminaliza o deslocamento forçado interno ligado à liberdade de credo. A família de Mariano, incluindo sua esposa e filha de três meses, também foi forçada a deixar a comunidade.

Prisão e Expulsão por Motivos Religiosos

A prisão de Mariano Velázquez Martíne ocorreu após ele se negar a participar de um ritual que envolvia ajoelhar-se e rezar diante de uma imagem religiosa. Segundo seu advogado, Porfirio Flores Zúñiga, o pastor citou suas convicções cristãs como motivo para a recusa. Mesmo concordando em pagar uma multa, a assembleia local rejeitou a proposta, exigindo o cumprimento integral do ritual.

Após quatro dias de detenção, Mariano foi levado à assembleia comunitária, com as mãos amarradas, e informado de sua expulsão da cidade, juntamente com sua esposa e filha. A defesa alega que a libertação ocorreu sob pressão e irregularidades, culminando na saída forçada da família.

Intolerância Religiosa e o Novo Marco Legal em Oaxaca

O caso é classificado pela defesa como um grave ato de intolerância religiosa, em desacordo com a Lei para Prevenir, Abordar e Reparar Integralmente o Deslocamento Forçado Interno, aprovada em setembro de 2025 em Oaxaca. Esta lei reconhece conflitos ligados à liberdade religiosa como causa de deslocamento forçado e prevê penas de até 18 anos de prisão.

A defesa solicitou à Procuradoria-Geral de Justiça de Oaxaca e à Secretaria de Governo a aplicação da lei contra as autoridades municipais envolvidas. A legislação estabelece penas severas, especialmente quando os crimes são cometidos por autoridades locais ou envolvem violência e assédio.

Histórico de Conflitos e Críticas à Atuação Estatal

O município de San Juan Mazatlán Mixe possui um histórico de episódios semelhantes. Em 2022, seis famílias foram expulsas de San Pedro Chimaltepec por motivos religiosos. Recentemente, em janeiro de 2026, onze cristãos evangélicos foram presos em Pinar Salinas, Chiapas, por se recusarem a participar de uma festa católica tradicional.

A defesa pediu medidas de proteção e reparação para o pastor e sua família, além de ações para cessar o que chamam de perseguição religiosa sistemática na região. O advogado Flores enfatizou que a liberdade de culto é um direito humano inalienável, não uma concessão das autoridades comunitárias.

Apesar das denúncias e dos pedidos de medidas cautelares, as autoridades estatais não apresentaram uma resposta efetiva, o que foi criticado como uma atuação insuficiente do Estado mexicano diante dos crescentes casos de intolerância religiosa em Oaxaca. A liberdade de culto é um direito fundamental que o Estado tem o dever de proteger integralmente.

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