Pastor enfrenta acusação criminal após protesto diante da Embaixada da China em Washington

Mais lidas

Líder religioso é acusado de invasão ilegal por realizar ato de oração e manifestação pacífica em calçada pública utilizada como via de acesso diplomático

O reverendo Patrick Mahoney, líder da Christian Defense Coalition, enfrenta um processo criminal por “invasão ilegal” após ter se recusado a deixar uma calçada em frente à Embaixada da China, em Washington, D.C. O caso ocorreu em 28 de setembro de 2026, durante um protesto contra a política de Pequim em relação a minorias religiosas, conforme reportado pelo site Christianity Daily.

De acordo com o relato do religioso, agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos teriam solicitado a saída do grupo alegando que o local pertencia à jurisdição chinesa. O pastor permaneceu no espaço, afirmando tratar-se de uma calçada pública, e acabou detido pelas autoridades por um período de cinco horas.

O protesto foi motivado pela visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos. Mahoney instalou uma exposição com nomes de grupos e indivíduos que alega serem perseguidos pelo governo chinês, incluindo uigures, praticantes do Falun Gong e o ativista Jimmy Lai.

“Não vou sair. Esta é uma calçada pública. Na América, todo cidadão tem o direito de expressar pacificamente suas opiniões no espaço público, livre de assédio, intimidação e, claro, de prisão. Eu não posso abandonar meus direitos da Primeira Emenda”

O pastor manifestou descontentamento com a recepção oferecida pelo governo americano ao líder chinês. Em postagem nas redes sociais, Mahoney descreveu a situação como um dia triste para o país, criticando o tratamento dado a um cidadão americano que exercia o direito de expressão. O reverendo tem audiência marcada para 21 de outubro e busca suporte jurídico junto à American Center for Law and Justice para contestar a validade da acusação.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias