Padre nega comunhão a filha lésbica durante funeral da mãe

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Não posso lhe dar comunhão porque você vive com uma mulher, teria dito. Em carta, arquidiocese pediu desculpas, mas não comenta sobre padre.

A americana Barbara Johnson rezou uma Ave Maria ao lado da mãe, Loetta Johnson, na hora da morte dela, aos 85 anos. Devota católica, a mãe criou os quatro filhos na religião e os fez estudar em colégios católicos.

No funeral, na Igreja St. John Neumann, em Gaithersburg, no estado de Maryland, Barbara era a primeira da fila para receber a comunhão. O que aconteceu em seguida, a deixou chocada. O padre se recusou a dar a ela, que é gay, o sacramento.

“Ele cobriu o ostensório com a mão, olhou para mim e disse ‘Eu não posso lhe dar a comunhão por você vive com uma mulher e isso é um pecado aos olhos da Igreja’”, contou a america à emissora WJLA, afiliada da ABC.

Ela reagiu com um silêncio atordoado. Sua raiva e indignação, agora, levaram a ela e aos membros de sua família a exigir que Guarnizo seja removido do seu ministério.

Seus familiares disseram que o padre deixou o altar enquanto Johnson, de 51 anos, estava proferindo um elogio fúnebre e não compareceu ao enterro nem encontrou outro padre para estar lá.

“Você trouxe a sua política, e não o seu Deus, para aquela Igreja ontem, e você vai pagar caro no dia do juízo por me julgar”, escreveu ela em uma carta a Guarnizo. “Vou rezar pela sua alma, mas primeiro vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ver você removido da vida paroquial, para que assim você não tenha a permissão de ferir ainda mais famílias”.

Na noite de terça-feira, Johnson recebeu uma carta de desculpas do padre Barry Knestout, um dos mais altos administradores da arquidiocese, que disse que a falta de “bondade” que ela e sua família receberam “é causa de grande preocupação e de arrependimento pessoal para mim”.

“Lamento que o que deveria ter sido uma celebração da vida de sua mãe, à luz da fé dela em Jesus Cristo, foi ofuscada por uma falta de sensibilidade pastoral”, escreveu Knestout. “Espero que a cura e a reconciliação com a Igreja possam ser possíveis para você e para outras pessoas que foram afetadas por essa experiência. Enquanto isso, vou oferecer a missa pelo feliz repousou da alma de sua mãe. Que Deus traga conforto a você e à sua família em seu luto e esperança na ressurreição”.

Johnson chamou a carta de “reconfortante” e disse que aprecia muito o pedido de desculpas. Mas, acrescentou, “eu não ficarei satisfeita” enquanto Guarnizo não for removido.

A ação do padre também provocou um tumulto entre os ativistas pelos direitos dos gays e animou alguns conservadores religiosos. Ela ocorreu poucos dias depois que a Câmara dos Deputados do Estado de Marylandaprovou uma lei que legaliza o casamento homossexual no Estado. O governador Martin O’Malley (democrata) deve assiná-la ainda esta semana.

[b]Fonte: G1 e Paulopes[/b]

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