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sexta-feira, 6 março 2026

Padre Kelmon processa igreja ortodoxa e pede indenização de R$ 500 mil

Padre Kelmon ganhou mais visibilidade ao participar de debates na televisão com os demais candidatos nas eleições de 2022.

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Candidato do PTB nas eleições presidenciais de 2022, Padre Kelmon processou a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil por danos morais e pediu uma indenização de R$ 500 mil. Na ação, Padre Kelmon também quer direito de resposta contra um comunicado produzido pela entidade, em setembro do ano passado, negando que ele fazia parte da igreja.

Segundo o advogado de Padre Kelmon, Diego Maxwell Medeiros, o documento da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil prejudicou a atuação dele como padre. “Na realidade, isso causou um estresse muito grande. Fez com que alguns dos projetos que ele tinha na área social a nível de Brasil não fossem para a frente pela descrença de algumas pessoas na veracidade do fato de ele ser padre”, disse o advogado ao R7.

Nas eleições de 2022, inicialmente Padre Kelmon foi lançado pelo PTB como vice na chapa de Roberto Jefferson. No entanto, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar o registro de candidatura de Jefferson, o PTB efetivou Padre Kelmon como concorrente à Presidência da República.

Padre Kelmon ganhou mais visibilidade ao participar de debates na televisão com os demais candidatos, que passaram a questionar se ele de fato seria padre. Como resposta, ele afirmou ser sacerdote ortodoxo.

A Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil decidiu se manifestar pelo fato de Padre Kelmon sempre ser visto usando vestimentas e insígnias características da igreja, como um capuz preto bordado com 12 cruzes brancas. Em nota, a instituição afirmou que não tinha “qualquer comprometimento” com Padre Kelmon e tampouco relação “com qualquer um de seus feitos, passados ou presentes”.

“O referido candidato não é membro de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil em nenhuma de suas paróquias, comunidades, missões ou obras sociais, bem como não é e nunca foi seminarista ou membro do clero de nossa Igreja em nenhum dos três graus da ordem (diácono, presbítero/padre e bispo), quer no Brasil, quer em qualquer outro país, e também não é e nunca foi membro leigo ou clérigo de nenhuma de nossas Igrejas irmãs.”

O padre Caio Queiroz, que faz parte da entidade, disse ao R7 que o processo movido por Padre Kelmon causou estranheza. Segundo ele, a nota da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil serviu apenas para informar que Padre Kelmon não tinha relação com a instituição e em momento algum atingiu a honra dele.

“Durante o período eleitoral, ele foi colocado em xeque pelo país inteiro, e não por nós. Nós não questionamos o sacerdócio dele. Como ele fazia uso de vestes próprias da nossa igreja, publicamos a nota para informar que ele não era membro da nossa igreja e nunca foi clérigo ordenado ou padre na nossa igreja. Causou muita surpresa esse processo.”

Fonte: R7

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