Em Shiloh, local bíblico de adoração, ecoam orações por fertilidade como há 3.000 anos
Três milênios após uma mulher ter pedido a Deus por um filho em Samaria e ter sua prece atendida, o mesmo local, a antiga cidade de Shiloh, continua a ser palco de súplicas e milagres. Shiloh foi o centro de adoração de Israel por quase 400 anos, antes de Jerusalém se tornar capital. Moriyah Shapiro, de Shiloh, relatou à CBN News que a história local remonta ao retorno do povo de Israel do Egito, através do deserto do Sinai e da travessia do Rio Jordão.
Descobertas arqueológicas em Shiloh corroboram a narrativa bíblica. Eliana Passentin, diretora do departamento internacional do Conselho Regional de Binyamin, explicou que em sítios antigos, arqueólogos buscam inscrições, nomes bíblicos preservados e versos com explicações. “E aqui, nós encontramos os três”, afirmou Passentin sobre as evidências.
Shiloh atrai visitantes de todo o mundo, movidos pela sua história milenar e pela fé. “As pessoas vêm de todos os lugares do mundo para orar no lugar onde Ana realmente orou”, disse Shapiro, que se mudou para a região em 1978, quando o local era ainda desabitado.
Visitantes como Kamesh Flynn e Carolyn Burns percorreram longas distâncias para pisar no território onde ocorreu a história de Ana, narrada no livro de Samuel. Ana, que era estéril e sofria zombaria, derramou seu coração a Deus em silêncio e foi recompensada com um filho, o profeta Samuel.
“O que eu percebo é que o mesmo Deus a quem Ana orou então é o Deus a quem servimos agora”, declarou Flynn. Ela compartilhou a experiência do seu filho de 10 anos, que teria se sentido tocado pelo divino durante uma oração no local.
“A moral das histórias não é vir a Shiloh, tocar nas pedras e você será curado. De forma alguma. É sobre ser humilde – quando falamos com Deus de um lugar de humildade.”
Passentin compartilhou o caso de Hannah, de Miami, que rezou por um menino há 32 anos e nove meses depois deu à luz seu filho, batizando-o de Samuel. Anos mais tarde, Passentin testemunhou a chegada de outra geração da família, quando a filha de Hannah, que também enfrentava dificuldades para engravidar, veio ao local e orou por um menino e uma menina, que posteriormente nasceram.
Carolyn Burns descreveu seu filho Easton como um milagre e uma bênção após um período de perdas. “Eu orei a oração de Ana pela nossa família porque eu sabia que nossa família não estava completa, e ele é a minha oração de Ana”, contou Burns.
Flynn incentivou: “Imploro que tragam seus pedidos, tornem-nos conhecidos a um Deus que vive e respira, tão vivo e disposto a respondê-los quanto foi há 3.000 anos hoje. Aqui em Shiloh, a arqueologia confirma a Bíblia, a oração une passado e presente, e a oração respondida testemunha de um Deus imutável.”
