Novo líder iraniano promete vingança e revolução no controle do Estreito de Ormuz

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Novo líder iraniano promete vingança e mudanças estratégicas no controle do Estreito de Ormuz após cessar-fogo

O recém-nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou em seu primeiro pronunciamento oficial desde o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos que o país não busca a guerra, mas defenderá seus “direitos legítimos”. A declaração, divulgada na quinta-feira, 9 de abril de 2026, pela televisão estatal iraniana, também sinalizou uma alteração na gestão da vital rota marítima.

Mojtaba Khamenei assegurou que o Irã buscará retaliação pela morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em ataques que teriam sido perpetrados por Israel e pelos Estados Unidos no início do conflito. A promessa de vingança abrange a recuperação do “sangue dos mártires” e compensações pelos danos sofridos durante a guerra. Segundo o novo líder, a administração do Estreito de Ormuz ingressará em uma “nova fase”.

O pronunciamento ocorre em um contexto de elevada tensão regional, com o Estreito de Ormuz, uma das principais vias para o transporte global de petróleo, mantendo restrições impostas pelo Irã. O governo iraniano atribui a manutenção dessas medidas a ataques israelenses no Líbano, que teriam violado o cessar-fogo recém-estabelecido. Tanto os Estados Unidos quanto Israel negam qualquer descumprimento do acordo, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicando busca por negociações diretas com o Líbano.

A sucessão de Mojtaba Khamenei aconteceu em meio à escalada das hostilidades, após a morte de seu pai. Autoridades iranianas haviam anteriormente informado que o novo líder sofreu ferimentos graves em um ataque, levantando questionamentos sobre a estabilidade da liderança no Irã e a segurança de seu sucessor.

Autoridades americanas têm programada uma viagem ao Paquistão nesta sexta-feira, 10 de abril, para discutir os termos do acordo com o Irã. Anteriormente, declarações atribuídas a Mojtaba Khamenei indicavam uma disposição para atacar bases militares norte-americanas, embora seu pronunciamento oficial desta quinta-feira tenha apresentado um tom menos beligerante, sem descartar ações futuras.

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