A capa do novo disco dos metaleiros do Slayer tem enfurecido membros de grupos cristãos. O desenho traz um Jesus Cristo desmembrado, cheio de tatuagens pelo corpo e afundado até os joelhos em um rio de sangue e cabeças decepadas.
O nome do disco, Christ Illusion, já deixa clara a intenção dos músicos em polemizar com a igreja. Segundo o site ContactMusic, a banda já se prepara para reações exaltadas de grupos religiosos.
“Queríamos Cristo (retratado) em um mar de desespero”, afirma o guitarrista Kerry King. “Mas a primeira versão da capa parecia que ele estava apenas curtindo a água”, disse.
Já o líder Tom Araya preferiu a versão definitiva da capa. “Mandaram um novo desenho em que ele (Cristo) estava com os olhos meio fechados e rodeado de cabeças flutuando. Ficou muito melhor”, comenta.
Essa não é a primeira polêmica na qual o grupo se envolve com o novo CD. Uma das faixas, Jihad, causou controvérsia por tratar de fanatismo religioso e do 11 de setembro.
As igrejas precisam fazer uma reflexão a respeito de suas concepções sobre sexualidade e uso de preservativo. A avaliação é da representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs Tânia Mara Vieira Sampaio, que integra a Comissão Nacional de DST e Aids.
Segundo ela, as igrejas precisam “revisitar o passado” para tentar “redimensionar o presente” e compreender as novas questões relacionadas à sexualidade.
“Nesse tema, o grande problema está relacionado a questões de poder que ainda têm um viés patriarcal e androcêntrico”, afirmou. “Mexer nas questões de sexualidade não é mexer nos dogmas que estruturam as doutrinas cristãs, é mexer em relações de poder nas instituições Igreja e nas demais instituições da sociedade. Por isso temos muita dificuldade em entrar no diálogo sério sobre sexualidade”.
Para a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, o surgimento da Aids trouxe o questionamento sobre uma série de valores, atitudes e dogmas. Nesse contexto, ela avalia que é importante o diálogo entre o poder público e as diferentes religiões do país.
“O sistema de Saúde tem limite de atuação. As igrejas permeiam a vida das pessoas de forma mais intensa. Então, qualquer atividade, qualquer acordo para que a gente possa atuar mais interativamente na proteção das pessoas e na prevenção da epidemia da Aids é sempre bem vindo”.
Segundo ela, o papel do governo é atuar no trabalho de prevenção e no repasse de informações sobre as doenças e as formas evitá-las. “Mas o uso ou não desse conhecimento para se proteger é uma questão pessoal, e o Estado não deve entrar na individualidade”, ponderou.
“Essa é uma situação muito polêmica e difícil de ser enfrentada por muitas igrejas. Falar abertamente de sexualidade e tratar abertamente de como se prevenir não usando apenas questões morais, tudo isso tem que ser posto na mesa”, disse Simão.
As duas participaram ontem (6) do seminário Aids e Religião: Desafios e Respostas do Campo Religioso no Enfrentamento da Epidemia de Aids no Brasil. O evento, promovido pelo Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, termina amanhã, em Brasília. O objetivo é entender as diversas religiões brasileiras e suas implicações no campo da saúde, em especial em relação à Aids e ao HIV.
De acordo com Simão, ao final do seminário, será elaborado um documento que balizará a posição brasileira na Conferência Mundial de Aids que será realizada em agosto, em Toronto, no Canadá.
Na “Mensagem da Cúpula Mundial”, os altos dignitários religiosos condenaram quaisquer formas de terrorismo e extremismo e tentativas de justificá-las sob pretextos religiosos.
Na Cúpula das religiões em Moscou que terminou nesta quarta-feira( 6) participaram representantes dos ortodoxos russos, cristãos, muçulmanos, budistas e judeus.
O resultado mais importante dos trabalhos foi o documento final intitulado “Mensagem da Cúpula Mundial”. Acentua, entre outras coisas, que a comunidade internacional haveria de ansiar construção de uma ordem mundial em que a democracia em sua condição de um método de coordenação dos interesses de pessoas diferentes se associasse ao respeito pelos seus sentimentos religiosos, os modos de viver e as tradições étnicas e religiosas.
Na “Mensagem da Cúpula Mundial”, os altos dignitários religiosos condenaram quaisquer formas de terrorismo e extremismo e tentativas de justificá-las sob pretextos religiosos.
Um lugar relevante no documento final cabe à correlação entre a liberdade e a responsabilidade moral. Isso se refere não somente à personalidade humana, como também à vida social e aos sistemas político e econômico internacionais. “A atividade econômica há de ser socialmente responsável e descansar nas normas da moral” – reza o documento.
Na cerimônia de encerramento do encontro, o patriarca da Igreja Cristã Ortodoxa Russa, Aleksi II, comunicou ter o presidente Vladimir Putin se oferecido para entregar a “Mensagem da Cúpula Mundial” aos dirigentes dos países do G8, os quais se reunirão daqui a uns dias em São Petersburgo.
Líderes religiosos concordam que religião é base para a paz
Líderes religiosos participantes da Cúpula Religiosa Mundial querem usar a religião como base para a paz e o diálogo entre as civilizações em vez de uma fonte de conflitos. A meta é produzir uma mensagem assinada até pelas delegações de países como China e Irã que não estão habituados à liberdade religiosa.
“Declaramos a importância da liberdade religiosa no mundo de hoje. Grupos e indivíduos precisam estar imunes a coerções. Também é necessário levar em conta os direitos das minorias étnicas e religiosas”.
Mais de 200 representantes de várias religiões no mundo participaram do encontro organizado pela Igreja Ortodoxa Russa. Eles condenaram o terrorismo e o extremismo em todas as suas formas assim como qualquer tentativa para justificar atos desse tipo em nome da religião.
Os líderes religiosos destacaram a papel fundamental da educação e da comunicação em prevenir a difusão das idéias extremistas. Eles disseram que “a escola, a mídia e a pregação de líderes religiosos deveriam voltar à prática de transmitir aos nossos contemporâneos o pleno conhecimento de suas tradições religiosas”.
A mensagem também enfatizou a necessidade de uma ordem econômica mundial baseada em justiça e moralidade. Para eles, “a vida vivida apenas para o lucro financeiro e em função do aumento da produção se torna estéril e miserável. Conscientes disso, apelamos à comunidade comercial para que se abra e assuma responsabilidades para com a sociedade civil”.
O documento final do encontro será enviado aos líderes do G8, cuja reunião anual está agendada para meados de julho, em São Petersburgo, Rússia.
O papa Bento XVI afirmou, nesta quinta-feira, que a Croácia “sempre viveu no âmbito da civilidade européia” e, portanto, é “com razão que deseja ser reconhecida como parte da União Européia: seu desejo é cooperar com o próprio ingresso nessa instituição, para o bem de todos os habitantes do continente”.
Por isso, o Papa encorajou os bispos croatas, assegurando “o apoio da Santa Sé”, a perseverar no empenho pela busca de um acordo, mesmo com quem não professa a religião católica, sobre os valores que levam à “plena verdade do homem”.
– As ligações entre a Sede Apostólica e a sua nação, já feitas no passado, continuaram a se reforçar, como demonstra a recente aprovação de acordos bilaterais. A Santa Sé, também no futuro, estará ao lado de vocês e com boa vontade acompanhará e apoiará os esforços do seu povo no caminho do autêntico progresso – declarou o Pontífice.
O Papa também chamou a atenção de todos para “as armadilhas das correntes culturais modernas, como a secularização e o relativismo”, e pediu uma forte “atenção aos mais necessitados”.
Legisladores israelenses ligados ao setor ortodoxo das comunidades judaica e muçulmana se uniram para impedir a realização da Parada Internacional do Orgulho Gay, organizada pela Associação de Homossexuais de Israel e marcada para o mês de agosto.
Apesar de suas divergências políticas, o rabino e deputado Isaac Levy, do Partido Nacional Religioso (Mafdal) e um xeque do Movimento Islâmico de Israel, o deputado Ibrahim Tzartzur, do Partido Ra´am-Ta´al, uniram-se para tentar proibir a realização do evento.
A parada foi marcada para 10 de agosto em Jerusalém, cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos. Os grupos que se opõem ao ato o consideram uma “provocação”.
A organização internacional que reúne os homossexuais escolheu Jerusalém para o evento há três anos, e também encontrou obstáculos no Vaticano, que se opôs à primeira parada internacional, que acabou acontecendo em Roma.
Levy e Tzartzur apresentarão na terça-feira uma proposta para que o Parlamento (Knesset) proíba o evento por lei, com o argumento de que a parada ofenderá a sensibilidade das comunidades das três grandes religiões monoteístas representadas em Jerusalém.
Os homossexuais afirmam que esta seria uma medida antidemocrática que não está de acordo com o discurso de que Jerusalém é “uma cidade aberta a todos os cultos e pluralista”.
Em um dos desfiles anuais que a comunidade homossexual realiza em cidades israelenses, um ortodoxo atacou e feriu com um arma branca três participantes do evento em Jerusalém.
Levando em conta este precedente, Tzartzur e Levy também alegarão o risco provocado por um evento internacional, do qual participarão homossexuais e simpatizantes do mundo inteiro.
No ano passado, a Igreja Evangélica se associou a rabinos americanos e israelenses, lançando uma campanha para reunir 1 milhão de assinaturas contra a parada meses antes de sua realização.
O evento foi cancelado devido à mobilização das forças policiais nas operações de retirada dos assentamentos na Faixa de Gaza.
A indústria turística, que apoiava o evento, esperava a visita de 40 mil turistas estrangeiros.
A Associação de Homossexuais, Lésbicas e Transexuais tenta organizar a parada em Jerusalém há três anos e espera que ela aconteça em agosto.
No ano passado, a associação venceu um processo contra o prefeito Uri Lupolianski, que foi obrigado a indenizá-la com o equivalente a US$ 8 mil de seu próprio bolso e a transferir uma verba do Orçamento municipal que a lei destina ao grupo.
Grande Rabino pede ao papa que condene parada gay em Jerusalém
O Grande Rabino de Israel, Shlomo Amar, enviou uma carta ao Papa Bento XVI pedindo a ele que condene a Parada Internacional do Orgulho Gay, programada para 10 de agosto, em Jerusalém. Segundo fontes do Rabinato Central em Jerusalém, Amar pede ao Papa que “condene de forma inequívoca e enérgica este terrível fenômeno, com a esperança de despertar um protesto geral por parte de diferentes dignatários religiosos”.
Legisladores do setor ortodoxo das comunidades judaica e muçulmana de Israel, além de representantes de diferentes denominações da Igreja Cristã do Oriente e Ocidente na Terra Santa, com sede em Jerusalém, manifestaram sua oposição à parada. Eles exigiram que o Parlamento (Knesset) proíba a realização do desfile.
Organizado pela Associação de Homossexuais, Lésbicas e Transexuais de Israel, será o segundo desfile internacional do movimento. O primeiro foi realizado há alguns anos, em Roma, sob protestos do Vaticano. O deputado Nissim Zeev, do Partido ultra-ortodoxo Shas, chamou o desfile de homossexuais em Jerusalém de “imundície”.
“Não existe este problema na sociedade árabe”, disse o deputado Ibrahim Tzartzur, durante debate na Comissão Parlamentar para Assuntos do Interior. Ele se aliou ao rabino ultranacionalista Isaac Levy, representante da frente direitista da União Nacional, na oposição ao desfile.
Durante uma parada de homossexuais israelenses em Jerusalém, há dois anos, um ortodoxo feriu três participantes com uma arma branca. Tzartzur e Levy, levando em conta o precedente, alegaram que a parada internacional representa um risco à segurança.
“Cidade aberta”
A deputada Zehava Galon, da frente pacifista Meretz, e seu representante no Conselho Municipal, Avshalom Vilan, acusaram os críticos de “incitar à violência” com essas afirmações. Há três anos, a organização internacional de homossexuais escolheu Jerusalém, chamada de “cidade aberta à tolerância”, mas o desfile foi adiado durante este tempo.
A Prefeitura de Jerusalém também é contra a manifestação. No ano passado, o prefeito Uri Lupoliansky foi condenado a pagar do próprio bolso uma indenização à Associação de Homossexuais de Israel, depois de perder um processo na Corte Suprema de Justiça.
Os magistrados também mandaram a prefeitura transferir à entidade o orçamento previsto na lei, como acontece com outras organizações. Os homossexuais afirmam que têm o direito de realizar o desfile e que sua proibição seria antidemocrática. O veto, alegam, não combinaria com o discurso oficial de que Jerusalém é “uma cidade aberta a todos os cultos e pluralista”.
A Igreja Evangélica, associada a rabinos americanos e israelenses, lançou no ano passado uma campanha para reunir 1 milhão de assinaturas contra o desfile. Na ocasião, ele foi cancelado porque o a maior parte das forças policiais estava concentrado na operação militar de retirada do território palestino de Gaza.
Uma denúncia formalizada por 26 maçons e levada na quinta-feira 29 ao Ministério Público acusa o grão-mestre da ordem, Edelcides Lino de Melo, de participação num esquema que mistura movimentações financeiras suspeitas, operações com laranjas e supostas fraudes contábeis.
A maçonaria, uma das mais antigas, misteriosas e poderosas irmandades do mundo, está em guerra em Brasília.
O caso, que já despertou atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), começou quando maçons descobriram um estranho pagador do aluguel de um prédio de propriedade da Grande Loja Maçônica de Brasília, espécie de tribunal supremo que congrega 32 lojas maçônicas da capital e que tem Edelcides como líder-mor. No imóvel, situado na cidade-satélite de Taguatinga, funciona uma escola.
Mas, ao longo de todo o ano passado, quem pagou as contas foi um cidadão chamado Walterson Frutuoso Soares, modesto pensionista do INSS, morador da periferia, que ganha R$ 240. Acionado, o Coaf detectou que, apesar de suas poucas posses, Walterson movimentou R$ 143 mil entre fevereiro e dezembro de 2005. Boa parte desse dinheiro foi parar nas contas da Grande Loja.
Segundo a denúncia, Walterson é a ponta aparente de um grupo que estaria usando a escola para lavar dinheiro – e com a conivência do grão-mestre Edelcides Melo. Os maçons rebelados sustentam que Melo sempre soube das operações e teria até participado de reuniões com os verdadeiros donos do dinheiro. Algumas delas dentro da maçonaria, ao redor da mesa usada para reuniões secretas.
A acusação, que gerou um cisma dentro da Grande Loja brasiliense, atribui ao grão-mestre outra suspeita: a de que balancetes teriam sido maquiados para deixar de fora da contabilidade uma parcela do dinheiro que vinha do aluguel.
O relatório do Coaf, ao qual ISTOÉ teve acesso, está nas mãos do MP e da Polícia Federal. Nele, consta que pelo menos R$ 38,5 mil dos R$ 143 mil movimentados pelo laranja Walterson foram repassados por um vereador do município mineiro de Paineiras. Alguém que, em princípio, não tem relação nenhuma nem com a escola, nem com a maçonaria.
O grão-mestre se defende: “Eu alugo o imóvel, mas o que acontece lá dentro eu não sei.” Os denunciantes prometem insistir. “A instituição pode ter alguns segredos, mas não pode extrapolar os limites da lei”, dispara Reginaldo Gusmão, um dos autores da denúncia. Abafado dentro da Grande Loja, o caso irá parar na Justiça pública.
Um antigo navio alemão usado na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ancorado há anos em um dos muitos portos da costa croata, será transformado em uma igreja flutuante para encontros religiosos da juventude católica, segundo informou o jornal de Zagreb “Jutarnji List”.
O Ministério da Defesa croata decidiu dar ao monastério salesiano da cidade de Fiume o casco de um Dtm-219 de 50 metros de comprimento usado na Segunda Guerra Mundial pelos nazistas para o transporte de carros armados. Depois de 1945, ficou entre os navios de guerra da Marinha militar iugoslava, como parte das reparações da guerra.
Nos próximos dias, o navio será levado ao estaleiro da cidade de Sibenik, onde permanecerá ancorado à espera de que a igreja obtenha os fundos necessários para a reconstrução e adaptação dele ao novo objetivo. Entre as principais missões dos salesianos está o trabalho com os jovens e a organização de encontros espirituais.
A idéia é utilizar o navio como um mini-hotel flutuante no qual, viajando entre as milhares de ilhas e baías da costa croata, os jovens poderão descansar, conhecer-se, rezar e meditar.
A vice-presidente da Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos (USCIRF) declarou à subcomissão interna que as minorias cristãs no Oriente Médio são importunadas e seus membros são mortos pelos governos.
Em uma audiência intitulada “A situação das minorias religiosas: o pluralismo religioso pode sobreviver?”, Nina Shea, vice-presidente da USCIRF, falou sobre as condições da liberdade religiosa no Egito, Irã, Iraque e Arábia Saudita – países do Oriente Médio – e também no Paquistão. Ela fez sugestões à política norte-americana.
“Um dos temas comuns a cada um desses países é a extensão com que um governo perpetua o ódio contra minorias religiosas e encoraja extremistas religiosos de dentro de sua sociedade ou mesmo além das fronteiras. Isso é feito através do sistema educacional, da mídia oficial e de outras políticas governamentais”, resumiu Nina Shea depois de relatar, em 30 de junho, a situação de cada país diante da Subcomissão para a África de Direitos Humanos e Operações Internacionais da Câmara de Relações Internacionais.
A vice-presidente começou seu testemunho falando do Egito, que está na lista da comissão desde 2002. Nina Shea relatou que a “discriminação, intolerância e outras violações dos direitos humanos” estão afetando um grande número de grupos religiosos, incluindo os cristãos ortodoxos coptas e aqueles que não aderem à interpretação adotada pelo Estado do islamismo sunita.
Nina Shea observou que as relações entre egípcios muçulmanos e cristãos estão “cada vez mais tensas”, dando como exemplo os ataques a facadas contra cristãos em três igrejas na Alexandria, em abril, que deixou um idoso morto e 16 feridos.
“Embora o governo alegue que um homem perturbado mentalmente foi o único responsável, há evidência de que esses ataques foram motivados por questões religiosas”, disse ela.
Os cristãos também foram atacados por extremistas, no início deste ano, em Luxor, onde dezenas de pessoas ficaram feridas, e em outubro passado, em Alexandria, onde outras três pessoas foram mortas em confrontos.
Além disso, é difícil obter licenças para reparar ou construir templos não-muçulmanos, em virtude das leis restritivas, segundo o que declarou Nina Shea.
Êxodo cristão
No Irã, a liberdade religiosa tem se “deteriorado” desde o ano passado, uma vez que “todos os grupos minoritários estão enfrentando muita perturbação, detenções e prisões. A repressão atingiu um nível jamais visto desde os anos que se seguiram à revolução de 1979”, testemunhou a defensora internacional dos direitos humanos.
Nina Shea afirmou que muitos cristãos iranianos fugiram do país depois de se tornarem vítimas da perseguição.
“Diante da violência, membros dessas frágeis comunidades continuam a fugir do país em um êxodo que pode significar o fim da presença no país da antiga comunidade cristã e de outras minorias religiosas que têm vivido naquelas terras por dois mil anos”, disse Nina.
Para exemplificar, Nina Shea ressaltou que nos últimos 15 anos, muitos cristãos foram mortos pelos governos e dezenas estão “desaparecidos”.
A ancestral comunidade cristã no Iraque também está sob a ameaça de ter que fugir do país por causa do perigo da violência constante, inclusive sendo alvo de ataques coordenados a bomba nos últimos dois anos.
No Paquistão, o extremismo religioso resulta em violência e leis discriminatórias, que são as duas principais fontes de problemas.
De modo semelhante, na Arábia Saudita o governo viola a liberdade religiosa através da aplicação estrita de leis intolerantes que proíbem todas as formas de expressões religiosas públicas que não a da escola Hanbali do islamismo sunita, adotado pelo governo.
Nina Shea é comissária da USCIRF desde a sua criação, em 1999. Ela é defensora dos direitos humanos há 25 anos e é diretora do Centro para Liberdade Religiosa, uma divisão da Casa da Liberdade.
A USCIRF foi criada pelo Ato Internacional de Liberdade Religiosa de 1998 para monitorar a situação da liberdade de pensamento, consciência, religião e fé fora do país, como define a Declaração Universal dos Direitos Humanos e instrumentos internacionais relacionados, e para fazer recomendações políticas independentes ao presidente, à Secretaria de Estado e ao Congresso.
Os integrantes do Conselho de Comunicação Social manifestaram-se favoráveis ao arquivamento do Projeto de Lei 5040/01, que classifica como crime a exibição, em qualquer horário, de cena de nudismo ou de relações sexuais em programa ou em anúncio veiculado por emissora de TV aberta.
O colegiado seguiu recomendação da conselheira Berenice Isabel Mendes Bezerra, que analisou a matéria a pedido da deputada Luiza Erundina (PSB-SP).
O parecer, no entanto, não foi votado porque a conselheira fará algumas modificações no texto, conforme sugestões que recebeu.
O conselheiro Paulo Camargo, por exemplo, criticou o trecho que reclama da falta de regulamentação do artigo 221 da Constituição, que trata do controle social dos meios de comunicação. Camargo afirmou que muitos doutrinadores acreditam que não é preciso regulamentar esse dispositivo para que ele tenha validade.
Outro ponto do parecer que deve ser alterado se refere ao alcance do projeto. O conselheiro Paulo Machado de Carvalho advertiu que é preciso inserir no relatório alguma referência à TV por assinatura, já que ele se refere apenas à TV aberta.
O parecer reformulado deve ser votado na próxima reunião do Conselho, que ainda não tem data marcada.
O sacerdote Fabio Osorio renunciou à batina durante um programa de TV, ao anunciar que tem uma filha de 14 meses e que foi ameaçado de morte.
“Minha vida afetiva e sexual, próprias da natureza do homem, não me permitem manter o celibato com toda responsabilidade e fidelidade com que fiz meus votos à Madre Igreja”, disse o sacerdote ao ler uma carta dirigida ao arcebispo de Bucaramanga, monsenhor Víctor López Forero.
Depois de lê-la, o religioso, que estava há 15 anos no sacerdócio, tirou a estola na frente dos telespectadores do programa “De frente con Alvaro Alférez”, transmitido por um canal do nordeste do país.
Atualmente Osorio era o encarregado de lidar com temas sociais na arquidiocese de Bucaramanga.
Sobre as ameaças, o sacerdote disse desconhecer a proveniência e que começaram quando setores da cidade insinuaram a sua possível candidatura à prefeitura de Bucaramanga, cidade na qual mora.
“Desde então comecei a receber ameaças, e ameaças fortes”, comentou Osorio, durante o programa televisivo.
Em entrevista a rádios locais, o sacerdote disse que as ameaças chegaram por intermediários ou telefonemas. Nelas, Osorio afirmou que o advertiram, entre outras coisas, para não falar sobre supostos fatos de corrupção ocorridos durante o processo de reconstrução de uma ampla zona da cidade atingida pelas chuvas em 2005.
“Também ameaçaram minha filha”, comentou o religioso de 38 anos, que pediu perdão à Igreja Católica por “situações que prejudicam seriamente a sua opção sacerdotal”.
O religioso também pediu para continuar vinculado à igreja como diácono permanente.