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Educação religiosa incendeia debates na Bolívia

A temática religiosa e o impacto da Igreja Católica nas escolas promete estimular os debates do Congresso Nacional de Educação, que tiveram início ontem, em Sucre, em meio a versões contraditórias sobre o futuro da educação religiosa na Bolívia.

Segundo artigo publicado na segunda-feira, em La Razón, nem a declaração do presidente Evo Morales de seguir o catolicismo, ou as declarações do vice-presidente, Álvaro García Linera, quanto ao respeito à religiosidade, ou o anúncio do ministro da Educação, Félix Patzi, de que o ensino da religião será opcional, aplacaram o debate sobre a educação leiga proposta pelo governo e a Igreja Católica.

Embora o propósito do congresso seja desenhar a política educacional que substituirá a reforma no país, seus 700 participantes preparam-se para abordar o tema da educação religiosa como um dos eixos centrais das discussões.

A Igreja Católica boliviana sustenta que tanto os pais quanto os próprios educadores “têm o direito de buscarem para si uma educação religiosa de acordo com sua consciência e crença religiosa”. Ela pediu ao Estado, em documento, que garanta “o exercício dos direitos invioláveis do homem, como a liberdade religiosa”.

O Executivo, através do ministro Patzi, prefere deixar a decisão nas mãos do Congresso Nacional de Educação, e espera que, pela primeira vez na história da Bolívia, se incluam os critérios dos setores tradicionalmente ignorados pelo Estado.

Patzi, um jovem sociólogo de origem aymara, pronunciou-se contrário ao que denominou de “monopólio” da Igreja Católica na educação religiosa e disse que a única coisa que faz é “doutrinar”.

O ministro assegurou que não permitirá que essa situação continue e anunciou que tanto no sistema público como nos colégios religiosos será proibido o ensino da catequese, como ocorre na atualidade.

Patzi afirmou que o ensino da religião “não serve”, e propôs substitui-lo por uma disciplina de história das religiões, “aconfessional, sem compromisso do professor e do aluno”.

O sacerdote Sebastián Obermaier, conhecido por seu trabalho social na Bolívia, liderou, na sexta-feira, marcha pelo centro de La Paz em protesto aos planos de Patzi. Ele pediu a renúncia do ministro, acusando-o de pretender destruir a fé do povo boliviano, majoritariamente católico.

Representantes de 26 organizações vinculadas ao governo participam do Congresso Nacional de Educação, que deve emitir projeto de lei de reforma da educação para ser encaminhado ao Congresso da República.

Fonte: ALC

Igreja Católica da Venezuela preocupada com a militarização do país

Líderes da Igreja Católica expressaram preocupação nesta quarta-feira com a militarização na sociedade venezuelana e o que definiram como a perseguição de oponentes pelo regime do presidente Hugo Chávez.

“A Venezuela presencia com assombro e desaprovação a promoção de um ambiente belicista e a militarização de nossa sociedade, incluindo a criação de milícias civis”, disse o bispo Ovidio Perez. A afirmação é parte de um documento que assinala as preocupações da Conferência dos Bispos Venezuelanos, realizada nesta quarta-feira.

A Conferência dos bispos também condenou a “suposta perseguição e discriminação por discrepâncias ideológicas”, incluindo a prisão de oponentes por “atividades ligadas a suas posições políticas”.

Chávez constantemente pede aos venezuelanos que se preparem para uma possível invasão americana e armou grupo civis que são treinados por conselheiros militares para um batalha de guerrilha.

Críticos argumentam que a meta real das milícias, que agregam centenas de partidários de Chávez, é criar meios de sufocar dissidente internos.

O presidente venezuelano e a Igreja Católica do país têm um relacionamento abalado. O líder de esquerda diz que quer ter boas relações com os líderes católicos, que definiram sua liderança no passado como um “tumor”.

Fonte: Estadão

Metodistas elegem novo Colégio Episcopal

O 18° Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil, reunido de 10 a 16 de julho na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, aprovou, por 108 votos a favor e seis contra, a proposta do Colégio Episcopal de mantê-lo com oito bispos, que foram eleitos ontem.

Os oito bispos do novo Colégio Episcopal são: Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, João Carlos Lopes, Adolfo Evaristo de Souza, Luiz Vergílio Batista da Silva, Adriel de Souza Maia, Roberto Alves de Souza, Adonias Pereira do Lago e Marisa de Freitas Ferreira Coutinho.

O bispo emérito Nelson Luiz Campos Leite lembrou, após a escolha dos novos bispos, que as eleições episcopais devem transcorrer sem discussões. “Espero que este seja o último Concílio feito neste estilo, porque isso é uma hipocrisia. As decisões têm que ocorrer de forma aberta e transparente”, disse, reportando-se aos acordos prévios feitos para a eleição.

Os delegados e delegadas metodistas não estão no Concílio para promover disputas das tendências na igreja, entre carismáticos, tradicionais, acadêmicos, ecumênicos ou outras correntes, admoestou Campos Leite. “Estamos aqui em nome do Evangelho do Reino. Sabendo que a Igreja tem diversidades, temos que respeitar as diferenças, pois a divisão é pecado”, frisou. Ele conclamou a igreja a apoiar o Colégio Episcopal eleito.

Na abertura do Concílio, dia 10, o Colégio Episcopal dirigiu mensagem aos conciliares pedindo uma atitude de quebrantamento e arrependimento pelos diferentes pecados na igreja. Entre esses pecados, a carta pastoral menciona a estreiteza missionária, a desunião, a indisciplina pessoal e comunitária, a rendição à sedução do mercado, a tentativa de aprisionamento do Espírito aos “nossos conceitos e preconceitos”.

A carta incita à superação do “espírito presente na sociedade de mercado e de consumo”, que incentiva a competitividade, a luta pelo espaço e lugar de poder, a “supremacia do mais forte e belo, e o desprezo e marginalização dos que ficam pelo caminho”.

Os 131 delegados e delegadas com direito a voto aprovaram o relatório financeiro da Igreja levado ao Concílio. Os números mostram saúde financeira da instituição.

Para testar o sistema eletrônico no Concílio, foi realizado um teste, colocando em votação se o técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, deverá ser mantido no cargo. O resultado não surpreendeu: 120 votaram pela demissão de Parreira, sete pela sua manutenção e quatro se abstiveram.

Fonte: ALC

Eleições 2006: pesquisa mostra maior confiança na Igreja

A pesquisa CNT/Sensus mostra que a igreja é a instituição em que as pessoas mais confiam. Mas essa confiança está em queda. Já o Congresso Nacional ficou em último lugar, com 0,4% de confiança.

Neste mês de julho, 34,8% manifestaram que confiam na igreja ante 44 2% na pesquisa feita em dezembro de 2003, a última vez em que essa questão foi abordada.

Já o Congresso Nacional ficou em último lugar, com 0,4% de confiança. Em dezembro de 2003, o Congresso era a instituição de maior confiança para 1,3% dos entrevistados pela pesquisa.

Em segundo lugar na pesquisa CNT-Sensus divulgada ontem apareceram as Forças Armadas com 17% ante 13,9% na medição de dezembro de 2003. A Justiça aparece em terceiro lugar com 11,9% ante 10,6% na pesquisa anterior.

Imprensa e meios de comunicação apareceram em quarto lugar na pesquisa, com 10,3% ante 9,4% em dezembro de 2003. O governo federal ficou com 3,9% ante 4% em dezembro de 2003. E a Polícia, com 3,4% ante 4,6% na pesquisa anterior.

Criminalidade

A pesquisa CNT-Sensus mostrou também que combater a criminalidade ainda é o critério mais importante na hora de o cidadão escolher o seu voto para presidente. Do total de entrevistados, 25,4% disseram ser este o tópico mais importante para a decisão. O levantamento, que compara os resultados de julho de 2006 com junho de 2002, mostra, porém, crescimento no percentual de votantes que prioriza os investimentos em educação e saúde.

Levar o país a se desenvolver vem em seguida, com 21,1% das respostas. Já a melhoria das escolas públicas e da saúde é citada por 17,9% dos consultados, frente à 12,5% dos entrevistados quatro meses antes das últimas eleições presidenciais. O combate à corrupção foi citado por 13,8% e controlar o custo de vida por 11,3%. Não souberam responder somaram 10,7% dos entrevistados.

Se comparados os dados com a pesquisa de junho de 2002, época de eleição presidencial, o nível de importância do combate à criminalidade diminuiu consideravelmente, de 40% para 25,4%. O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, diz acreditar que os ataques do PCC em São Paulo já foram esquecidos pela população e, por isso, o índice ficou mais modesto.
Na última pesquisa, levar o País a se desenvolver somou 19,2% dos entrevistados, melhorar escola pública e saúde, 12,5%, combater a corrupção, 13,1% e controlar o custo de vida, 9,6%.

Brasil tem mais eleitoras mulheres do que homens em 2006

As mulheres terão maior peso eleitoral do que os homens nas eleições de 2006. A afirmação poderia vir acompanhada de argumentos sobre a influência feminina hoje na sociedade, mas, mais que isso, está amparada em números. Dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o eleitorado brasileiro para as próximas eleições —marcadas para 1º de outubro— revelam que a maior parte do eleitorado que está apto a votar é de mulheres.

Dos 125.913.479 eleitores, as mulheres representam 51,53%, ou 64.882.283 pessoas. Os homens somam 60.853.563 eleitores, equivalente a 48,33% do eleitorado. Apenas 177.633 (0,14%) não informaram o sexo ao tirar o título eleitoral. Os dados do TSE foram avaliados graças aos números fornecidos pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) sobre o número de eleitores por sexo e faixa etária, nas unidades federativas e no exterior.

O aumento do número de eleitoras foi de quase um ponto percentual em relação a 2002. De acordo com o TSE, há quatro anos as mulheres também formavam a maioria do eleitorado, com 58.604.571 (50,85%). O número de homens na ocasião era de 56.431.672 (48,96%), em um total de 115.253.834 eleitores.

Faixa etária

O TSE também divulgou dados referentes à faixa etária dos eleitores. A maior parte dos eleitores atualmente tem entre 25 e 34 anos de idade, representando 23,96% do eleitorado. Nessa faixa as mulheres também são a maior parte, com 15.425.021 (51,12%). Os homens, nessa faixa etária, chegam a 14.747.016 (48,87%). Os dados correspondem à idade do eleitor na data da eleição.

Entre 35 e 44 anos, o número de eleitores femininos é de 13.128.745 e o de homens, 12.293.961. Entre 45 a 59 anos estão aptos a votar 13.899.364 mulheres e 12.677.420 homens. Existem no eleitorado brasileiro 5.056.793 mulheres e 4.445.778 homens com idade entre 60 e 69 anos.

Dos 18 aos 20 anos o eleitorado é praticamente igual nestas eleições: 4.829.813 mulheres e 4.800.042 homens. Representam 7,65% do total do eleitorado, em comparação com 7,81% em 2002. Entre os 21 e 24 anos estão aptos a votar 6.945.814 mulheres e 6.829.417 homens.

Voto facultativo

Os jovens de idade entre 16 e 17 anos, a quem o voto é facultativo, representam 2,45% do eleitorado. Em 2002, eles eram apenas 1,92% do eleitorado, o que demonstra que houve um aumento de 0,53% no número de jovens que irão votar no próximo pleito. Os eleitores de 16 anos são formados por 561.529 mulheres e 532.854 homens. Juntos representam 0,87% do eleitorado. Os de 17 anos são 1.003.168 eleitores do sexo feminino e 992.211 do sexo masculino —equivalem a 1,58% do eleitorado. Nas eleições de 2002, esses números eram de 316.315 mulheres e 319.295 homens na faixa de 16 anos, e 781.928 mulheres e 800.410 homens com 17 anos.

Entre 70 anos, idade em que o voto também não é mais obrigatório, e 79 anos, o número de eleitores do sexo feminino é de 2.954.133 e do masculino 2.502.057. Juntos representam 4,35% do eleitorado. Acima de 79 anos, o número de mulheres chega a 1.017.357 e o de homens a 975.560 —somam 1,59% dos eleitores. No total, equivalem a 5,94%.

Houve um aumento quase simbólico de 0,16% do eleitorado com mais de 70 anos. Em 2002, os eleitores com mais de 70 anos representavam 5,78% do eleitorado.

Os eleitores podem comparecer, no dia 1º de outubro, no primeiro turno das eleições, a 3.073 zonas eleitorais e 380.945 seções eleitorais, distribuídas nos 5.565 municípios e em 93 países. No Brasil, existem 91.037 locais de votação; no exterior, são 207, totalizando 91.244 locais de votação. Os 86.360 eleitores residentes no exterior (0,07% do total) votam apenas para presidente e vice-presidente da República.

Fonte: Paraná Online, Terra e Último Segundo

Ato gay em Jerusalém provoca aliança entre judeus e muçulmanos

Os organizadores do festival gay previsto para acontecer na cidade sagrada de Jerusalém, em agosto, prometeram dar prosseguimento a seus planos apesar da inusitada aliança entre líderes judeus, muçulmanos e cristãos que tenta impedir a realização dele.

O WorldPride, um evento de uma semana com uma parada, conferências e exibições, deve começar no dia 6 de agosto.

“Os santuários sagrados de Jerusalém estão em sua melhor forma quando todos os seres humanos da cidade são respeitados igualmente”, afirmou Hagai El-Ad, da Jerusalem Open House, organizadora do festival.

“Estamos determinados a realizar o WorldPride em Jerusalém, conforme o planejado”, disse à Reuters, na terça-feira.

A homossexualidade é um tabu entre muitos muçulmanos, judeus e cristãos, todos com importantes santuários na cidade. Líderes dessas religiões colocaram de lado as diferenças que alimentam os conflitos no Oriente Médio e tentam impedir a realização do evento.

Alguns opositores do WorldPride colaram cartazes oferecendo 4.500 dólares para qualquer um que “mate uma dessas pessoas de Sodoma e Gomorra”.

O foco da oposição é a parada, apesar de os organizadores do festival terem rebatido rumores de que os participantes tentariam chegar ao local mais sagrado de Jerusalém, conhecido pelos judeus como Monte Templo e pelos muçulmanos como al-Haram al-Sharif (Santuário Nobre).

Um judeu ultra-ortodoxo esfaqueou e feriu três participantes de uma parada gay realizada em Jerusalém, no ano passado.

“Estamos enfrentando dias difíceis. Tais eventos não são aquilo de que Jerusalém precisa”, disse Adnan Husseini, diretor do Waqf, que administra o terceiro local mais sagrado do Islã.

ALIANÇA RELIGIOSA

O Monte Templo é o local mais sagrado do judaísmo e também é importante para os cristãos. Shlomo Amar, rabino chefe dos sefarditas em Israel, apelou ao papa Bento 16 a fim de que criticasse a parada publicamente.

O Vaticano já se manifestou, opondo-se ao evento.

Grupos evangélicos cristãos vêem no festival um “ato calculado e confrontacional pensado para provocar e ofender.”

Autoridades municipais prometeram não ficar do lado de nenhum dos grupos em conflito e disseram que caberá à polícia decidir sobre se a parada pode ou não ser realizada.

As forças policiais pretendem resolver a respeito da questão quando a data marcada estiver mais próxima e com base em análises sobre as condições de segurança.

Em uma conturbada sessão parlamentar realizada na semana passada em Israel, um clérigo muçulmano disse que, se a parada gay for realizada, Jerusalém corria o risco de ser alvo da ira divina como havia acontecido com a cidade bíblica de Sodoma.

“Se vocês realizarem a passeata, vão nos prejudicar e vão prejudicar a Deus”, afirmou o xeique Abu Ali, diante de uma comissão parlamentar.

Organizadores do evento esperavam realizar o festival em 2005, mas acabaram adiando-o por considerar que seria complicado dar prosseguimento a seus planos no momento em que Israel retirava suas forças da Faixa de Gaza.

O primeiro festival do tipo aconteceu em Roma — “às portas do papa”, como afirmou o WorldPride.

El-Ad afirmou: “Trata-se de uma questão de liberdade de expressão. Se a polícia não conseguir proteger manifestantes pacíficos em uma rua grande de Jerusalém, então quem está controlando a cidade?”

Jerusalém: panfleto incita a matar homossexuais

A Polícia de Jerusalém investiga nesta terça-feira a distribuição de panfletos que incentivam o assassinato dos participantes da parada do Orgulho Gay, prevista para acontecer na Cidade Santa em agosto.

A rádio pública israelense informou que os panfletos foram distribuídos pelas ruas dos bairros judeus ultra-ortodoxos da cidade. O comunicado, não assinado, promete 20 mil shekels novos (3.700 euros) para quem matar homossexuais e lésbicas com coquetéis molotov e pedras.

A associação de homossexuais de Israel organiza o Desfile Internacional de Orgulho Gay para o próximo 10 de agosto em Jerusalém. Enquanto isso, legisladores israelenses do setor ortodoxo das comunidades judaica e muçulmana já se uniram para impedir a realização da passeata.

Os conservadores religiosos consideram que a realização do evento em Jerusalém, cidade santa para o judaísmo, o cristianismo e o islã, é uma provocação. Os homossexuais afirmam que esta seria uma medida antidemocrática que não coincide com o discurso sobre Jerusalém como “uma cidade aberta a todos os cultos e pluralista”.

Em uma das paradas anuais organizadas pela comunidade homossexual em cidades israelenses que aconteceu em Jerusalém, um ortodoxo feriu três participantes.

Fonte: Reuters e Terra

Comunidade internacional condena os atentados de Mumbai

A comunidade internacional condenou nesta terça-feira de forma unânime os atentados cometidos na rede ferroviária de Mumbai, capital econômica da Índia que, segundo o último balanço, provocou pelo menos 163 mortos e 464 feridos.

O presidente francês, Jacques Chirac, afirmou num comunicado ter recebido com “emoção e indignação” a notícia, e expressou a “solidariedade da França”, que “condena estes atos (…) com a maior firmeza”.

Por sua vez, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, expressou nesta terça-feira num comunicado dirigido a seu colega indiano Manmohan Singh sua “profunda dor”, e transmitiu a ele “a solidariedade e o afeto do povo espanhol” depois dos atentados, que “nos lembram as trágicas cenas ocorridas em Madri no dia 11 de março de 2004”.

Na Itália, o ministro das Relações Exteriores, Massimo d’Alema, enviou um comunicado a Manmohan Singh no qual expressou, “em nome do governo e de todos os italianos, (…) a solidariedade mais sincera”, assim como “a condenação mais firme destes atos de violência desumanos, que não fazem mais do que reforçar a vontade da comunidade internacional de atuar com determinação na luta contra o terrorismo”.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, publicou um comunicado no qual declarou que “os atentados na Índia me causaram uma profunda consternação”.

Javier Solana, Alto Representante da União Européia para a Política Exterior, declarou num comunicado que estava “chocado” com os atentados “desprezíveis” que sacudiram a rede ferroviária de Mumbai e expressou seu desejo de que “os responsáveis por estes espantosos atos terroristas sejam condenados pela justiça”.

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, expressou numa mensagem a seu colega indiano Abdul Kalam sua “indignação” com o atentado e sua “confiança de que as autoridades indianas punirão os responsáveis”.

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin destacou o “cinismo” e a “monstruosidade” dos atentados e pediu que “os terroristas” sejam “castigados severamente”.

O Paquistão – arquiinimigo da Índia – lamentou que “este desprezível ato de terrorismo” tenha provocado “a perda de um grande número de vidas”.

Fonte: AFP

Papa Bento XVI substitui porta-voz do Vaticano

Quinze meses depois da morte de João Paulo II, o Papa Bento XVI dispensou nesta terça-feira os serviços do emblemático porta-voz do antecessor, o espanhol Joaquín Navarro Valls, o que abrirá uma nova etapa nas relações entre o Vaticano e os meios de comunicação.

Navarro Valls, de 69 anos, o primeiro leigo que ocupou esta função estratégica, foi durante 22 anos o porta-voz exclusivo e todo-poderoso de João Paulo II, com o qual este membro da Opus Dei se identificou totalmente.

Seu sucessor é o padre Federico Lombardi, um jesuíta italiano de 63 anos, formado em Matemática e atualmente diretor-geral da Rádio Vaticano e da televisão vaticana, depois de ter sido provincial (chefe eleito) dos jesuítas da Itália de 1984 a 1990.

A substituição de Navarro Valls pelo padre Lombardi representa mais do que uma mudança de estilo. O até então responsável pela sala de imprensa do Vaticano tinha uma personalidade forte e seus detratores o acusavam de utilizar o cargo para interpretar à sua maneira as mensagens do Papa.

Durante o último período do pontificado de João Paulo II, marcado pela longa doença do chefe da Igreja Católica, Navarro Valls se transformou praticamente na única fonte de informações do Vaticano e alcançou uma importância excepcional nas relações entre o Sumo Pontífice e a imprensa.

Depois da morte do mentor, Navarro Valls foi mantido no cargo por Bento XVI, muito preocupado por seguir os passos do antecessor e garantir a continuidade à frente da Igreja. Porém, os vínculos entre o novo Papa e Navarro Valls não eram tão fortes e o porta-voz manifestou em várias ocasiões o desejo de abandonar o posto.

Sua saída era esperada oficiosamente depois da viagem de Bento XVI, no fim de semana passado, a Valência (Espanha) para encerrar o V Encontro Mundial das Famílias.

Com a nomeação de um religioso que controla não apenas a sala de imprensa, como também o conjunto dos meios audiovisuais da Santa Sé, O Pontífice alemão retoma uma configuração tradicional da comunicação do Vaticano com o mundo exterior.

O novo porta-voz, nascido em 20 de agosto de 1942 em Saluzzo (Piemonte, norte da Itália), colaborou na juventude com a revista de filosofia dos jesuítas italianos “Civiltà Cattolica”, ao mesmo tempo em que estudava teologia na Alemanha. Desde 1990, foi diretor de programas e depois diretor-geral da Rádio Vaticano, cargo que acumulava desde 2001 com o de diretor da televisão Vaticana.

O padre Lombardi se relacionará agora com os meios de comunicação estrangeiros, que tinham por seu antecessor mais fascinação do que afeto, pois tinham a impressão de ser manipulados por este profissional da comunicação com aspecto de ‘dândi’.

Navarro Valls conhecia bem a sala de imprensa por ter trabalhado durante muito tempo para o jornal católico e conservador espanhol ABC, antes de João Paulo II pedir, para surpresa de todos, que fosse seu colaborador.

Em seu primeiro comunicado, o padre Lombardi afirmou que “não tem nenhuma intenção de imitar” o antecessor, mas colocará toda as suas forças a serviço do Papa e dos profissionais da informação.

Fonte: AFP

Eleições 2006: candidatos disputam apoio de evangélicos no DF

De olho nos eleitores desse segmento, os postulantes ao governo do Distrito Federal disputam o apoio das igrejas evangélicas que juntas representam 22% (leia-se 290 mil votos) do eleitorado do DF.

O pontapé inicial foi dado pelo candidato José Roberto Arruda da coligação Amor por Brasília (PFL, PPS, PL, PMN, Prona, PSC, PP, PTN ). Hoje, Arruda conta com o apoio dos distritais Leonardo Prudente (PFL) da Igreja Sara Nossa Terra, Aguinaldo de Jesus (PFL) ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e Júnior Brunelli (PFL) da Casa da Benção. Além deles, o apoio do deputado federal Jorge Pinheiro (PL) ligado à Universal, do ex-vice-governador Benedito Domingos (PP) da Assembléia de Deus, e do bispo da igreja Nossa Terra Robson Rodovalho completam a expectativa de Arruda em obter, pelo menos, 150 dos 290 mil votos dos evangélicos.

Percebendo a importância deste eleitorado, a governadora Maria de Lourdes Abadia, candidata à reeleição pela coligação Juntos por Brasília (PSDB, PMDB, PTB, PT do B, PAN E PHS) tratou de correr atrás do prejuízo. Ela conquistou o apoio de parte das igrejas da Assembléia de Deus que conta com 2.800 templos no DF e Entorno.

No entanto, o candidato pefelista José Roberto Arruda continua sendo o candidato mais apoiado do segmento evangélico com a aliança feita com PP de Benedito Domingos e o PL, partidos de tradição evangélica.Depois da reunião com a coordenação da campanha durante todo o dia de anteontem, Arlete Sampaio candidata ao GDF da União Por Brasília (PT-PV-PCdoB-PSB-PRTB-PRB), parte para o ataque na busca pelos votos evangélicos.

Às 15 horas ela visitou os pastores e lideranças da Coordenação Batista do DF, às 16 horas visitou os líderes da Igreja do Nazareno e às 17 horas se reuniu com outros líderes da Igreja Presbiteriana. “O PT sempre teve boa relação com evangélicos e o fato de um bispo declarar apoio a um candidato não quer dizer que os evangélicos vão votar nesse ou naquele candidato. Não existe nenhum monopólio dos evangélicos. As visitas que faço hoje fazem parte da relação política histórica que o PT tem com eles”, assegura a candidata.

Maranhão: candidatos atrás dos votos evangélicos

Agora é pra valer! Está aberta a temporada de caça ao rebanho, ou melhor, a caça aos votos evangélicos em todo o Maranhão. Nesta quarta-feira, o conselho político da Convenção Geral das Assembléias de Deus vai se reunir em Brasília para discutir a posição da igreja na eleição presidencial. A Assembléia de Deus tem cerca de 15 milhões de fiéis em todo o país e é a maior denominação religiosa cristã depois da Igreja Católica. Emissários do presidente Lula e de Geraldo Alckmin já entraram em ação para conseguir a simpatia do conselho e faturar o apoio.

No Maranhão, a disputa pelos votos evangélicos fica entre os próprios candidatos da Assembléia de Deus. Desde quando a igreja decidiu lançar dois nomes para disputar vaga na Câmara Federal, que o tempo fechou entre a deputada estadual Telma Pinheiro (PSDB) e o deputado federal Costa Ferreira (PSC).

A deputada tucana – que traiu o grupo político que a ajudou a se eleger na eleição de 2002 – agora terá que se desdobrar para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília. Apesar de também ter o apoio formal da Assembléia de Deus no estado, existem vários complicadores que dificultam sua eleição. O principal deles é a disputa direta com seu irmão de fé, o deputado federal Costa Ferreira.

Vale lembrar que a igreja conta com outros candidatos, que, apesar de não terem o apoio formal das lideranças eclesiásticas, conseguem, somados, tirar muitos votos dos candidatos oficiais da igreja. Em conversa com jornalistas, uma liderança eclesiástica e membro da comissão de política da Assembléia de Deus, afirmou que foi um erro da igreja ter lançado duas candidaturas para disputar uma vaga à Câmara Federal. Na avaliação do reverendo, será necessária uma votação expressiva para eleger os dois candidatos, e a Assembléia de Deus no Maranhão ainda não está preparada eleitoralmente para isso.

A situação mais difícil é a da deputada Telma Pinheiro, que, para chegar à AL na eleição passada obteve pouco mais de 30 mil votos. Agora, como candidata a deputada federal terá que, no mínimo, dobrar essa votação para sonhar com uma vaga na Câmara Federal. Existe uma grande chance da deputada governista ficar sem mandato nos próximos quatro anos.

Fonte: ComuniWeb e Veja Agora

Mulher é apedrejada por pregar o evangelho

Líderes eclesiásticos disseram que muçulmanos extremistas surpreenderam oficiais de polícia que providenciavam refúgio para uma cristã não identificada em Izom, Estado de Niger, em 28 de junho. Eles a agrediram e a apedrejaram até a morte por fazer evangelismo de rua.

David Atabo, da Igreja Católica Romana em Izom, disse que testemunhou a morte da mulher. Ele contou que ela havia encontrado um grupo de jovens muçulmanos. A cristã compartilhou o evangelho com eles e lhes deu alguns folhetos para ler.

“Assim que a mulher saiu, alguns muçulmanos mais velhos aguardavam para saber dos jovens o que a mulher tinha dito a eles”, disse David. “Quando eles souberam que a mulher tinha pregado para os rapazes, alegaram que ela insultou Maomé, o profeta do islã, e determinaram que a mulher precisava ser morta”.

David disse que as afirmações dos líderes muçulmanos motivaram centenas de muçulmanos a sair para as ruas a fim de capturar a mulher. Eles a alcançaram nas proximidades da região do rio Gurara e começaram a espancá-la, mas a polícia a resgatou.

Para proteger a cristã, os oficiais a levaram sob custódia para a delegacia de Izom. Mas a multidão incontrolável invadiu o local, exigindo que a mulher fosse libertada para ser apedrejada até a morte, de acordo com o determinado pela lei islâmica sharia. Do contrário, eles iriam incendiar a delegacia.

“A polícia, percebendo que a multidão estava decidida, fizeram com que a mulher saísse pela porta dos fundos para escapar com ela, mas os muçulmanos bloquearam todos os trajetos de fuga. Nesse ponto, os policiais abandonaram a mulher para salvar suas próprias vidas”, contou David Atabo. “Ela apanhou até morrer”.

Posteriormente, a polícia removeu o corpo da mulher para o necrotério do hospital estadual de Suleja. David acrescentou que três policiais ficaram feridos durante o tumulto.

Identidade desconhecida

Os líderes cristãos de Izom disseram estar incomodados com o fato de a polícia não ter identificado a mulher.

“Essa mulher foi morta antes que a polícia pudesse identificá-la ou mesmo interrogá-la”, disse David. “Nós também temos tentado descobrir de que igreja ela veio, mas ainda não obtivemos sucesso”.

Os líderes cristãos da região suspeitam que a mulher assassinada possa ter vindo da vizinha cidade de Suleja.

David Atabo é o presidente do capítulo local da Associação Cristã da Nigéria na cidade de Izom. Ele disse que os muçulmanos alegaram que a cristã deixou cair um papel contendo anotações depreciativas sobre Maomé.

Entretanto, quando ele pediu permissão à polícia para ver o tal papel, “não havia nada parecido”, afirmou.

Daniel Mazuri, pastor da Igreja Boas Novas, ligada à Igreja Evangélica da África Ocidental (ECWA, sigla em inglês), em Izom, disse que os que testemunharam o incidente contaram que os muçulmanos interpelaram a mulher e a acusaram de insultar Maomé. Os muçulmanos alegaram que ela deixou cair uma carta em uma mesquita, ele disse, mas amigos seus na polícia disseram que isso era falso.

“Acredito que os muçulmanos queriam apenas acender uma crise religiosa nessa cidade”, disse o pastor Daniel ao Compass. “Isso é muito prejudicial e abriu uma porta para conflitos religiosos intermináveis”.

Daniel disse que suas investigações levaram à conclusão de que os muçulmanos plantaram o papel no intuito de criar uma crise religiosa na cidade.

“Eles são conhecidos por essa atitude e não estamos surpresos com o que aconteceu”, ele disse.

O reverendo Tanko Mandaki, da ECWA de Hausa, também concluiu que os muçulmanos planejaram o ataque com o objetivo de começar uma crise em Izom.

“Estamos conscientes das farsas dos muçulmanos”, ele disse. “Eles sempre foram bons em fabricar enganos e depois justificar suas ações com base em mentiras.”

Primeira fatalidade

É comum na Nigéria encontrar cristãos engajados no evangelismo de rua – pregando o evangelho em mercados, ônibus e trens. Acredita-se que os muçulmanos constituam metade dos moradores da cidade de Izom, na região de Gurara.

A morte de uma cristã desconhecida marca a primeira fatalidade do sistema legal islâmico de Niger, introduzido em 2000. Niger é um dos 12 Estados que implementou a sharia no norte da Nigéria.

“Esperamos que a polícia consiga descobrir a identidade dessa mulher ou que alguém conhecido dela faça contato conosco em breve”, disse David Atabo.

Há nove igrejas na cidade de Izom, incluindo a Católica Romana, a ECWA, Missão Comunidade Cristã, Igreja da Nigéria (Anglicana), Igreja Apostólica, Igreja Batista e Igreja Bíblica Vida Profunda.

Fonte: Portas Abertas

Igreja católica fustiga denúncias de fraude

A Igreja Católica do México fustigou as denúncias de fraude eleitoral feitas pela esquerda mexicana e disse à paróquia mexicana que “nada nem ninguém tem o direito de confundir” todos.

Ao mesmo tempo mostrou-se confiante que o Tribunal Eleitoral “estará à altura das circunstâncias que o país vive” na hora de ratificar as eleições presidenciais.

“Temos inteligência e maturidade suficientes para não ser manipulados”, declarou a Conferência do Episcopado Mexicano.

Em sua mensagem à paróquia mexicana, a Igreja Católica pediu que “não se deixe confundir” quanto ao resultado das eleições do dia 2 de julho, quando a apuração do Instituto Federal Eleitoral (IFE) outorgou uma vantagem de 0,58% dos votos para Calderón.

Em um documento intitulado “A justiça é cega e não sabe de sentimentos”, a Igreja Católica defendeu “a credibilidade e a honra” dos cidadãos que participaram do processo eleitoral como a de funcionários das mesas e das autoridades eleitorais.

Entretanto, Josefina Vázquez, coordenadora da campanha do governista Felipe Calderón, do partido de direita Ação Nacional (PAN), lamentou que o candidato presidencial da esquerda, Andrés López Obrador, continue “desacreditando” do processo eleitoral.

A coordenadora considera “muito irresponsável a apresentação de supostas provas de ilegalidade eleitoral sem fundamentos”, se referindo aos dois vídeos entregues na segunda-feira por Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), de oposição, onde supostamente aparecem votos sendo colocados antecipadamente em uma urna eleitoral.

O reitor da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a principal do país, Juan Ramón de la Fuente, disse que “hoje mais do que nunca” os mexicanos precisam ter “certeza e clareza absoluta” sobre o processo eleitoral que ainda não foi concluído.

O candidato da esquerda denunciou no sábado que houve fraude nas eleições presidenciais e convidou seus simpatizantes para uma “manifestação nacional” que começa amanhã e terminará domingo na praça Zócalo da Cidade do México, em uma jornada que denominou “Em Defesa da Democracia”.

A eleição do domingo 2 de julho foi a mais acirrada da história do México, quando o candidato governista obteve 35,89% dos votos contra 35,31% do candidato da esquerda.

Entre os 32 governadores dos estados da República, 17 que pertencem ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), ficaram divididos com a eleição presidencial, pois receberam uma proposta de “aceitar ou desconhecer” conjuntamente os resultados outorgados pelo IFE, que deu maior número de votos a Calderón.

Pelo menos 9 dos 17 governadores estaduais se negaram subscrever um reconhecimento público ao candidato governista, como propôs o governador de Nuevo León, Natividad González.

Os governadores preferiram esperar a sentença emitida pelo Tribunal Eleitoral do Poder Judicial da Federação (TEPJF), única instância que por lei pode sancionar as eleições e que tem até 6 de setembro para fazê-lo.

Fonte: ANSA