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Pesquisa com célula-tronco é “produto macabro”, diz Vaticano

O Vaticano fez um duro pronunciamento contra o acordo da União Européia sobre pesquisas com células-tronco, afirmando que “quando se trata de suprimir a vida, alguns logo se apresentam”, e que este tipo de pesquisa é “o macabro produto de um senso errôneo de progresso”.

“Algumas coisas não mudam. Os mesmos conceitos, as mesmas frases, os mesmos comportamentos. Assim, ao menos na Itália, quando se trata de suprimir a vida, há aqueles que sempre se apresentam”, afirmou o “L’Osservatore Romano”, jornal oficial do Vaticano, em sua edição de hoje.

Comentando o acordo ratificado pelos países da UE, que permitirá o financiamento com fundos europeus de projetos de pesquisa com células-tronco embrionárias nos países onde essas práticas sejam autorizadas, o jornal da Santa Sé afirmou que a situação remete à época em que foram aprovados o divórcio e o aborto na Itália.

A publicação afirmou que, nos tempos do divórcio, se afirmava que “isso daria início ao progresso”, ao tempo em que quando se discutia o aborto, se falava que traria “progresso à civilização”.

“Como se a sociedade pudesse progredir matando um ser vivo, ao qual não se reconhece nenhum direito”, acrescentou o jornal, que vem chamando os políticos, ironicamente, de “netos do progresso”.

A publicação assinala que a pesquisa com células-tronco vem sendo apresentada como a “entrada no espaço da pesquisa”, e que por isso, para ser um país moderno, “é preciso pesquisar com os embriões”. ‘O governo decidiu ficar ao lado da maioria no Conselho de ministros europeus, votando a favor da experimentação com células-tronco”, disse o jornal.

O “L’Osservatore Romano” cita as afirmações de vários deputados conservadores italianos, entre eles o ex-ministro Rocco Buttiglione, que classifica o acordo de Bruxelas como “hipócrita e inaceitável”. O ex-ministro considera que o acordo aprovado pela UE não financiará diretamente a destruição de embriões, mas a pesquisa sobre linhas embrionárias derivadas da destruição de embriões.

“Um laboratório privado poderia destruir os embriões para obter linhas de células para vender aos pesquisadores que se aproveitarem do financiamento europeu”, diz Buttiglione. Segundo o jornal da Santa Sé, trata-se de um “comércio macabro”.

As críticas do Vaticano foram respondidas imediatamente por políticos da coalizão governamental italiana, como o socialista Roberto Villetti, que acusa o Vaticano de tentar “frear qualquer idéia de progresso”. Villetti acrescentou que a posição do jornal lembra a dos tempos de Galileu.

O ministro italiano para a Pesquisa Científica, Fabio Mussi, afirmou que o Vaticano “ignora” as práticas correntes neste campo, e considerou o acordo de Bruxelas um “êxito”.

O presidente do Pontifício Conselho para a Vida, Elio Sgreccia, disse nesta terça-feira que o acordo aprovado pela UE é “inaceitável para a Igreja”.

Fonte: Folha Online

Padre chileno é condenado por abusar sexualmente de jovens

Um sacerdote católico foi considerado culpado por abusar sexualmente de dois adolescentes com problemas mentais que estavam sob sua responsabilidade em uma instituição de auxílio a pessoas carentes.

A decisão unânime foi adotada pelo tribunal da cidade de Rancagua, 88 km ao sul de Santiago, que condenou o religioso Jorge Galaz, 42, ex-diretor do Lar Pequeno Cottolengo.

Segundo a sentença, a violação foi cometida contra dois adolescentes com problemas mentais, que tinham 13 e 17 anos na época em que os crimes ocorreram.

A condenação do religioso será divulgada nos próximos dias. O Ministério Público pediu a pena máxima para este tipo de crime, ou seja, 15 anos de reclusão.

A defesa de Galaz alegou sua inocência até o último minuto, argumentando que não acreditava que houvesse ocorrido algum abuso, o que foi descartado pelo promotor Luis Toledo e pelo tribunal.

O caso chocou a cidade de Rancagua, mas a Igreja Católica preferiu aguardar o desenvolvimento do processo antes de se manifestar.

Durante o processo, o sacerdote alegou inocência. “Sou um homem de Deus, entregue de corpo alma. Jamais cometi nenhum crime dos quais me acusam. Não abusei de nenhuma criança”, declarou Galaz há cerca de um mês.

Fonte: Folha Online

Novo bispo metodista apóia decisão conciliar

“Estou feliz com a decisão do 18. Concílio Geral de retirar a filiação da Igreja Metodista dos organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos, pois ela responde às demandas de muitos pastores e igrejas locais no país”, sustentou o pastor da Igreja Central de Uberlândia, Adonias Pereira do Lago.

“Somos contra a participação dos metodistas em cultos macro-ecumênicos, com católicos e grupos não-cristãos”, disse Pereira do Lago, que foi eleito bispo no Concílio Geral reunido em Aracruz, Espírito Santo, de 10 a 16 de julho, e que é um dos impulsionadores do movimento de avivamento no interior da Igreja Metodista.

Para o novo bispo da 5a. Região Eclesiástica, que abrange o interior de São Paulo, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Brasília e Mato Grosso do Sul, a participação nesses cultos afastou muitos membros da Igreja Metodista. “Só na 4a. Região Eclesiástica (Minas Gerais e Espírito Santo) perdemos mais de dois mil membros nos últimos meses”, assinalou Pereira do Lago à ALC.

A não-participação em cultos ecumênicos não significa, segundo Pereira do Lago, que os metodistas não estejam dispostos a dialogar e cooperar com outras igrejas. “Na minha região não temos problemas em cooperar com outras igrejas em questões de defesa da vida, de cidadania, de ação social”, argumentou.

O bispo metodista não concorda com alianças espirituais e teológicas. “Entendo que Roma, e muito menos outras religiões, não estão dispostas a caminhar em nossa direção, nem para encontrar-nos no meio do caminho. Roma trata estrategicamente de levar os irmãos separados de volta ao seu redil”, disse Pereira do Lago ao sitio web Metodistas OnLine.

Radical em suas apreciações, o novo bispo não tem dúvida em assinalar que o bispo Adriel de Souza Maia e o pastor Western Clay Peixoto, ambos metodistas e atualmente presidente e secretário executivo do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), devem renunciar a seus cargos. Nos próximos dias, os metodistas terão de comunicar oficialmente a sua retirada do CONIC, organismo ecumênico que conta com a participação oficial de representantes da Igreja Católica.

Consultado se a Igreja Metodista reconsideraria também sua filiação no Conselho Mundial Metodista, que no último domingo, 23 de julho, aderiu à Declaração Conjunta sobre a Doutrina de Justificação pela Fé, Pereira do Lado respondeu: “Com certeza”.

O documento, que reconhece a importância da Doutrina da Justificação pela Fé, um dos pilares da Reforma Protestante, foi assinado pelo Vaticano e pela Federação Luterana Mundial no dia 31 de outubro de 1999, em Augsburgo, Alemanha. Com a assinatura desse documento ficaram revogadas as condenações mútuas entre católicos e protestantes do século XVI.

O bispo metodista disse que o Concílio deverá reunir-se nos próximos meses, pois ficaram pontos pendentes na agenda. Na ocasião, serão apontadas as medidas a tomar a respeito do Conselho Mundial Metodista e outras organizações ecumênicas.

Fonte: ALC

Morales acusa a Igreja Católica de atuar como a Inquisição

O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou ontem a liderança da Igreja Católica de atuar como nos tempos da Inquisição por sua rejeição à educação laica no país, que é impulsionada por seu Governo.

“Estou muito preocupado com o comportamento de alguns hierarcas da Igreja Católica; atuam como nos tempos da Inquisição”, afirmou Morales a jornalistas ao sair do Palácio do Governo.

O governante pediu à hierarquia eclesiástica que respeite a liberdade de religião e as crenças nas escolas do país, como propõe um projeto de lei aprovado em um recente congresso educacional e que é impulsionado pelo Governo.

“Somos católicos, o catolicismo será respeitado, a religião como uma disciplina escolar será respeitada, mas também não é para que possam buscar certa ostentação de poder”, acrescentou Morales.

Esta é a primeira vez que o governante socialista lança duras críticas contra a Igreja Católica, com a qual seu ministro da Educação, Félix Patzi, mantém há várias semanas um confronto por impulsionar uma reforma educacional que elimina a supremacia do ensino católico nas escolas.

Com sua declaração, Morales apoiou as críticas que Patzi fez na véspera contra a hierarquia católica, a qual acusou de mentirosa e de propagar a versão de que a educação laica destruirá a Igreja.

Em um ato na cidade sulina de Tarija, onde entregou diplomas a pessoas alfabetizadas durante sua gestão, Patzi pediu ao clero que não minta sobre a reforma educacional e o acusou de estar ao lado da oligarquia e dos ricos “há 514 anos”, em alusão à conquista da América.

“Estão dizendo que vamos destruir a Igreja, suas crenças. Que mentira! Monsenhores, não mintam para o povo, dêem toda a verdade”, disse Patzi em seu discurso em Tarija.

No domingo passado, o cardeal boliviano Julio Terrazas chamou os fiéis católicos a defenderem sua religião e os criticou por terem uma atitude passiva frente ao projeto governamental.

A convocação ecoou nas associações de pais de família e nas escolas privadas da cidade de Santa Cruz, onde nas próximas horas será realizada uma marcha para defender o ensino da religião nas escolas.

Segundo o último censo de população, elaborado em 2001, 56% dos bolivianos professam habitualmente a fé católica; 36,4%, a religião protestante evangélica; e 6,83%, outro tipo de culto também de origem cristã.

No entanto, o estudo assinala que 77% dos cidadãos também declararam seguir a fé católica e 90% disseram que a professavam desde criança.

Fonte: EFE

Católicos, Luteranos e Metodistas fazem história no ecumenismo

O dia 23 de Julho fica na história do ecumenismo: o Conselho Metodista Mundial aderiu à Declaração conjunta católico-luterana sobre a Doutrina da Justificação, de 1999.

George H. Freeman, secretário-geral do Conselho Metodista Mundial, afirmou na ocasião que se estava a pisar “um novo território”, abrindo as portas para “o futuro das relações ecumênicas”.

O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, Cardeal Walter Kasper, e o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, Ismael Noko, marcaram presença no ato, que teve lugar na Coréia do Sul. Os seguidores de Wesley, reunidos na sua 19ª Conferência Mundial, assinalaram o momento com uma ovação de pé.

O Cardeal Kasper disse que esta assinatura representa “um dos maiores feitos do diálogo ecumênico” e citou Bento XVI para falar deste acordo entre as três Igrejas como “uma plena e visível unidade na fé”.

A Declaração conjunta é o resultado de décadas de diálogo e é, para o membro da Cúria Romana, “um dom de Deus”.

Samuel Kobia, secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas e pastor metodista, sublinhou que este acontecimento é “um passo gigante para superar as divisões entre os cristãos”.
O Conselho Metodista Mundial agrupa Igrejas metodistas de 132 países, com um total de 75 milhões de fiéis, aproximadamente.

A Declaração visa colocar um ponto final numa polêmica com vários séculos relativamente à “salvação”, conceito fundamental da fé cristã. No século XVI, a interpretação e aplicação contrastantes da mensagem bíblica da justificação constituíram uma das causas principais da divisão da Igreja ocidental, o que também se expressou em condenações doutrinais. O magistério da Igreja Católica, confirmado no Concílio de Trento, coloca duas condições à salvação humana: a graça divina e as boas obras. Lutero ensinava que só a graça divina era necessária.

Todas as partes confessam, agora que “somente por graça, na fé na obra salvífica de Cristo, e não por causa de nosso mérito, somos aceites por Deus e recebemos o Espírito Santo, que nos renova os corações e nos capacita e chama para boas obras”.

Fonte: Agencia Ecclesia

Deputados evangélicos envolvidos na máfia das ambulâncias

Pastor Ricardo GondimA revelação de que 19 deputados da bancada evangélica são suspeitos de envolvimento no esquema da venda de ambulâncias e equipamentos superfaturados para prefeituras, com recursos do orçamento da União, abalou a confiança em políticos crentes, eleitos para moralizar o país. “O Brasil descobriu que tem lobos vestidos de pastores”, escreveu o pastor Ricardo Gondim (foto), da Assembléia de Deus Betesda, de São Paulo

Ele, no síte que mantém na rede mundial de computadores (www.ricardogondim.com.br), criticou as mega “empresas-igrejas” que mercadejam esperança e defendeu uma “reforma ética entre os evangélicos”.

Os líderes evangélicos, destacou Gondim, “não podem permanecer de braços cruzados, corporativamente defendendo meliantes fantasiados de sacerdotes”. Dos 19 deputados evangélicos que respondem inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), dez estão ligados à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e cinco à Assembléia de Deus.

A máfia das ambulâncias, como passou a ser chamada pela imprensa, foi desbaratada, em maio, pela Polícia Federal através da Operação Sanguessuga. A máfia era chefiada pelo empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin e o pai dele, Darci José Vedoin, donos da empresa Planam, que contava com um braço de apoio no Ministério da Saúde, a ex-assessora Maria da Penha Lino.

A Planam mantinha, desde 2001, “lobby” no Congresso Nacional voltado à venda de ambulâncias para prefeituras, superfaturadas até 110% acima do preço do mercado, com recursos de emendas do orçamento da União. As emendas eram apresentadas pelos deputados, que recebiam de 10% a 15% do valor da emenda a título de propina. O nome dos deputados envolvidos na fraude só foi revelado na semana passada.

A Polícia Federal estima que em cinco anos de atividade a máfia das ambulâncias tenha desviado 110 milhões de reais (cerca de 50 milhões de dólares) dos cofres públicos. No momento, 57 deputados federais respondem inquérito no STF, mas o número de envolvidos na fraude pode chegar a 94, segundo o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann.

O esquema de propina foi confirmado por Luiz Antônio Trevisan e Maria da Penha Lino em depoimentos à Justiça. Eles obtiveram o benefício da delação premiada – a redução da pena em troca de informações. A maioria dos deputados citados nos depoimentos é das bancadas do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul, onde a Planam tem sede. Maria da Penha Lino agilizava no Ministério o andamento dos processos.

E agora? – pergunta Gondim no seu comentário. “Depois que se ouviu tanto que a presença de políticos crentes no Congresso salgaria o Brasil, como se organizará a próxima ‘Marcha pela Salvação da Pátria?’” – é outra pergunta do pastor, que se manifestou indignado com a fraude. A bancada evangélica na Câmara federal, com 62 deputados, é a terceira maior em número de parlamentares.

Confira abaixo a íntegra do texto do pastor Ricardo Gondim:

Os sanguessugas evangélicos.
Ricardo Gondim

O Brasil descobriu que tem lobos vestidos de pastores; uma corja imunda. São os políticos evangélicos que gatunaram o Ministério da Saúde; testas-de-ferro de igrejas, apóstolos e bispos mentirosos que afirmavam haver necessidade de eleger crentes para o Congresso Nacional com um discurso de que almejavam os interesses do Reino de Deus.

Por favor, não insistam em me pedir que seja misericordioso com esses ratos alados: eles sugaram o sangue de brasileiros pobres. A única sugestão que tenho para eles é que cada um amarre uma corda no pescoço e se jogue de uma ponte para dentro de qualquer esgoto.

Por favor, não insistam comigo. Não serei compreensivo. Estou enfurecido. De nada me valerão argumentos de que esses políticos evangélicos podem ser escuma fétida, mas que pregam uma mensagem libertadora. Não tolero mais ouvir essa desculpa. Não acredito que a causa evangélica precise conviver com tanta ignomínia, desde que “salve almas”. Nenhuma “salvação” seria tão excelente que justifique essa indecência que veio à tona, mas que há tempos corre frouxa nos porões das mega “empresas-igrejas” que mercadejam esperanças.

Por favor, não insistam em me dizer que esses políticos foram inocentes úteis, ludibriados por máfias poderosas. Ora, ora, qual o grande discurso triunfalista evangélico, repetido até cansar? “Somos cabeça e não cauda!”. E agora? Depois que se ouviu tanto que a presença de políticos crentes no Congresso salgaria o Brasil, como se organizará a próxima “Marcha pela Salvação da Pátria?”.

Por favor, não insistam em me dizer que os ladrões são poucos, e que não representam o perfil evangélico. A bancada evangélica foi a maior desse escândalo das ambulâncias superfaturadas. Os crentes lideraram essa gigante maracutaia.

Se alguma igreja, que elegeu um desses congressistas, tivesse um mínimo de brio humano (nem precisaria ser brio cristão), deveria retirar do ar seu programa de televisão; pedir um tempo; expulsar seus políticos; prometer que jamais tentará eleger alguém; e fazer uma Reforma em sua teologia. Porém, sabe-se que isso jamais acontecerá, o que eles menos têm é vergonha na cara.

Por favor, não insistam em me pedir que algum dia me sente em qualquer evento, simpósio ou conferência na companhia dessas igrejas, ou que argumente sobre suas teologias e mentalidades. A Bíblia me proíbe de sentar na roda dos escarnecedores. Não devo considera-los irmãos; esses pastores, bispos e apóstolos devem ser encarados como escroques, que merecem mofar na cadeia o resto da vida.

Por favor, não insistam que eu me cale diante de engravatados de Bíblia na mão, quando sei que eles tentam esconder sua condição de sepulcros caiados. Neles, cabe a carapuça de raça de víboras; mataram velhinhos, condenaram crianças e acabaram com os sonhos de muitas mães. Igrejas que se beneficiaram do esquema de roubo do orçamento da saúde merecem ser sepultadas numa vala comum, e tratadas com o mesmo desprezo que tratamos as empresas de fachada do narcotráfico.

Por favor, me acompanhe em minha indignação. Os líderes evangélicos não podem permanecer de braços cruzados, corporativamente defendendo meliantes fantasiados de sacerdotes.

Por favor, não esperemos que um próximo escândalo nos acorde de nossa complacência.

Há necessidade de uma reforma ética entre os evangélicos.

E ela tem que ser urgente.

Soli Deo Gloria.

Fonte: ALC e Site oficial do pastor Ricardo Gondim (www.ricardogondim.com.br)

Quadrilha usa nome da Igreja Universal em golpe de US$ 73 mil

O promotor de Justiça de Mato Grosso do Sul Sílvio Amaral Nogueira de Lima ofereceu denúncia contra sete pessoas, acusadas de pertencerem a uma quadrilha de estelionatários que se apresentavam como falsos pastores da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), que seria responsável por lesar um produtor rural do Estado em US$ 73 mil.

O promotor pediu, ainda, que seja decretada a prisão preventiva de Marcos Lopes Couto, acusado como líder do grupo e que estaria foragido.

Além de Couto, foram denunciados Jammile Duarte Alves, Élcio de Souza Silva, Miriam Nunes Torres, Pedro Galdino dos Santos, Lindalva da Silva Oliveira e A. R. F. Eles são acusados de, no dia 20 de abril, associados em quadrilha ou bando, realizarem negociações e dissimulações que levaram a vítima do golpe a um erro, obtendo vantagem ilícita e resultando no prejuízo em questão. O grupo teria mantido vários contatos com a vítima, convencendo-a que faziam parte dos quadros da Igreja Universal em Mato Grosso do Sul e que tinham interesse em trocar o dinheiro arrecadado na instituição por dólares americanos.

Jamille Alves, conforme a denúncia, apresentou-se como “Jacqueline”, Pedro dos Santos como “Pastor Manoel” e A. R. F. como “Pastor Fernando”, e tentaram convencer o empresário sobre as vantagens do negócio. No início da semana anterior ao golpe, o “Pastor Manoel” entrou em contato com a vítima e informou que teria arrecadado R$ 210 mil na Igreja, que gostaria de trocar por dólares. O “Pastor Fernando” seria o contato, confirmando em contatos posteriores o valor anunciado pelo comparsa.

No dia do golpe, “Jacqueline”, A. R. F. e Marcos Couto teriam se dirigido ao escritório da vítima, levando uma maleta com o dinheiro da transação. Os R$ 210 mil teria sido mostrados para a vítima do golpe ainda no carro dos autores. O empresário informou que não conseguiu os US$ 83 mil previamente acordados, e sim US$ 73 mil. Fim relatou que não haveria problema, confiando que o restante do dinheiro seria levado à Igreja, e em seguida deixou a maleta no chão. A vítima, por sua vez, colocou a maleta com dólares no veículo dos acusados.

Enquanto a vítima pedia a um sócio que conferisse o dinheiro, partiu em perseguição dos denunciados, e veio a saber mais tarde que o dinheiro era falso. Ao entrar em contato com A. R. F., este disse que era o “procedimento da Igreja”, e que em poucos minutos mandaria o dinheiro verdadeiro, o que não aconteceu. De acordo com a denúncia do MPE, a quadrilha pretendia aplicar mais três golpes em Campo Grande e um em Aquidauana, sendo que Marcos Costa e A. R. F. teriam vindo à Capital atendendo a chamado de Jamille Alves, unicamente para cometerem o crime.

Fonte: Rádio Grande FM

NOTA: Atendendo a solicitação extrajudicial, enviada por e-mail em 22 de fevereiro de 2023, um dos nomes na matéria acima foi substituído pelas suas iniciais em 23 de fevereiro de 2023, às 13:40

Maioria das igrejas evangélicas está na periferia de Cuiabá

A presença das igrejas evangélicas em bairros da periferia de Cuiabá é ainda maior do que na região central ou entre a população de classe média. O bairro Jardim Florianópolis, localizado na região norte da cidade, uma das mais populosas da Capital, é um exemplo prático.

Lá, existem pelo menos seis igrejas de diferentes origens evangélicas, para uma população de pouco mais de 4 mil habitantes (IBGE, Censo 2000). Só da Assembléia de Deus, são dois templos presentes no bairro.

No vizinho Jardim Vitória, a situação é semelhante. Existem nove igrejas evangélicas diferentes. Conforme números levantados pelo IBGE, a quantidade de evangélicos em Mato Grosso subiu 617% entre 1991 e 2000 (últimos censos realizados pelo órgão). Em Cuiabá, existem 82.089 evangélicos entre todos os diferentes tipos de congregação.

Estimativas divulgadas pelo site do Serviço de Evangelização da América Latina (Sepal) apontam que, dentro de 16 anos, o número de evangélicos no Brasil alcançará 50% da população. Até o final deste ano, as expectativas são de 40 milhões em todo o país.

O pastor Rubens Siro de Souza, vice-presidente da igreja Assembléia de Deus em Mato Grosso, informa que cerca de 10 igrejas são abertas em Cuiabá por ano. “Cada bairro que surge, nós colocamos um templo”, acrescenta, informando ter a congregação aproximadamente 100 mil membros professos na Capital e região.

Cada templo aberto pela Assembléia de Deus é feito, de acordo com Souza, para receber 1,8 mil pessoas. As igrejas são todas construídas pela congregação, conforme o pastor, com a medida padrão de 525 metros quadrados, saindo pelo valor aproximado de R$ 135 mil.

“Quando começamos a construir um templo, na hora que inaugura já está apertado para a quantidade de gente programada”, avalia Souza, informando que, na maioria das vezes, as pessoas que passam a freqüentar o novo templo já iam a Assembléia de Deus em outros bairros.

Fonte: Diário de Cuiabá

Igrejas pedem fim das hostilidades no Oriente Médio

Líderes cristãos dos EUA pediram ao presidente George Walker Bush uma saída diplomática que ponha fim à crise no Oriente Médio, depois de advertirem que, se a crise do Hezbollah e Israel prosseguir e converter-se numa guerra regional, “pode-se perder toda a esperança numa solução que resulte em paz e segurança para Israel e para o futuro Estado palestino e para ambos os povos”.

Os religiosos declararam concordância com os bispos e patriarcas de Jerusalém, que consideraram “desproporcional” a resposta de Israel contra o povo palestino pela morte de civis, prisão de suas autoridades, destruição de pontes e infra-estrutura básica para a sobrevivência dessa comunidade.

“Apelamos para que você faça todo o possível para acalmar a situação e restaurar a esperança, com uma solução diplomática ao conflito”, disseram os líderes religiosos em carta remitida ao presidente Bush, na quinta-feira, 20 de julho.

Os líderes cristãos estadunidenses condenaram a captura do soldado israelense Gilad Shalit por militantes palestinos e pediram que o Hamas o liberte o quanto antes. Eles advertiram que o aumento da violência é alarmante, e pediram a Bush: “É urgente que você peça a todas as partes que evitem o uso da força e que, em troca, confiem num processo diplomático”.

O documento foi assinado por mais de 20 igrejas e organizações cristãs dos Estados Unidos, entre elas o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo, o Comitê Central Menonita, a Igreja Reformada na América, a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana, o Conselho de Bispos Metodistas, entre outras.

Os líderes religiosos consideram urgente que os Estados Unidos intervenham ante as autoridades israelenses e palestinas, contando com a colaboração do Egito, “para conseguir uma solução diplomática que não piore e agonie a situação do povo palestino”. Eles destacaram a gravidade da situação na Faixa de Gaza, onde, assinalaram, as igrejas tratam desesperadamente de providenciar ajuda para muçulmanos e cristãos.

ONU anuncia ajuda ao Líbano e pede atendimento a doentes

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou ontem uma operação de emergência em grande escala em favor de 300 mil libaneses, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se garanta o acesso de feridos e doentes crônicos ao atendimento médico.

O valor da ajuda em alimentos anunciada pelo PMA chega aos US$ 8,9 milhões, enquanto a OMS requer cerca de US$ 32 milhões para atender às necessidades de cerca de 800 mil libaneses afetados pelos combates entre Israel e a milícia xiita Hisbolá.

A operação do PMA foi implementada imediatamente após a chegada, neste domingo, de 25 toneladas de biscoitos altamente energéticos, que já estão sendo distribuídas entre os deslocados, grande parte dos quais são crianças.

A organização afirma que este é o primeiro passo de uma operação humanitária muito mais ampla, que se prolongará por pelo menos três meses, e que representará a repartição mensal de 12 mil toneladas de alimentos e de outros artigos de primeira necessidade.

O coordenador de operações de emergência do PMA, Amre Daoudi, indicou que este organismo assumirá a coordenação logística de toda a ajuda que a ONU proporcionará no Líbano, para o que requer ter pronto, “o mais rápido possível”, um sistema integral de transporte, armazenamento e comunicações.

Como parte de seu plano de prioridades, a agência da ONU distribuirá inicialmente alimentos entre os 95 mil deslocados em escolas e edifícios públicos em Beirute, e 165 mil pessoas que vivem nas zonas mais afetadas pelos bombardeios, ao sul do Líbano.

O PMA atenderá paralelamente e com caráter de urgência a 50 mil dos 140 mil libaneses que, segundo estimativas, conseguiram atravessar a fronteira com a Síria, e agora estão refugiados no país.

Já a OMS assinalou em comunicado de imprensa que o conflito no Líbano já deixou mais de 1.200 feridos, e causou a morte de 346 pessoas.

“Os feridos precisam de acesso a hospitais seguros, que funcionem e que estejam equipados, enquanto os deslocados requerem água potável, saneamento, imunização e outros serviços”, indicou a agência das Nações Unidas.

Além disso, afirmou que as pessoas que sofrem de doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiovasculares, devem ter acesso aos remédios, sem os quais correm o risco de morrer.

Fonte: ALC e EFE

Instituições religiosas acolhem refugiados no Líbano

A continuação do conflito no Médio Oriente, que já provocou centenas de mortos e pelo menos meio milhão de deslocados, está gerando uma verdadeira crise humanitária e dificultando, cada vez mais, a assistência às populações atingidas.

Neste cenário, muitas instituições religiosas funcionam como um refúgio para quem já perdeu tudo.

O Pe. Elias Aghaei, superior dos Paulistas no Líbano, refere à agência Fides, do Vaticano, que “há destruição por todo o lado”, assinalando que cerca de 4 mil refugiados do sul do país chegaram à área de Harissa, onde se localiza a casa dos religiosos. “Estamos tentando dar-lhes assistência, mas não temos tudo o que é preciso, em especial os medicamentos”, avança, pedindo um cessar-fogo imediato.

Outro religioso, Georges Absi, confirma que muitas casas de institutos de Vida Consagrada estão transformadas em centros de refugiados, mas adverte que “as condições são muito difíceis”.

Dezenas de milhares de habitantes do sul do Líbano optaram por refugiar-se em bairros majoritariamente cristãos. Nas aldeias cristãs do sul, os conventos e mosteiros continuam a abrir as suas portas para acolher os que escapam dos bombardeamentos israelitas.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) expressou ontem sua preocupação com as “precárias condições” dos libaneses que fogem para abrigos nas montanhas. Num comunicado divulgado em Genebra, o ACNUR indica que o principal problema é como fazer chegar material de primeira necessidade aos deslocados libaneses nas montanhas.

A casa Salesiana “Dom Bosco”, de El Houssoun, na região montanhosa, acolhe neste momento mais de 200 pessoas. Segundo a ANS (Agência de Notícias Salesiana), o Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento e o “Don Euro Bosco Network” (DBN) mobilizaram-se para uma arrecadação de fundos, tendo já enviado os primeiros 20.000 Euros.

“São muitas as crianças e as mulheres (algumas idosas, duas em estado de gravidez adiantada e dois homens cardiopáticos). Muitas dessas pessoas estão em estado de choque pelo terror daquilo que acabaram de viver”, declarou o Pe. Dany El Hayek, encarregado da casa de El Houssoun.

“Estamos prontos para erguer uma campo de refugiados com mais de 200 barracas, no terreno disponível em redor da nossa casa”, informam os Salesianos.

Bento XVI tem sido questionado pelos jornalistas, nestes dias, a respeito das comunidades cristãs da Terra Santa e assegura que o contato com as mesmas é “constante”. Este sábado, a Santa Sé divulgou um comunicado em que anunciava o envio de ajuda às populações locais, através do Conselho Pontifício “Cor Unum” – órgão executivo do Papa quando ele empreende iniciativas humanitárias especiais.

A primeira ajuda destina-se ao acolhimento dos milhares de deslocados e dirige-se à Cáritas Líbano, à Custódia da Terra Santa e outras organizações presentes no terreno.

Fonte: Agência Ecclesia