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Homem que estuprou nove meninos fazia rituais

Um homem acusado de abusar sexualmente de nove garotos com problemas físicos ou mentais em Cleveland, no Estado de Ohio (Estados Unidos), disse para um juiz que fazer sexo com crianças é um ritual sagrado protegido por leis de direito civil.

Phillip Distasio, que diz ser líder de uma igreja chamada Arcadian Fields Ministries, foi acusado de 74 crimes, que incluem estupro, mostrar conteúdo impróprio para menores e corrupção com drogas.

No tribunal, Phillip teria confessado ser um pedófilo há 20 anos. Dentre as acusações, estão a de molestar dois meninos com deficiência que ele ensinava em casa e estuprar sete meninos autistas em uma escola especial em Cleveland.

Uma condenação envolvendo quaisquer dos oito meninos mais novos já definiria uma sentença de prisão perpétua sem direito a condicional, de acordo com a promotoria.

Fonte: Bonde News

Dois indígenas mexicanos são detidos por serem evangélicos

Dois indígenas de uma comunidade do estado de Chiapas, no sudeste do México, foram detidos por serem evangélicos e não católicos, informaram hoje fontes oficiais.

O pastor Alonso González, coordenador de assuntos religiosos de San Cristóbal de las Casas, denunciou em entrevista coletiva que na comunidade de Mitzíton “os católicos, apoiados pela autoridade rural, mantêm Roberto Vicente Pérez e Carlos Jiménez López presos na casa comunitária desde domingo”.

González afirmou que na localidade reina “a intolerância religiosa contra um grupo de evangélicos, que é proibido de participar das assembléias, perdeu seus direitos agrários e nem pode enterrar seus mortos no cemitério”.

Ele acrescentou que os católicos exigem o pagamento de 6 mil pesos (US$ 545) para soltar os dois indígenas evangélicos, apesar de eles “não terem cometido nenhum delito”.

González denunciou que os católicos destruíram na semana passada um templo evangélico em Majomut, em San Juan Chamula, e “agora os dois irmãos foram presos de forma ilegal”.

As organizações evangélicas decidiram não pagar a taxa cobrada e processar a comunidade católica por seqüestro, para exigir a intervenção do Governo, disse o pastor.

Fonte: Último Segundo

CPI dos Sanguessugas: Evangélicos no olho do furacão

Plenário da Câmara dos Deputados em BrasíliaNa lista de 90 parlamentares notificados na semana passada pela CPI dos Sanguessugas, acusados de envolvimento com esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, tem de tudo: de promotor de justiça a pecuarista, de militar reformado a médico. Chama a atenção, no entanto, a presença dos parlamentares da chamada frente parlamentar evangélica.

E há três razões para isso.

A primeira é o volume: foram arrolados 29 nomes de bispos, pastores e obreiros de igrejas evangélicas, o que representa quase metade da frente de 62 parlamentares. A segunda razão é o fato de tais parlamentares terem sido eleitos brandindo a bandeira da moralização. “A maioria vêm de igrejas pentecostais que apontam a política como espaço demoníaco e defendem a eleição de homens de Deus, indicados por elas, para exorcizá-la”, observa o pesquisador Leonildo Silveira Campos, da área de ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Um deles dos acusados, o bispo João Mendes de Jesus (PSB-RJ), que teria recebido em espécie do esquema dos sanguessugas, até escreveu um livro nessa área, com o título Servindo a Deus na Vida Pública. O livro foi lançado pela editora da igreja à qual ele pertence, a Universal do Reino de Deus.

Fundada e dirigida por Edir Macedo, essa igreja de inspiração neopentecostal é a que mais investe na política. Curiosamente, também é a mais envolvida nas denúncias: 17 dos 18 deputados da Universal estão na lista.

Em segundo lugar aparece a Assembléia de Deus, com 9 deputados sob suspeita. As outras são as Igrejas do Evangelho Quadrangular, com dois nomes, e a Internacional da Graça e a Batista, cada uma delas com um parlamentar citado.

O envolvimento dos evangélicos também chama a atenção por causa da freqüência com que isso vem acontecendo. Em 1993, quando emergiu o escândalo dos deputados que enriqueciam manipulando emendas orçamentárias, na CPI do Orçamento, descobriu-se que um dos artífices do esquema, Manoel Moreira (PMDB-SP), representava a Assembléia de Deus na Câmara.

No ano passado, ao explodir o escândalo do mensalão, o bispo Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi apontado como um dos articuladores do esquema. Acuado, ele renunciou antes de enfrentar a cassação.

O nome de Rodrigues, que perdeu o título de bispo e o cargo de coordenador político da Universal, também apareceu nas CPIs dos Bingos e dos Correios. E agora em maio, no arrastão que a Polícia Federal promoveu para prender os envolvidos no esquema dos sanguessugas, ele foi um dos primeiros.

Freqüentemente, ao serem acusados, os evangélicos reagem com a afirmação de que são vítimas de perseguição religiosa. Foi o que disse Rodrigues quando o então deputado Roberto Jefferson denunciou a participação dele no mensalão. Agora também se repetem comentários deste tipo.

Afirma-se que o alto número de arrolados seria vingança do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), da CPI dos Sanguessugas. Defensor de propostas liberalizantes na área dos costumes, como a regulamentação da profissão de prostituta e a parceria entre homossexuais, Gabeira sempre foi atacado pelos evangélicos.

O deputado Pastor Reinaldo (PTB-RS), vice-presidentes da frente evangélica, não descarta a hipótese de perseguição de Gabeira; e insiste que o fato de o parlamentar ter sido incluído na lista não significa que seja culpado. Por outro lado, acredita, o escândalo pode estimular igrejas a reforçar suas comissões de ética: “Esses episódios nos entristecem. A maioria dos evangélicos que vieram para cá tinha o propósito de trabalhar com ética e moralidade. Infelizmente a carne fraquejou. É lamentável, mas aconteceu.”

Apesar do escândalo, os evangélicos mantêm a meta de dobrar o número de deputados este ano. De acordo com estudioso Ari Pedro Oro, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, algumas igrejas, especialmente a Universal, costumam dizer aos fiéis que a presença do demônio é tão forte no Congresso que até homens enviados por Deus sucumbem: “Em seguida dizem que é preciso reagir ao demônio, enviando homens mais fortes e em maior quantidade.”

João Batista, o das malas, é um dos citados

A Igreja Universal do Reino de Deus foi atingida de várias maneiras pela CPI dos Sanguessugas. Além de reunir quase todos os representantes daquela denominação religiosa na Câmara, a lista de notificados pela CPI inclui alguns notáveis.

Lá encontra-se o presidente da igreja, deputado João Batista – o mesmo que foi preso pela Polícia Federal em julho do ano passado, num hangar da TAM, quando tentava embarcar num avião com sete malas cheias dinheiro. Afastado na época do PFL, hoje ele está filiado ao PP de São Paulo.

A lista também inclui a irmã do fundador da igreja, a deputada Edna Macedo (PTB-SP). Ela aparece no grupo dos parlamentares que teriam recebido em dinheiro do esquema de superfaturamento de ambulâncias. O filho dela, Otávio Bezerra, foi preso no início da Operação Sanguessuga, acusado de corrupção passiva e formação de quadrilha. Ao defendê-lo na Câmara, Edna chorou.

Evangélico lamenta atitude de colegas de bancada

Integrante da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que não se envolveu no caso, lamentou que parlamentares que se dizem evangélicos tenham participado de um esquema de corrupção. Pinheiro acredita que o fato de parlamentares apontados como cabeças do esquema — caso de Lino Rossi — serem evangélicos facilitou a abordagem à bancada:

“A tendência era atrair as pessoas mais próximas deles. Claro que isso também não justifica. Por que nunca me procuraram? Sabiam que jamais eu entraria numa dessa”.

Os deputados evangélicos fazem culto toda quarta-feira mas apenas metade da bancada, cerca de 30, participa. Pinheiro comentou essa relação da política com a religião:

“Muitos desses políticos encostam na igreja e a transformam num curral eleitoral, o que é inadmissível. Eles não mancham apenas o Evangelho, mas toda a igreja, que é quem vai pagar pelos seus atos”.

Ambulância sai de garagem apenas duas vezes por mês

Além de superfaturamento, há ociosidade na utilização das ambulâncias adquiridas por entidades filantrópicas. O Reencontro Obras Sociais, de Niterói, comprou três ônibus equipados para tratamento médico e odontológico e três ambulâncias com dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde, mas a frota só sai da garagem duas vezes por mês.

“Não temos dinheiro para contratar médicos e dentistas”, afirma o presidente da instituição, Samuel Fiúza. Ele diz que assumiu a direção no ano passado e encontrou os veículos lá. A entidade recebeu R$ 809,9 mil do Fundo Nacional de Saúde de 2002 a 2004.

No depoimento que deu à Justiça Federal, Luiz Antonio Vedoin, proprietário da Planam, empresa que fornecia as ambulâncias superfaturadas, disse que pagou comissão de R$ 12 mil ao presidente da Reencontro, no começo de 2005, e que o dinheiro foi entregue, em mãos, pelo representante da empresa no Estado do Rio, Nylton Simões.

Segundo Samuel Fiuza, o presidente da entidade, na época, era o pastor batista Nilson do Amaral Fanini. O conhecido pastor teve um canal de TV no Rio de Janeiro, que hoje pertencente à Rede Record.

O advogado do pastor Nilson do Amaral Fanini, Silva Neto, negou a acusação de Vedoin de que seu cliente teria recebido R$ 12 mil na compra de ambulâncias. Segundo o advogado, Fanini estava em tratamento médico nos Estados Unidos no período apontado pelo empresário.

Condenação do TCU

Outra entidade filantrópica do Rio de Janeiro acusada por Vedoin de receber comissão na compra de ambulâncias é o Sase –Serviço de Assistência Social ao Evangélico, dirigido pelo pastor presbiteriano Isaias de Souza Maciel.

Essa entidade foi condenada pelo TCU, em 1999, por desvio de dinheiro recebido do extinto Ministério da Ação Social. No processo,consta que ela recebeu o equivalente a US$ 348,54 mil, mas não comprovou a aplicação de um quarto dos recursos. O processo está em fase de execução de cobrança, segundo o TCU.

Nos últimos dois anos, o Sase recebeu do Fundo Nacional de Saúde R$ 1 milhão para compra de ambulâncias e R$ 400 mil para equipamentos hospitalares. Em depoimento, Vedoin citou nominalmente o pastor Isaias como tendo recebido R$ 12 mil de comissão.

O pastor marcou entrevista com a Folha de São Paulo no escritório da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil, no centro do Rio, mas não compareceu ao encontro.

O assessor executivo do Sase, pastor Carlos Cortes, negou que a acusação de Vedoin contra o presidente da entidade tenha fundamento. Ele disse que várias empresas disputaram as licitações das ambulâncias e que o Sase é uma entidade com tradição na área médica, com cerca de 4.000 atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por dia.

Confira os nomes dos evangélicos acusados e quanto receberam

João Mendes de Jesus (PSBRJ) — No fim de 2004, recebeu R$ 40 mil, em 2005 mais R$ 45 mil e em 2006 outros R$ 70 mil. Sempre em dinheiro.

Magno Malta(Senador PL-ES) — Fez pessoalmente um acordo com o senador, prometendo 10% sobre uma emenda de R$ 1 milhão. Como “adiantamento”, entregou ao parlamentar um carro Fiat Ducato, mas Magno Malta descumpriu o acordo e não apresentou a emenda.

Marcos de Jesus (PFL-PE) — Ganhou R$ 24 mil, dos quais a metade em dinheiro, no próprio gabinete.

Pastor Amarildo (PSC-TO) — Também falou diretamente com os prefeitos sobre as fraudes. Ganhou um microônibus com palco para usar na campanha. A contabilidade registra dois repasses de R$ 30 mil no total. Tem emendas acompanhadas pelos empresários dos esquemas.

Agnaldo Muniz (PP-RO) — Recebeu R$ 10 mil de propina, na conta de Floripes Santos.

Bispo Wanderval (PL-SP) — Ganhou R$ 50 mil na conta de um assessor. Outros R$ 50 mil foram pagos a uma concessionária em Brasília como parte do pagamento de uma BMW comprada pelo parlamentar.

Almir Moura (PFL-RJ) — Ganhou R$ 20 mil, pagos no estacionamento de um restaurante no Rio. É radialista e ministro evangélico.

Almeida de Jesus (PL-CE) – No livro caixa eletrônico da Planam, é atribuído ao deputado um repasse de R$ 10 mil por intermédio de um terceiro. “Dep. Almeidinha de Jesus – CE”, informa a planilha. Está sob investigação em inquérito no Supremo. Membro e Obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.

Neuton Lima (PTB-SP) – Nos grampos, Luiz Antônio informa a seu pai que mandou “dez” (R$ 10 mil) para o deputado. Foi coordenador da bancada Parlamentar da Igreja Assembléia de Deus (1999-2002).

Jefferson Campos (PTB-SP) – Em novembro de 2005, o deputado liga para Darci Vedoin marcando um encontro. Outros empresários do esquema demonstram, nas escutas, conhecer o deputado. É radialista, advogado, e Ministro do Evangelho. Foi secretário de Ação Política do Estado de São Paulo.

Edna Macedo (PTB-SP) – As escutas mostram contato constante e direto da deputada com a quadrilha. Luiz Antônio pede (e obtém) os dados bancários de Otávio Bezerra, filho de Edna, preso na Operação Sanguessuga. É irmã do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.

João Batista (PP-SP) – Há referência, nas escutas, a um suposto pagamento de R$ 5 mil para “Marcelo do João Batista”. De fato, o deputado tem em seu gabinete funcionário com esse nome. Os grampos mostram que Darci teria agendado encontros com o deputado e que acompanhava de perto suas emendas. Está em seu primeiro mandato político.

Lino Rossi (PP-MT) – Conforme a planilha contábil da Planam, teria recebido R$ 26,6 mil. Nas escutas da PF, o deputado ajuda o esquema: indica Darci Vedoin a dirigentes da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, que deseja comprar ambulâncias. “Um negócio bom”, diz ele. É investigado em inquérito do STF. É radialista e apresentador de televisão.

Isaías Silvestre (PSB-MG) teria recebido R$ 82 mil, segundo Vedoin

Vieira Reis (PRB-RJ) – Teve um funcionário seu __ Cristiano de Souza Bernardo _- preso da Operação Sanguessuga. Conforme os documentos da PF, os integrantes do esquema tinham as senhas pessoas do deputado para acompanhar emendas na Saúde. Reis é radialista está em seu primeiro mandato político.

Carlos Nader (PL/RJ) – Vedoin conta que ele exigiu propina até de um negócio que não deu certo, com um hospital do Rio. Foram R$ 32 mil,em espécie, no gabinete. Depois, recebeu R$ 40 mil de adiantamento por emendas, mas “revendeu-as” a um concorrente de Vedoin.
Embolsou mais R$ 72 mil.

Paulo Baltazar (PSB-RJ) – Na contabilidade da Planam, os repasses para o deputado e alguns assessores somam R$ 87,5 mil somente entre 2001 e 2002. Está sob investigação formal no STF. 42. Deputado Paulo Feijó (PSDB-RJ) – Contabilidade registra R$ 15 mil em repasses ao deputado, que também tem o nome de um assessor registrado nas planilhas das empresas do esquema. Enfrenta investigação em inquérito aberto no STF. Está em seu terceiro mandato como deputado federal.

José Divino (PTB-RR) – Os grampos indicam contato direto do deputado com o empresário Darci Vedoin. O número da conta corrente de Divino no Banco do Brasil estava registrado nos arquivos da Planam. Radialista, exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Foi vice-líder do PMDB em 2004 e 2005.

Zelinda Novaes (PFL-BA) – Nos grampos, empresários do esquema comentam que falaram com a deputada e eu ela “faz fazer (emendas) também”. Em 2004, o esquema tinha senha para acompanhar pelo menos uma emenda de sua autoria. A deputada foi integrante do Conselho de Ética e presidiu o PFL Mulher

Adelor Vieira (PMDB/SC) – Líder da bancada evangélica. Teria destinado, em 2005, R$ 560 mil para compra de cinco ambulâncias e uma unidade móvel à Sociedade de Assistência Social e Educação Deus Proverá, entidade ligada à sua igreja, a Assembléia de Deus. A verba foi proveniente de emenda individual do orçamento. (Fonte: Tribuna Catarinense)

Nilton Capixaba (PTB-RO) – Na contabilidade da Planam, constam repasses de pelo menos R$ 437 mil atribuídos ao deputado e a seus assessores. Ajudaria a expandir o esquema dentro da Câmara. Tem inquérito aberto no STF. Nilton foi afastado das funções de integrante da Mesa Diretora da Câmara. PPS, PV e PSOL pediram ao Conselho de Ética abertura de processo de perda de mandato por envolvimento no esquema dos sanguessugas.

Heleno Silva (PL-SE) — Recebeu R$ 50 mil de adiantamente, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Pastor Jorge Pinheiro (PL/DF)No depoimento prestado à Justiça Federal, Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, afirmou que fez um acordo com Jorge Pinheiro para pagar 10% sobre o valor das emendas que o parlamentar apresentasse na área de saúde. Apresentou emenda ao Orçamento da União de 2004, no valor de R$ 750 mil, visando a destinação de recursos para aquisição de unidades móveis de saúde nos municípios do Entorno. O parlamentar também apresentou uma emenda ao Orçamento de 2005 destinando R$ 510 mil para a aquisição de equipamentos e material hospitalar para a prefeitura de Padre Bernardo (GO).

Cabo Júlio (PMDB-MG) — Fazia reuniões em sua chácara com os prefeitos e a Planam. Recebeu 14 pagamentos na própria conta bancária. Recebeu R$ 83 mil. Outro depósito, de R$ 2 mil, foi para “comprar um presente de aniversário para o deputado”. (Fonte: Globo Online)

Gilberto Nascimento (PMDB-SP) — Reclama que o deputado não cumpriu o combinado. Por isso, não pagou nada. (Fonte: Globo Online)

Josué Bengston (PTB-PA) – Não tinha percentual fixo de propina, mas recebia “ajuda”. Dois pagamentos de propina, no total de R$ 39 mil foram feitos em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular para “construção de um templo”.Também recebeu dinheiro na
própria conta.

Marcos Abramo (PP – SP) – Ganhou R$ 54 mil em dinheiro, numa reunião no Hotel Meliá

Raimundo Santos (PL – PA) – Fez um acordo pessoal para receber 10% do valor das emendas. Parte do pagamento da propina teria sido paga a Ubiratan Lovelino Filho, um “agiota do Pará a quem o parlamentar estaria devendo”. Para disfarçar, quem fez os depósitos foi um motorista de Vedoin. O deputado indicou contas de assessores para os outros depósitos. Reclama que pagou R$ 104,6 mil a mais que o combinado e que o deputado não devolveu o “empréstimo”.

Reginaldo Germano (PP –BA) – Recebia 10%. Sua assessora, Suelene, falava com as prefeituras para direcionar os contratos. Entre os pagamentos,um de R$ 15 mil foi feito na conta do deputado, em 23/12/2005.

Fonte: Estadão, Agência Norte de Notícias, Globo Online e Amarribo.org.br

Igreja deve desocupar imóvel, decide Justiça mineira

Uma igreja de Belo Horizonte tem 15 dias, após o prazo de recurso, para desocupar o imóvel em que está exercendo suas atividades. Caso contrário, será despejada compulsoriamente.

A decisão é do juiz Wanderley Salgado de Paiva, da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte, que também condenou a igreja ao pagamento dos aluguéis vencidos e que estão por vencer, acrescidos de multa e declarou também rescindido o contrato. Cabe recurso da decisão.

Consta do processo que a autora locou o imóvel para a igreja pelo período de 12 meses, iniciando-se em 17 de março de 2005, com aluguel mensal de R$ 364,21. Ela afirma que a igreja deixou de pagar os aluguéis, o IPTU e as contas de luz e de água, a partir de fevereiro de 2006. A igreja deixou de pagar também a multa moratória de 10% sobre o débito e juros mensais de 1%, mesmo tendo sido notificada para o pagamento do débito. Segundo a autora, o valor devido seria de R$ 4.370,52.

Para o juiz, os documentos apresentados no processo provam a existência do contrato de locação e a inadimplência da igreja. Ele lembra também que a revelia da mesma, isto é, o não comparecimento da igreja no decorrer do processo para apresentar defesa e a não apresentação dos recibos de pagamento comprovaram a pretensão da autora, conduzindo à presunção de veracidade dos fatos alegados.

“Estes fatos significam grave violação aos direitos obrigacionais, eis que a ré deixou de pagar os aluguéis e seus encargos, donde a conseqüência jurídica lógica é o acolhimento da pretensão”, considerou o juiz.

Fonte: Última Instância

Filho de ex-banqueiro preso lança website evangélico

Sem alarde, uma rede de relacionamentos evangélico surgiu na internet na semana passada. Idealizado por Leonardo Cid Ferreira, 25, o site “Meu Maná (www.meumana.com.br) custou R$ 880 mil.

“Haverá uma migração do Orkut para o Meu Maná”, arrisca o filho do ex-banqueiro e ex-mecenas Edemar Cid Ferreira, expulso do Conselho Deliberativo da Fundação Bienal também na semana passada e preso desde 26 de maio deste ano sob a acusação de gestão fraudulenta e formação de quadrilha no Banco Santos.

Convertido há três anos pela Igreja Nova Vida, Ferreira (o filho) diz ser o único evangélico da família.

Seu projeto se apresenta como “um site de relacionamentos totalmente baseado nos princípios bíblicos”. Segundo ele, o negócio foi bancado por três acionistas da empresa iLúmina Brasil, que vende softwares evangélicos e da qual ele é diretor-executivo. Os três empresários e Leonardo também fazem parte da igreja.

O site soma até agora cerca de 4.700 usuários, menos da metade das duas maiores comunidades sobre evangélicos no Orkut –“Sou Evangélico Sim! e Daí?” e “Eu odeio crente chato!”, ambas com pouco mais de 12 mil membros cada.

Baseado somente em sua ambição, Ferreira diz que quer chegar aos 180 mil usuários até o fim do ano e ultrapassar 500 mil até julho de 2007. Registros de junho deste ano indicam 23 milhões de indivíduos cadastrados no Orkut.

“Vamos fazer propaganda em todas as rádios e TVs do segmento evangélico”, diz Ferreira. Ele convidou o apresentador de “Ídolos” (SBT), Beto Marden, e o boxeador Popó para participarem das propagandas. “Nós também pensamos em chamar o [jogador de futebol] Kaká, mas ainda não entramos em contato.”

O lucro do site viria, segundo ele, de publicidade, da loja on-line e de pesquisas de mercado por meio do perfil dos usuários.

Fonte: Folha Online

Cristãos se manifestam contra guerra no Líbano na Cisjordânia

Aproximadamente 300 pessoas, em sua maioria membros da minoria palestina cristã, se manifestaram neste domingo na localidade de Beit Sahour, do distrito cisjordaniano de Belém, para protestar contra a ofensiva militar israelense lançada no Líbano.

Os participantes do protesto levavam três caixões com as inscrições “ONU”, “Liga Árabe” e “consciência internacional”, e exibiam bandeiras da UE e da ONU (Organização das Nações Unidas).

Os caixões foram enterrados simbolicamente em cerimônia para denunciar, segundo os manifestantes, o silêncio e a inoperância da comunidade internacional diante das operações militares israelenses lançadas no Líbano contra o grupo terrorista libanês Hizbollah, que causaram a morte de centenas de civis.

A marcha foi liderada pelo prefeito da cidade, Hani Hayek, e partiu das imediações de uma associação cristã, o clube ortodoxo, para depois percorrer a rua principal de Beit Sahour.

Cerca de 4.500 pessoas se manifestaram no sábado à noite na cidade de Tel Aviv contra a ofensiva lançada por Israel no sul do Líbano e por um acordo imediato de cessar-fogo.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a guerra, a favor do cessar-fogo e por uma resolução do conflito na faixa de Gaza.

Uma caravana de empresários de pequenas e médias empresas e de comerciantes das localidades afetadas pelos ataques com foguetes do Hizbollah no norte de Israel se dirige hoje a Jerusalém, para protestar contra sua precária situação e a falta de garantia de indenizações por parte do governo.

Os empresários e comerciantes pretendem se manifestar em frente aos escritórios do Ministério das Finanças, de Indústria e Comércio e de Trabalho, para denunciar que os acordos firmados até agora pelos danos causados –devido à situação de conflito no norte do país– não resolvem seus problemas.

A caravana causou grandes engarrafamentos na estrada que une Tel Aviv a Jerusalém, uma das principais vias de circulação do país, segundo emissoras de rádio locais.

Cristãos mantém apoio moderado ao Hezbollah

Os cristãos libaneses não fazem parte da base de apoio mais sólida do Hezbollah – que é xiita – mas este conflito não foi suficiente para virar a comunidade contra o grupo militante.

Cristãos ouvido pela BBC Brasil desaprovam muitas atitudes do Hezbollah e vêem a necessidade de colocar o grupo sob a autoridade do Estado, mas ressalvam que eles representam uma parcela importante da sociedade libanesa e que não faz sentido simplesmente tentar eliminá-los.

“Antes deste conflito estávamos em negociações com o Hezbollah sobre desarmamento e uma integração deles as forças libanesas. Este conflito pode ter colocado tudo a perder”, diz o vice-presidente do partido cristão Kataeb, Abu Khalil.

A resolução 1559 da ONU, aprovada em 2000, ordena o desarmamento do Hezbollah, mas a milícia sempre foi mais forte que o próprio Exército libanês e há temores que qualquer tentativa de forçar o grupo a abandonar suas armas possa provocar grande instabilidade ou, na pior das hipóteses, uma nova guerra civil no país.

“O problema é que não temos um Estado no Líbano. Precisamos de um Estado que não permita que um grupo político simplesmente declare guerra a um país vizinho de acordo com sua vontade”, diz o político cristão.

Guerra civil

Abu Khalil não vê, no entanto, o risco de a tensão aumentar entre as seitas libanesas – por conta das atitudes do grupo Hezbollah – até o ponto de explosão de violência interna ou mesmo de uma guerra civil, como a que afligiu o Líbano entre 1975 e 1991.

Ele admite que guerras muitos sangrentas podem começar de maneira inesperada ou a partir de eventos aparentemente pequenos – alguns assassinatos e vinganças escalando até um conflito generalizado, por exemplo – mas vê uma possibilidade “muito, muito pequena” de tal coisa acontecer agora.

“Os libaneses já fizeram uma guerra civil levada até as últimas conseqüências e perceberam que não valeu a pena, que ninguém ganhou com isso. Além disso, hoje há apenas uma facção armada no país (os xiitas através do Hezbollah), então não há combatentes para uma guerra civil.”

O presidente do partido Bloco Nacional Libanês, Carlos Eddé não vê riscos de uma guerra civil com o possível fortalecimento do Hezbollah neste conflito mas avalia que pode haver – depois de cessado o conflito – uma acirramento nas disputas de poder e das tensões sectárias.

União nacional

Eddé diz que isto dificultaria o esforço de grupos políticos seculares pela construção de um Estado que não precise ser tão rigidamente dividido em linhas religiosas.

O acordo que terminou a guerra civil libanesa em 1991 dividiu o poder entre os cristãos, muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas.

E embora o sistema tenha conseguido manter o país razoavelmente estável e em paz, muitos críticos também dizem que ele impossibilita uma união mais profunda entre as comunidades, que pudesse fortalecer o Estado nacional com um todo.

“Eu sou cristão, mas eu e meu partido defendemos um governo que leve em consideração os interesses de toda a população de maneira igualitária, sem necessidade de uma divisão formal de poderes entre as seitas”, diz Eddé.

Ele avalia que as lideranças cristãs já estão perdendo poder por questões demográficas – as famílias muçulmanas costumam ter mais filhos do que as cristãs – e devem levar mais um golpe em sua influência, por conta do fortalecimento militar do grupo Hezbollah.

Solidariedade

Os cristãos também dizem que o sofrimento provocado pelos ataques contra os bairros xiitas acabou unindo as comunidades, não necessariamente em termos políticos, mas principalmente em termos sociais e humanos.

“Esta é uma guerra que está atingindo todo o povo libanês e como cristãos o que temos que fazer é rezar muito para que isso pare e dar todo apoio que nossos irmãos muçulmanos, que estão sofrendo mais”, diz a cristã Dana, que preferiu não revelar o sobrenome.

A professora Amal Hayek diz que percebe a responsabilidade do Hezbollah ao detonar o conflito quando capturou dois soldados de Israel e matou outros oito – quatro em território Israelenses e os quatro que atravessaram a fronteira em perseguição aos militantes que capturaram os companheiros.

Mas ela diz que a resposta de Israel foi exagerada e que os libaneses deveriam ser capazes de resolver suas questões com o Hezbollah internamente e de maneira pacífica.

O cabeleireiro Tony Shar diz que não apóia o Hezbollah mas reconhece o grupo como importante na “resistência” contra Israel, que para a mairoia dos cristãos libaneses – e para praticamente todos os muçulmanos – é o grande inimigo.

“O Hezbollah está um pouco errado em ter seqüestrado aqueles dois soldados de Isreal agora”, diz. E Israel? “Israel está muito errado em estar fazendo tudo isso”, responde.

Criminosos atiram pedras e bombas em sinagoga de Campinas

Ao menos seis pessoas atiraram pedras e duas bombas de fabricação caseira na entrada da sinagoga da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob, em Campinas (95 km de São Paulo), na noite desta sexta-feira.

Segundo a polícia, os artefatos explodiram e danificaram a porta principal da sinagoga. As chamas foram contidas por vizinhos, com extintores de incêndio. Ninguém ficou ferido.

O presidente da sociedade, Pedro Tiago, afirmou que na calçada em frente à sinagoga os criminosos escreveram, com tinta branca: “Líbano, o verdadeiro holocausto”.

Pedro Tiago informou ainda que não é a primeira vez que acontece um atentado contra a sinagoga. De acordo com ele, em outras ocasiões, além de bombas, os criminosos atiraram contra o local e picharam o templo.

O presidente da sociedade disse que, no momento do atentado, não havia ninguém no local. A segurança na sinagoga foi reforçada e o caso registrado no 1º DP de Campinas.

Violência

A atual onda de violência entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah teve início no dia 12 de julho, depois do seqüestro de dois soldados israelenses –outros oito soldados foram mortos na ação do grupo.

O conflito já deixou quase mil mortos. Só no Líbano, cerca de 900 pessoas morreram, sendo que mais de 800 eram civis. Em Israel, confrontos e foguetes do Hizbollah deixaram mais de 70 mortos, sendo mais de 30 civis.

Papa lamenta que seus apelos por cessar-fogo continuem sem resposta

O papa Bento 16 voltou neste domingo a pedir um cessar-fogo imediato dos combates entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e Israel no Oriente Médio, lamentando que seus apelos anteriores continuem sem resposta.

“Diante da amarga comprovação de que até agora os chamado ao cessar-fogo imediato nessa região atormentada continuem sem resposta, sinto a urgente necessidade de reiterá-los’, declarou o sumo-pontífice.

O papa fez sua prece durante a oração do Angelus, realizado para vários milhares de peregrinos em Castel Gandolfo, residência de verão dos papas, perto de Roma.

Bento 16 dirigiu sua mensagem aos que podem “oferecer uma ajuda eficaz para a construção de uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”.

Fonte: BBC Brasil e Folha Online

Aparecida em obras para a visita do papa Bento XVI

O revestimento externo da cúpula central e de paredes internas vai dar um visual novo e mais bonito à Basílica de Aparecida para a visita do papa Bento XVI, que chegará à cidade, no dia 13 de maio de 2007, para a abertura da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe.

Faltam ainda nove meses para a reunião, mas as obras de adaptação do Santuário Nacional já começaram. Serão montados um auditório, serviços de secretaria, cabines de tradução simultânea e sala de imprensa. Mais de 500 bispos, além dos 300 delegados à conferência, são esperados para a chegada do papa, informa o arcebispo de Aparecida, d. Raymundo Damasceno Assis.

A cúpula central receberá 22,5 toneladas de cobre, cujas chapas passarão por um processo químico de envelhecimento para ficarem com uma cor esverdeada, semelhante ao tom natural que só seria adquirido depois de 25 anos de exposição ao tempo. Duas cúpulas menores já foram revestidas com chapas verdes.

“Mais que a beleza estética, essa obra de revestimento das cúpulas garante o fim das infiltrações de água da chuva que, além do incômodo para os visitantes, têm efeitos danosos para a arquitetura da basílica”, disse o administrador do Santuário Nacional, padre Hélcio Vicente Testa.

Serão revestidas e pintadas também as paredes de um dos braços da cruz da nave central da igreja – a parte que dá para o trono da imagem de Nossa Senhora Aparecida e seu prolongamento, depois do altar-mor, onde são rezadas as missas para os peregrinos. As reuniões dos bispos, de 13 a 31 de maio, serão realizadas no subsolo.

Os bispos participantes da 5ª Conferência da América Latina e do Caribe farão suas celebrações litúrgicas na basílica, mas cerimônias presididas pelo papa serão programadas para o pátio externo. “Vamos construir uma tribuna, junto às escadarias do santuário, para a missa campal de Bento XVI”, revelou d. Damasceno.

O arcebispo calcula que cerca de 800 mil fiéis deverão ir a Aparecida para a visita do papa. “Não temos ainda o programa da viagem, que só será divulgado a partir de outubro, mas estamos montando um esquema de hospedagem”, disse d. Damasceno.

Além de reservar 339 apartamentos em hotéis de Aparecida e cidades vizinhas, ele está reformando o Seminário Bom Jesus, o Colegião, para acolher bispos e assessores. Haverá aposentos especiais para Bento XVI, se ele quiser pernoitar ali. A comitiva do papa incluirá 80 jornalistas.

Fonte: Estadão

Por engano, software católico é tido como espião

Vigários do Reino Unido estão furiosos com a fabricante de softwares Symantec, porque o Norton, principal antivírus da empresa, foi equivocadamente programado para ‘combater’ um componente-chave do aplicativo utilizado para organizar missas.

O problema foi resolvido, mas muitas das 4,5 mil igrejas britânicas que usam o aplicativo ainda amargam o inconveniente de terem tido seus serviços “gravemente interrompidos”, disse um porta-voz católico.

A rixa começou no dia 8 de julho, quando a Symantec lançou uma versão atualizada do antivírus Norton.

A lista de definições do programa identificava o arquivo vlutils.dll como um malware, ou seja, como um programa desenvolvido com o objetivo de danar computadores.

Por engano, muitos usuários apagaram o arquivo, imaginando que fosse parte do programa espião SniperSpy.

Na verdade, tratava-se de um componente integral do Visual Liturgy, aplicativo usado por igrejas para planejar e organizar seus serviços.

Como resultado, os criadores do programa – a Church House Publishing – foram inundados com mensagens e ligações de usuários que tentavam descobrir por que o programa havia deixado de funcionar.

Eles reportaram o problema à Symantec, e disponibilizaram aos seus usuários uma cópia do arquivo vlutils.dll em seu site.

A solução final veio quando a Symantec desfez o mal-entendido e atualizou a lista de definições do antivírus Norton – segundo a empresa, poucos dias depois da primeira queixa.

Mesmo assim, a Church House Publishing se disse descontente com o prazo.

“O tempo gasto para rodar a atualização e baixar novamente o arquivo apagado poderia ter sido usado em coisas mais importantes”, disse um porta-voz da organização católica.

“Como cristãos, estamos acostumados a não receber de imediato as respostas às nossas preces, mas isto pareceu exagerado.”

Fonte:BBC Brasil

Pastor negro reclama de agressão e preconceito durante blitz

O pastor evangélico André Silveira disse que sofreu ameaça e agressão verbal e física quando foi parado em um bloqueio policial. “Foi muito desagradável. Desde o primeiro momento eles já foram agressivos.”

O advogado do pastor evangélico André Silveira deve entrar com uma ação cível contra o governo do Paraná e outra criminal contra dois policiais militares da 3.ª Companhia do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) de Curitiba. Silveira alega ter sido vítima de “violência, preconceito racial e abuso de autoridade” ao ser parado em uma blitz, na última segunda-feira, na Rua Doutor Dário Leopoldo dos Santos, no bairro Jardim Botânico. “Um cidadão não pode ser julgado pela cor da sua pele se é bandido ou não”, afirma o pastor da 1.ª Igreja Batista de Curitiba.

Silveira conta que foi parado no bloqueio policial montado nas proximidades da rodoferroviária quando estava a caminho de uma partida de futebol. A abordagem teria sido feita por policiais identificados apenas como sargento Ramalho e soldado Benvenutti. O pastor diz que já tinha sido parado em outras blitze, mas nunca fora tratado daquela maneira.

“Foi muito desagradável. Desde o primeiro momento eles já foram agressivos.” Os policiais teriam pedido documentos e feito revista pessoal. No entanto, durante o procedimento, Silveira afirma que sofreu ameaça e agressão verbal e física. “Ameaçavam apontar a arma para mim. Me empurraram. Bateram nas minhas costas e deram chutes nas minhas pernas. Minha moral foi destruída.”

O pastor alega que assim que falou aos policiais que iria denunciá-los pela maneira como estava sendo tratado, eles “arrumaram um pretexto para apreender o carro” – um Polo vermelho. “Falaram que a placa traseira estava apagada e ficaram com o carro. Mas tirei o automóvel do Detran (no dia seguinte) pela manhã do jeito que estava”, conta Silveira. Ele diz que trocou a placa depois, por vontade própria. Um coronel aposentado da Polícia Militar interveio na abordagem e acompanhou o pastor até a sede do BPTran. Lá, foi redigido um termo de declaração contra os dois policiais.

Segundo o major Vilmar José Cardoso, que responde pelo Comando do BPTran, uma sindicância interna foi instaurada pelo Setor de Justiça e Disciplina (SJD) do batalhão para apurar a postura dos policiais envolvidos na denúncia. Os dois policiais e o pastor devem começar a ser ouvidos ainda nesta semana. O procedimento tem o prazo de 20 dias úteis para ser encerrado. Conforme o tenente Robson Alves, chefe do SJD, se for comprovado abuso de autoridade por parte dos policiais, a punição pode variar entre advertência e exclusão da corporação. “Para nós é uma surpresa essa reclamação. É o primeiro caso desse tipo registrado neste ano”, conta o major.

Caso seja constatado durante a sindicância algum resquício de crime, o caso será enviado à Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, que encaminhará o processo para julgamento. Neste ano, 416 inquéritos e procedimentos investigatórios contra militares foram registrados na auditoria. Os dois policiais acusados foram procurados pela reportagem, mas não deram retorno até o fechamento desta edição.

Fonte: Gazeta do Povo

Ex-padre admite ter abusado sexualmente de 47 crianças no Canadá

Um ex-padre católico reconheceu ter abusado sexualmente de 47 meninas no Canadá entre 1954 e 1985, informou nesta sexta-feira um oficial de Justiça.

Charles Sylvestre, de 84 anos, usava doces para atrair as meninas a se sentar em seu colo, enquanto ele tocava seus seios e partes genitais, informaram as vítimas em documentos judiciais.

Uma investigação da polícia foi lançada em 2004 depois que uma mulher se apresentou.

Em seguida, a antiga diocese de Sylvestre publicou um pedido de desculpas às vítimas, expressando “profundo pesar pelo abuso sexual de mulheres cometido” por ele.

“Provavelmente este é o pior caso de abuso (do Canadá)”, disse à AFP o porta-voz da igreja, Ron Pickersgill.

Sylvestre será sentenciado em 6 de outubro.

Segundo os documentos, as vítimas do ex-padre também entraram com um processo contra ele, a diocese e três ex-bispos da ordem de 88 milhões de dólares canadenses (78 milhões de dólares americanos).

Fonte: AFP