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Imagem de Madonna na Catedral de Milão causa polêmica

A diocese de Milão analisa retirar uma enorme fotografia da cantora pop Madonna, 47, colocada em uma das paredes da Catedral por considerá-la inadequada, após a forte polêmica dos últimos dias entre a artista americana e a Igreja Católica.

A cantora posa em um cartaz publicitário de uma famosa marca de roupa, da qual é garota propaganda, pendurado em uma parede lateral da Catedral, em restauração. O ato causou polêmica devido ao debate surgido por causa de sua nova turnê, “Confessions”. No show, a artista encena uma crucificação, na qual canta “Live to Tell” e usa até mesmo a reprodução de uma coroa de espinhos.

Segundo o jornal “Corriere della Sera”, a entidade Veneranda Fabbrica do Duomo –criada em 1387 para construir e conservar a catedral milanesa– vai decidir que tipo de publicidade pode ser colocada nas paredes do templo.

O diretor da associação, Benigno Morlin Visconti, afirmou que agiram de “boa fé” ao permitir há um mês a colocação do anúncio e acrescentou que, se soubesse que a turnê causaria tanta polêmica, teria pedido que a fotografia “fosse colocada em outro momento”.

O bispo Luigi Manganini, da diocese de Milão, afirmou que “a publicidade destinada à catedral sempre foi escolhida com grande responsabilidade, embora neste caso ninguém pudesse imaginar o que a cantora faria e diria”.

Manganini acrescentou que nas próximas horas se reunirá com dirigentes da Veneranda Fabbrica para decidir o que fazer com o cartaz publicitário.

Madonna fez um show no domingo em Roma. A apresentação da musa, além da polêmica “crucificação”, inclui imagens de Bento 16 em uma projeção na qual mostra outros personagens, entre eles Hitler, George W. Bush, Benito Mussolini, Vladimir Putin, Osama Bin Laden e Saddam Hussein.

Fonte: Folha Online

Polônia: Padres denunciadores devem pedir perdão em público

Os sacerdotes da diocese de Cracóvia, na Polônia, que tenham colaborado com os antigos serviços secretos de segurança comunistas devem admiti-lo publicamente até ao final de Agosto.

O aviso foi deixado por um Padre ligado à oposição ao regime comunista, que está a escrever um livro onde irá divulgar todos os nomes de ex-agentes, mas tem também o apoio do Arcebispo de Cracóvia.

Cartas com o pedido foram enviadas aos respectivos padres, doze dos quais continuam a trabalhar em Cracóvia. O Padre propôs incluir no livro textos destes sacerdotes, caso queiram explicar em que condições aceitaram colaborar com os serviços de segurança.

Por ocasião da procissão do Corpo de Deus deste ano, o Arcebispo de Cracóvia pediu perdão publicamente, em nome da Igreja Católica, às vítimas dos Padres denunciadores.

Fonte: Rádio Renascença

Igrejas evangélicas lançam Manual do Eleitor no nordeste do Brasil

O pastor Estevam Fernandes, da 1ª Igreja Batista de João Pessoa, defende que é fundamental a participação da Igreja na política eleitoral do País. Para ele, os líderes evangélicos têm o dever de alertar os seus fiéis para a importância da eleição, orientando como proceder na escolha e sobretudo evidenciar o mérito da participação cívica.

E foi pensando nesses aspectos que, pela primeira vez, as igrejas evangélicas vão lançar, em setembro, o Manual do Eleitor Evangélico. A cartilha começará a ser confeccionada no próximo mês. Os trabalhos serão coordenados pelo Pastor Estevam e terão a participação de pastores de outras igrejas evangélicas de João Pessoa.

Tivemos a idéia de chamar os nossos membros para que participem ativamente do processo eleitoral, mostrando a importância da participação de cada um na política do seu País, de seu Estado, de seu município. Nas eleições de outubro, vamos escolher quem vai comandar os Poderes Executivo e Legislativo. É uma eleição importantíssima, porque estaremos escolhendo quem faz as leis e quem as executa. Por isso, temos a obrigação de orientar e preparar os nossos fiéis para esse processo”, comentou o pastor.

Para confeccionar o manual, Pastor Estevam vai reunir pastores de outras igrejas. Ele afirmou que, a princípio, a cartilha terá quatro objetivos básicos. “Vamos mostrar alguns critérios, como: conscientizar o público evangélico de que a política é determinante na vida social do cidadão; traçar o perfil político dos candidatos evangélicos; conscientizar os fiéis para o fato de que para ser um bom político não basta ser evangélico, porque existem muitos políticos não-evangélicos bons e outros que se dizem evangélicos, apenas, para tirar proveito da situação, enganando o público evangélico; e por último, fazer uma campanha de conscientização para que os evangélicos votem corretamente, escolhendo os políticos comprometidos na defesa de políticas públicas”, disse pastor Estevam.

O pastor ainda afirmou que a política verdadeira é toda atividade e participação humana na sociedade. Ele disse que a igreja é povo e que a política desenvolve ações que beneficiam o povo. Por isso, a igreja tem a obrigação de orientar os fiéis, esclarecendo a diferença entre a verdadeira política e a politicagem, que, para ele, é o uso da política para o enriquecimento próprio ou da família. “A política abre para os cristãos a possibilidade de participação na caminhada do povo. O candidato verdadeiro é aquele que produz a política com ética, com ação de cidadania, trabalhando por educação, saúde, moradia digna, alimentação, transporte, trabalho e segurança para todos”, informou

Fonte: Santidade.com.br

Diferentes religiões oram pela saúde de Fidel e pela paz

Religiosos cubanos de diversas crenças, que vivem no único país comunista do continente e, tradicionalmente ateu, convocam para os próximos dias atos religiosos, sacrifícios e até mesmo “toques de tambores” pela saúde do presidente Fidel Castro, a paz e o governo provisório em funções há oito dias.

Os problemas de saúde de Fidel, convalescentes de uma delicada cirurgia, assim como sua entrega interina do poder pela primeira vez em 47 anos para seu irmão Raúl, são acompanhados com atenção pelas diferentes crenças que existem em Cuba.

Enquanto a igreja católica mantém em suas missas, desde domingo, as orações pelos irmãos Castro; e os evangélicos organizaram uma cerimônia ecumênica, os “santeiros” da religião yoruba aderiram com sacrifícios e toques de tambores.

De raízes africanas e com uma grande devoção no país, um grupo de sacerdotes yoruba emitiu toques de tambores e ofereceu aves sacrificadas ao orixá dos mares Olokún pedido paz e, implicitamente, a recuperação do presidente Fidel Castro.

A cerimônia de quase sete horas com “toque de tambores” e oferendas a Olokún foi organizada por Víctor Betancourt, “babalao” (sacerdote) do Templo Iranlowo, começou em uma modesta casa no bairro de Havana Velha, com a presença de 90 pessoas e terminou na praia com o sacrifício entregue ao mar.

“Decidimos planejar essa cerimônia para pedir aos orixás amenizarem a situação, e nos ampararem. Assim, supostamente, fazem parte do pedido a evolução do estado de saúde do comandante, a normalidade, a não violência. Que tudo continue como está”, Betancourt explicou à ANSA.

A oferenda de quatro aves sacrificadas – galinhas, galos, galinhas d’angola e pombas – foi “aceita” depois do lançamento de cocos cortados em quatro partes: “se eles caem com a parte interna viradas para cima, quer dizer que a divindade aceita a oferenda”, acrescento o santeiro.

Formado por jesuítas em sua infância, porém ateu, o presidente cubano de alguma forma parece ligado à fé desde sua ascensão em 1959, quando, em um ato vitorioso, pombas brancas posaram em seus ombros enquanto falava para o povo, imagem que foi registrada por um fotógrafo que já é um “clássico” do álbum revolucionário.

“Muita gente interpretou que isso era um sinal de Obbatala, que ele está sob o manto, sob a proteção de Obbatalá”, disse à ANSA a antropóloga María Faguaga.

A Associação Cultural Yoruba de Cuba também pediu ao panteão dos orixás pela saúde do presidente: “como religiosos, nossa posição é seguir as designações dos deuses, que são entender e apoiar as decisões tomadas pelo nosso máximo líder”, disse a entidade.

A Catedral episcopal da santíssima Trindade realizou à noite uma cerimônia pelo governo provisório e pela paz em Cuba, com a presença de integrantes das igrejas evangélica, protestante e ortodoxa grega.

“Não pedimos a Deus que Fidel seja eterno e sim que ele fique o maior tempo possível onde é mais útil”, esclareceram as pessoas presentes na reunião feita pela Seção Ecumênica em Defesa da Humanidade.

A relação sinuosa que tem com Havana não foi obstáculo para a igreja católica em Cuba, que chamou sua fiéis para orarem pelo líder convalescente e para que Deus “ilumine” o governo provisório.

Fidel manteve uma relação cordial com o falecido João Paulo II, que realizou uma visita histórica ao país em 1998.

Fontes eclesiásticas locais calculam que cerca de 60% dos 11,2 milhões de cubanos são batizados, porém uma porcentagem reduzida pratica a religião, enquanto uma ampla maioria se declara crente “em algo”.

A atual Constituição cubana “reconhece, respeita e garante a liberdade religiosa” e estabelece a separação do Estado das instituições vinculadas à fé.

Fonte: ANSA

Congresso colombiano condecorará Igreja Presbiteriana

O Congresso da República distinguirá a Igreja Presbiteriana da Colômbia (IPCOL) com a ordem da democracia “Simon Bolívar” por sua contribuição, durante 150 anos, à renovação espiritual, educativa e social da nação.

O ato terá lugar no Congresso Nacional, nesta quinta-feira, 10 de agosto, e a distinção será entregue à moderadora da igreja, reverenda Vilma Yanez Ogaza, e ao secretario executivo, David Illidge Quiroz.

A Igreja Presbiteriana foi a primeira igreja protestante a chegar na Colômbia, em 1856. Ela conta com aproximadamente 12 mil membros e cerca de 50 igrejas e congregações organizadas em três presbitérios. Desde o início das atividades ela contribuiu para a constituição da nascente república, pois a proclamação do Evangelho esteve associada ao aporte de uma proposta educativa alternativa e moderna, fundamentada nos princípios da liberdade e democracia, inspiradores do espírito protestante.

O programa de celebrações pelo sesquicentenário da Igreja Presbiteriana terá início no dia 10 de agosto, com um concerto no teatro municipal “Amira de la Rosa”, na cidade de Barranquilla, e concluirá no domingo, 13, com um culto de ação de graças que terá a participação do presidente da Aliança Reformada Mundial, reverendo Dr. Clifton Kirkpatrik; da presidenta para a América Latina do Conselho Mundial de Igrejas e vice-presidenta da Aliança Reformada Mundial, reverenda Dra. Ofelia Ortega, e do vice-presidente deste mesmo organismo, Dr. Helí Barraza (presbiteriano da Colômbia). Também estará presente o secretário geral da Aliança Reformada Mundial, reverendo Dr. Setri Nyomi.

Também assistirão as festividades representantes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e de todas as igrejas presbiterianas e reformadas do continente, já que a Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) vai realizar assembléia e comemorar os 50 anos de sua fundação, em Cartagena.

A moderadora da Igreja Presbiteriana, reverenda Vilma Yanez Ogaza, disse que a celebração dos 150 anos da IPCOL “será um espaço de unidade, de encontro e de fraternidade, no qual vamos compartilhar experiências de fé com irmãos e irmãs da grande família reformada e ecumênica”.

Fonte: ALC

Igreja é demolida sem autorização judicial

A comunidade cristã de Multan, na província central de Punjab, no Paquistão, protestou contra a demolição ilegal de uma igreja. De acordo com a mídia local, em 4 de agosto, cerca de 150 cristãos protestaram contra a fábrica Pak-Arab Fertilizantes Ltda., que demoliu um templo protestante.

Os manifestantes bloquearam a estrada Multan-Lahore por algumas horas, queimando pneus usados. Eles reivindicavam a abertura de um processo judicial contra os “réus”.

Shahbaz Bhatti, presidente da Aliança das Minorias do Paquistão (APMA, sigla em inglês), condenou a “brutal” destruição da igreja e exigiu uma severa ação legal contra os responsáveis. Shahbaz Bhatti disse que a corte estava sinalizando que daria uma ordem para não prosseguir com a demolição, mas a direção da fábrica foi em frente: “Eles não tinham autorização para demolir a igreja”.

Símbolo de vulnerabilidade

O presidente da APMA disse que uma mesquita que fica ao lado da igreja não foi sequer tocada. “Apenas a igreja, um símbolo da vulnerabilidade da minoria, foi vítima da intolerância desses industriais”.

Um porta-voz da empresa de fertilizantes recém-privatizada declarou que a igreja, que ficava em um terreno de propriedade da companhia, foi demolida, em 3 de agosto, para “permitir que a indústria se expanda”. Umair Ahmed declarou: “Não houve qualquer motivo religioso”. Ele acrescentou ainda que a comunidade havia sido avisada para desocupar o templo.

Yaqoob Masih, pastor da igreja, condenou a direção da fábrica e pediu a intervenção do presidente Pervez Musharraf. O pastor disse que a direção da fábrica está agora oferecendo dinheiro como compensação, mas que a comunidade não está interessada. Ele afirmou: “Não precisamos de dinheiro. Precisamos apenas da nossa igreja”.

Fonte: Portas Abertas

Três cristãos serão executados por crimes sectários na Indonésia

Três indonésios cristãos serão executados no sábado, condenados à morte por incitar mais de 100 assassinatos sectários cometidos em 2000 nas ilhas Célebes, em Jacarta, informa hoje a imprensa local.

Fabianus Tibo, Dominggus da Silva e Marinus Ribu foram condenados à pena máxima pelo tribunal de Palu. Os três foram considerados responsáveis pela morte de pelo menos 122 pessoas nos confrontos de julho de 2000 entre as comunidades cristã e muçulmana de Célebes.

Os juízes também condenaram os réus pela destruição de aldeias e a queima de 4 mil casas.

Após dar por esgotados todos os procedimentos legais para evitar o cumprimento da condenação, a Promotoria de Palu enviou aos parentes dos três condenados cartas especificando o dia e a hora da execução.

Segundo a carta, publicada pelo site Detik, os três serão executados por um pelotão de fuzilamento na madrugada de 12 de agosto.

Entre 2000 e 2002, cerca de mil pessoas morreram em Célebes por causa dos violentos confrontos entre as comunidades cristã e muçulmana. O conflito sectário foi acalmado após a assinatura de um acordo de paz, no início de 2002, mas ressurgiu poucos meses depois.

Fonte: EFE

Após denúncia, Pastor Heleno desiste de tentar a reeleição

Deputado Federal Pastor HelenoEm função do envolvimento do seu nome no mais recente escândalo político do país, a Máfia dos Sanguessugas, que apura o desvio de recursos do orçamento da União para a compra de ambulâncias, o deputado federal Pastor Heleno desistiu de sua candidatura. “A minha renúncia não é atestado de culpa”, disse o pastor.

Em entrevista coletiva concedida ontem, segunda-feira, ele garante que sua reeleição estava garantida, mas que por motivos de força maior desistiu de concorrer ao cargo. O deputado, que se emocionou em alguns momentos da coletiva, disse que tem documentos que comprovarão sua inocência.

“Quero dizer ao povo de Sergipe que em nenhum momento me envolvi em roubalheira e desviei dinheiro dos cofres públicos. E eu tenho documentos que vão comprovar isso. Brasília é um lugar cruel, a gente sempre se depara com alguém propondo algo errado. Quem foi, é e será deputado federal, vai saber o que estou dizendo. Cheguei lá inocente e acabei por conhecer o esquema, mas nunca fiz parte de nada daquilo”, declara.

Durante toda coletiva, o deputado tentou não se referir diretamente aos acontecimentos divulgados na imprensa sobre as acusações que o envolvem na CPI da Máfia dos Sanguessugas, mas disse em bom tom e chorando que não suporta mais a pressão sobre sua família e sobre a igreja.

“Essas calunias atingiram a mim, minha família e minha igreja. Com meus irmãos eu teria uma reeleição praticamente garantida, mas na campanha teria que enfrentar as calúnias, as mentiras e as covardias de meus adversários, até entrando dentro das igrejas evangélicas para me difamar”, explica Heleno.

Mais adiante ele admite que seus irmãos evangélicos e muitos pastores da igreja o aconselharam a desistir da candidatura para provar a sua fé.

“Não aceitei Jesus para ser deputado. De que vale ser deputado e perder minha salvação. Não sendo candidato reafirmo minha fé em Deus. Tenho consciência tranqüila, não roubei meus irmãos e vou terminar meu mandato provando minha inocência”, afirma o pastor deputado, suplicando para que os irmãos de sua igreja tenham cuidado na hora de votar.

“O satanás está perto. Eu não vou disputar, mas tem outros que proseguem com a fé. Não vão na conversa da rede Globo, destruidora de lares, nem leiam a Veja, que quer acabar com os evangélicos”, disse Heleno, ao encerrar a coletiva.

Motivos da renúncia

Segundo Heleno, três motivos foram determinantes para a desistência de concorrer ao cargo: sua própria consciência, a família e a igreja e o temor de ter seu nome caluniado por seus adversários.

“Sai porque fui aconselhado, pela minha consciência e pelo meu coração. A minha igreja também me aconselhou. Além disso, minha família não está preparada para enfrentar o que há de pior: calúnias do meu adversário. Quem me conhece sabe que eu não participei disso. Sabem do meu trabalho”, fez sua defesa.

Pastor Heleno afirma que tem documentos do Ministério da Saúde que podem isentá-lo de qualquer culpa e que irá apresentá-los no momento certo, que ele acredita que seja na Comissão de Ética.

“Renúncia não é atestado de culpa”

Questionado se sua renúncia não poderia parecer um atestado se culpa, ele declarou: “A minha renúncia não é atestado de culpa e sim atestado de que eu não preciso de um mandato para provar minha inocência. Vou apresentar todos os documentos que provam que não tenho culpa nenhuma perante o Conselho de Ética. Lá tenho certeza de que vão me ouvir e os argumentos que eu tenho em mãos mostram que eu não tenho envolvimento algum com esse superfaturamento”.

Futuro político

“Amanhã, se Deus quiser e o povo também, eu retornarei à política. Mas na vida pública estarei sempre presente”, disse o deputado que mesmo desistindo de concorrer às eleições permanecerá apoiando as candidaturas de Marcelo Déda ao governo do Estado e de Zé Eduardo Dutra ao Senado.

Substituto

Não existe ainda um nome para substituto do Pastor Heleno. O partido está aguardando a decisão da Justiça Eleitoral para definir uma indicação de novo nome. “Aí sim comunicaremos o novo nome ao povo e sairemos em campanha”, finaliza.

Igreja exigiu que Heleno Silva desistisse da candidatura

Na sexta-feira à noite, o deputado federal Heleno Silva, PL, anunciou que estaria desistindo da candidatura à reeleição. A associação do seu mandato, cada vez mais evidente, com as transações de compra de ambulância por prefeituras com dinheiro público e retorno de propina através da empresa Planam calou fundo no peito da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD. Esta instituição é onde Heleno se fez e de onde derivam seu mandato de deputado federal e sua importância social. Heleno tem implicações semelhantes às do deputado Cleonâcio Fonseca, do PPB, de Sergipe.

Ao ‘lacrar’ seu projeto de disputar um novo mandato de deputado federal, Heleno Silva justificou na sexta que não suportou ‘as pressões de todos os lados’, referindo-se ao processo da CPI dos Sanguessugas. Não está explícito no discurso dele, mas em verdade o que Heleno não teve foi como suportar mesmo a pressão aberta e decisiva da IURD, uma instituição ativíssima que fatura hoje R$ 3 bilhões por ano, mistura religião e negócios, é dona da segunda maior TV nacional, a Record, tem ramificações na Europa, Estados Unidos e outras partes do mundo, e não tolera o erro.

Heleno Silva (PL-SE) é acusado de ter recebido R$ 50 mil de adiantamento, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Vedoin reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Rondônia: Igrejas resistem em descartar deputados sanguessugas

A Igreja Assembléia de Deus ainda não decidiu fazer uma censura pública aos deputados Nilton Balbino Capixaba e Agnaldo Muniz, apontados como envolvidos na Máfia das Sanguessugas nos depoimentos prestados pelo empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, tido como o chefão dessa máfia, à Justiça Federal no Mato Grosso. Essa foi a informação transmitida a Imprensa Popular pelo pastor Joel Holden, em entrevista exclusiva que concedeu ao jornal em seu gabinete de pastor presidente, na sede da Assembléia de Deus, em Porto Velho.

Holden afirmou existir na Igreja “uma Comissão” para cuidar desse tipo de problema e ela ainda não se posicionou “porque espera uma manifestação dos deputados”, ambos membros da Assembléia de Deus, “ou então o surgimento das provas do envolvimento” deles com o esquema fraudulento que desviou milhões de reais dos recursos da Saúde, com as negociatas das ambulâncias superfaturadas.

Situação desconfortável

Mas se a Igreja não tomar uma posição oficial contra os dois parlamentares – por insuficiência de provas sobre a culpabilidade de cada um – isso não deverá mudar “a situação desconfortável” em que ambos se meteram diante da comunidade evangélica, como admitiu o próprio pastor Holden. Isto porque “os evangélicos não estão anestesiados e sem capacidade de reagir a estes acontecimentos”.

O presidente das Assembléias de Deus confirmou que a igreja orienta seus fiéis a votar nos candidatos evangélicos, que “estão no projeto da denominação”, mas nem por isso os fiéis “votam em quem a gente indica, porque na cabine de votação, ou seja, na urna cada um é dono de seu voto e o evangelho tem essa vantagem de nos levar à liberdade, já que Deus criou o ser humano com livre arbítrio”.

Pelo que disse à Imprensa Popular, o pastor Joel Holden permitiu entrever que a Igreja Assembléia de Deus não tomará oficialmente nenhuma medida contra os dois parlamentares enquanto eles não forem ouvidos na CPI das Sanguessugas, onde deverão se defender.

Holden admitiu ter existido uma consulta da cúpula da igreja aos deputados, “e eles se mostraram perplexos com a situação que estão vivendo” como qualquer homem público “sujeito às pressões de todos os lados”. O pastor, depois de reafirmar que a situação dos dois parlamentares, membros da Assembléia de Deus, está sendo avaliada pela comissão própria da igreja, não definiu se existe uma data para um posicionamento sobre o caso.

Contra a corrupção

Na visão do pastor Joel Holden o evangélico, especialmente quando membro da igreja, precisa ter “uma boa conduta, tanto na vida secular como na profissional”. O cristão, disse, “tem de ser uma benção, de dar constantemente bom testemunho”. Diante de tudo o que aconteceu, embora a igreja não tenha promovido nenhuma manifestação de censura aos deputados, um eventual apoio aos dois parlamentares só aconteceria num estágio adiantado do processo eleitoral, “quando não existissem mais dúvidas” de que contra Balbino e contra Muniz existiriam “apenas acusações e não provas”.

As afirmativas do pastor Joel Holden deixam a impressão de que a igreja Assembléia de Deus tem preocupação com “a defesa da ética na atividade política e nas instituições públicas, pois esta seria uma recomendação implícita do cristianismo”.

Mas em nenhum momento o pastor da mais importante denominação religiosa protestante do estado afirmou que a Assembléia de Deus faça uma campanha específica quanto a ética, como acontece na Igreja Católica. Ele admitiu entretanto que nas eleições deste ano há uma situação diferenciada na postura política dos eleitores evangélicos, em virtude da eclosão dos dois maiores escândalos da política nacional, o do mensalão e o dos sanguessugas. Os evangélicos rondonienses ficaram surpresos com a denúncia envolvendo os deputados irmãos de fé e poderão resistir aos apelos das lideranças religiosas em favor da reeleição destes deputados.

Final dos tempos

Joel Holden integra o grupo de lideranças que defendem “mudanças na política do Brasil, porque está cada vez mais difícil agüentar a falta de ética na política do país”. Todavia, para ele “a tendência não aponta para melhorias, mesmo sendo esse o grande desejo”, porque “estamos partindo para o fim de nossa era, segundo as afirmações da Bíblia”.

E quando o fim se aproxima, disse o pastor, “os homens irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. Na visão do pastor as coisas estão se dando “como a Bíblia previu” e as catástrofes como as tsunamis, os confrontos bélicos envolvendo Israel são sinais previstos no Livro de Deus.

E assim ele destaca: “A gente gostaria que as coisas melhorassem, mas o que vemos são os homens cada vez mais afastando-se de Deus. Hoje os homens acreditam em tudo, menos em Deus. Eles reverenciam muitas coisas, gastam com muitas coisas, buscam muitas coisas, mas não buscam a Deus, não buscam ao seu filho Jesus. E assim, não podemos nos iludir diante dessa tendência. Vai ser muito difícil as coisas melhorarem. Essa questão da falta de ética é conseqüência do afastamento do homem de Deus. Nunca o povo e as autoridades estiveram tão vulneráveis aos ataques do diabo”.

Confira os nomes dos evangélicos acusados e quanto receberam

João Mendes de Jesus (PSBRJ) — No fim de 2004, recebeu R$ 40 mil, em 2005 mais R$ 45 mil e em 2006 outros R$ 70 mil. Sempre em dinheiro.

Magno Malta(Senador PL-ES) — Fez pessoalmente um acordo com o senador, prometendo 10% sobre uma emenda de R$ 1 milhão. Como “adiantamento”, entregou ao parlamentar um carro Fiat Ducato, mas Magno Malta descumpriu o acordo e não apresentou a emenda.

Marcos de Jesus (PFL-PE) — Ganhou R$ 24 mil, dos quais a metade em dinheiro, no próprio gabinete.

Pastor Amarildo (PSC-TO) — Também falou diretamente com os prefeitos sobre as fraudes. Ganhou um microônibus com palco para usar na campanha. A contabilidade registra dois repasses de R$ 30 mil no total. Tem emendas acompanhadas pelos empresários dos esquemas.

Agnaldo Muniz (PP-RO) — Recebeu R$ 10 mil de propina, na conta de Floripes Santos.

Bispo Wanderval (PL-SP) — Ganhou R$ 50 mil na conta de um assessor. Outros R$ 50 mil foram pagos a uma concessionária em Brasília como parte do pagamento de uma BMW comprada pelo parlamentar.

Almir Moura (PFL-RJ) — Ganhou R$ 20 mil, pagos no estacionamento de um restaurante no Rio. É radialista e ministro evangélico.

Almeida de Jesus (PL-CE) – No livro caixa eletrônico da Planam, é atribuído ao deputado um repasse de R$ 10 mil por intermédio de um terceiro. “Dep. Almeidinha de Jesus – CE”, informa a planilha. Está sob investigação em inquérito no Supremo. Membro e Obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.

Neuton Lima (PTB-SP) – Nos grampos, Luiz Antônio informa a seu pai que mandou “dez” (R$ 10 mil) para o deputado. Foi coordenador da bancada Parlamentar da Igreja Assembléia de Deus (1999-2002).

Jefferson Campos (PTB-SP) – Em novembro de 2005, o deputado liga para Darci Vedoin marcando um encontro. Outros empresários do esquema demonstram, nas escutas, conhecer o deputado. É radialista, advogado, e Ministro do Evangelho. Foi secretário de Ação Política do Estado de São Paulo.

Edna Macedo (PTB-SP) – As escutas mostram contato constante e direto da deputada com a quadrilha. Luiz Antônio pede (e obtém) os dados bancários de Otávio Bezerra, filho de Edna, preso na Operação Sanguessuga. É irmã do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.

João Batista (PP-SP) – Há referência, nas escutas, a um suposto pagamento de R$ 5 mil para “Marcelo do João Batista”. De fato, o deputado tem em seu gabinete funcionário com esse nome. Os grampos mostram que Darci teria agendado encontros com o deputado e que acompanhava de perto suas emendas. Está em seu primeiro mandato político.

Lino Rossi (PP-MT) – Conforme a planilha contábil da Planam, teria recebido R$ 26,6 mil. Nas escutas da PF, o deputado ajuda o esquema: indica Darci Vedoin a dirigentes da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, que deseja comprar ambulâncias. “Um negócio bom”, diz ele. É investigado em inquérito do STF. É radialista e apresentador de televisão.

Isaías Silvestre (PSB-MG) teria recebido R$ 82 mil, segundo Vedoin

Vieira Reis (PRB-RJ) – Teve um funcionário seu __ Cristiano de Souza Bernardo _- preso da Operação Sanguessuga. Conforme os documentos da PF, os integrantes do esquema tinham as senhas pessoas do deputado para acompanhar emendas na Saúde. Reis é radialista está em seu primeiro mandato político.

Carlos Nader (PL/RJ) – Vedoin conta que ele exigiu propina até de um negócio que não deu certo, com um hospital do Rio. Foram R$ 32 mil,em espécie, no gabinete. Depois, recebeu R$ 40 mil de adiantamento por emendas, mas “revendeu-as” a um concorrente de Vedoin.
Embolsou mais R$ 72 mil.

Paulo Baltazar (PSB-RJ) – Na contabilidade da Planam, os repasses para o deputado e alguns assessores somam R$ 87,5 mil somente entre 2001 e 2002. Está sob investigação formal no STF. 42. Deputado Paulo Feijó (PSDB-RJ) – Contabilidade registra R$ 15 mil em repasses ao deputado, que também tem o nome de um assessor registrado nas planilhas das empresas do esquema. Enfrenta investigação em inquérito aberto no STF. Está em seu terceiro mandato como deputado federal.

José Divino (PTB-RR) – Os grampos indicam contato direto do deputado com o empresário Darci Vedoin. O número da conta corrente de Divino no Banco do Brasil estava registrado nos arquivos da Planam. Radialista, exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Foi vice-líder do PMDB em 2004 e 2005.

Zelinda Novaes (PFL-BA) – Nos grampos, empresários do esquema comentam que falaram com a deputada e eu ela “faz fazer (emendas) também”. Em 2004, o esquema tinha senha para acompanhar pelo menos uma emenda de sua autoria. A deputada foi integrante do Conselho de Ética e presidiu o PFL Mulher

Adelor Vieira (PMDB/SC) – Líder da bancada evangélica. Teria destinado, em 2005, R$ 560 mil para compra de cinco ambulâncias e uma unidade móvel à Sociedade de Assistência Social e Educação Deus Proverá, entidade ligada à sua igreja, a Assembléia de Deus. A verba foi proveniente de emenda individual do orçamento. (Fonte: Tribuna Catarinense)

Nilton Capixaba (PTB-RO) – Na contabilidade da Planam, constam repasses de pelo menos R$ 437 mil atribuídos ao deputado e a seus assessores. Ajudaria a expandir o esquema dentro da Câmara. Tem inquérito aberto no STF. Nilton foi afastado das funções de integrante da Mesa Diretora da Câmara. PPS, PV e PSOL pediram ao Conselho de Ética abertura de processo de perda de mandato por envolvimento no esquema dos sanguessugas.

Heleno Silva (PL-SE) — Recebeu R$ 50 mil de adiantamente, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Pastor Jorge Pinheiro (PL/DF)No depoimento prestado à Justiça Federal, Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, afirmou que fez um acordo com Jorge Pinheiro para pagar 10% sobre o valor das emendas que o parlamentar apresentasse na área de saúde. Apresentou emenda ao Orçamento da União de 2004, no valor de R$ 750 mil, visando a destinação de recursos para aquisição de unidades móveis de saúde nos municípios do Entorno. O parlamentar também apresentou uma emenda ao Orçamento de 2005 destinando R$ 510 mil para a aquisição de equipamentos e material hospitalar para a prefeitura de Padre Bernardo (GO).

Cabo Júlio (PMDB-MG) — Fazia reuniões em sua chácara com os prefeitos e a Planam. Recebeu 14 pagamentos na própria conta bancária. Recebeu R$ 83 mil. Outro depósito, de R$ 2 mil, foi para “comprar um presente de aniversário para o deputado”. (Fonte: Globo Online)

Gilberto Nascimento (PMDB-SP) — Reclama que o deputado não cumpriu o combinado. Por isso, não pagou nada. (Fonte: Globo Online)

Josué Bengston (PTB-PA) – Não tinha percentual fixo de propina, mas recebia “ajuda”. Dois pagamentos de propina, no total de R$ 39 mil foram feitos em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular para “construção de um templo”.Também recebeu dinheiro na
própria conta.

Marcos Abramo (PP – SP) – Ganhou R$ 54 mil em dinheiro, numa reunião no Hotel Meliá

Raimundo Santos (PL – PA) – Fez um acordo pessoal para receber 10% do valor das emendas. Parte do pagamento da propina teria sido paga a Ubiratan Lovelino Filho, um “agiota do Pará a quem o parlamentar estaria devendo”. Para disfarçar, quem fez os depósitos foi um motorista de Vedoin. O deputado indicou contas de assessores para os outros depósitos. Reclama que pagou R$ 104,6 mil a mais que o combinado e que o deputado não devolveu o “empréstimo”.

Reginaldo Germano (PP –BA) – Recebia 10%. Sua assessora, Suelene, falava com as prefeituras para direcionar os contratos. Entre os pagamentos,um de R$ 15 mil foi feito na conta do deputado, em 23/12/2005.

Fonte: Infonet, Cinform. Imprensa Popular de Porto Velho, Estadão, Agência Norte de Notícias, Globo Online e Amarribo.org.br

Hitler queria reescrever a Bíblia, diz imprensa alemã

Adolf Hitler tentou reescrever a Bíblia com o objetivo de eliminar as referências ao judaísmo e à cultura judaica, segundo informou o jornal alemão Bild.

Em maio de 1939, um grupo de teólogos fundou, em Eisenach, uma instituição para “limpar os textos sagrados da influência não-ariana”, afirma o Bild. Segundo o periódico, um dos frutos dessa operação foi o livro “Os alemães com Deus. Um livro de fé alemão”.

No livro estão acrescidos dois mandamentos sobre os dez tradicionais, além de um livro paralelo de hinos religiosos, intitulado: “Grande Deus, nós te louvamos”.

O diretor da instituição, Walter Grundmann, chegou até mesmo a ser elogiado e chamado “professor” pro Hitler, que ficou entusiasmado com o trabalho de “limpeza” realizado.

Fonte: Folha Online

TRE aumenta multa de candidato que distribuiu marcador de livros em culto

Em sessão plenária realizada nesta segunda-feira (7/8), o TRE aumentou para R$ 50 mil a multa aplicada pelo juiz auxiliar, Percival Nogueira, ao candidato a deputado estadual Lelis José Trajano, do PSC (Partido Social Cristão), por propaganda antecipada. Cabe recurso da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Trajano distribuiu marcadores de livros e cartões com nome, foto, lema de campanha e número do candidato, em local de culto religioso, nos meses de maio e julho.

A decisão de primeira instância, dada por Nogueira, havia determinado o pagamento de R$ 21.282 pela conduta irregular, mas a corte concluiu que a distribuição de marcadores de livros e de cartões caracterizaram duas condutas distintas, punindo em R$ 25 mil cada uma delas.

Fonte: Última Instância