Bradley E. Schmeling, pastor da Igreja Luterana Saint John em Atlanta, Estados Unidos, enfrenta o momento mais crítico de sua trajetória clerical. É que o reverendo anunciou para seu bispo Ronald Warren que mantém uma relação gay na última terça-feira, dia 8/8.
O bispo, agora, acusa o pastor de violar as diretrizes de conduta pastoral da ELCA (Evangelical Lutheran Chruch in America) e explicou que Schmeling pode ser suspenso ou ainda expulso da Igreja. “O pastor Schmeling admitiu que ele está violando regras de disciplina da Igreja. Especificamente, Schmeling revelou que ele mantém relações sexuais com um homem adulto. Ele ainda recusou meu pedido para sua resignação de seu posto da igreja Saint John”, afirmou Warren no site da congregação.
Schmeling, há seis anos no posto, sacudiu mais uma vez a Igreja Luterana, fazendo-a confortar novamente sua posição em relação aos gays. Tudo porque, no ano passado, os luteranos norte-americanos decidiram não aceitar membros gays na diocese, assim como não realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
“Espero que neste processo disciplinar eu possa contar minha história e colocar luz na política da igreja, que acho destrutiva para o ministério já que as pessoas boas e qualificadas vêm sendo eliminadas do mesmo”, afirmou Schmeling. “Quando vim para a Saint John, disse ao bispo que não concordava com as regras de conduta. Estava solteiro no momento e disse que caso isso mudasse, eu contaria a ele. Quando mudou, eu o chamei e contei. Para mim, isso é uma questão de integridade e honestidade. Eu nunca quis me esconder ou ficar no armário”, completou o reverendo em um documento publicado nos principais jornais norte-americanos.
“Nada irá mudar. Estou em uma compromissada, longa e maravilhosa relação. Nada disso irá afetar o relacionamento”, finalizou o pastor. Não existe previsão para a decisão da igreja, sendo que o processo pode tardar até um ano para ser finalizado. Enquanto isso, Schmeling continua como pastor da igreja Saint John.
O papa Bento 16 afirmou numa longa e rara entrevista a uma TV alemã e à Rádio Vaticano, que o catolicismo não deve ser visto como uma “coleção de proibições”, mas como uma Igreja com valores afirmativos. Ele também falou de si mesmo e disse que deseja visitar a Terra Santa, mas somente “em tempos de paz”.
Na entrevista, contou que não se sente solitário na sua função e que não tem a força suficiente para fazer muitas viagens longas, marca do seu antecessor, João Paulo 2o.
O papa se disse feliz pelo mundo notar agora outros aspectos da sua personalidade e, assim, corrigir a imagem de pessoa severa que muitos tinham dele. Antes de ser eleito papa em 2005, o cardeal Joseph Ratzinger tinha a responsabilidade de garantir a aplicação da doutrina da Igreja.
A entrevista, que será publicada no site do Vaticano, www.vatican.va, foi feita na semana passada, no sul de Roma, onde o papa passava parte do verão. Ela foi transmitida como parte dos preparativos para viagem do papa à Alemanha, seu país-natal, no mês que vem.
O papa Bento 16 declarou que, embora não fosse viajar o tanto que João Paulo 2o viajou, ele desejava visitar a Terra Santa, mas somente “em tempos de paz”.
“O cristianismo, o catolicismo não são uma coleção de proibições”, afirmou o papa, com 79 anos. “É uma opção afirmativa. Temos ouvido tanto a respeito do que não é permitido que agora é hora de dizer: temos uma idéia positiva a oferecer.”
O papa, ao responder a uma pergunta sobre as posições da Igreja contra aborto, métodos contraceptivos e casamento gay, disse:
“Primeiramente, é importante enfatizar o que queremos. Depois, também podemos ver por que não queremos algo. Acredito que precisamos ver que não é uma invenção católica o fato de o homem e a mulher terem sido feitos um para o outro para que a humanidade possa continuar existindo. Todas as culturas sabem disso”, afirmou.
Perguntado se a Igreja não deveria sair de algumas das suas posições defensivas, ele reconheceu que a instituição tinha que aprender melhor sobre como enfatizar o positivo.
“Precisamos fazer isso, acima de todas as coisas, num diálogo com culturas e religiões”, declarou, acrescentando que alguns africanos e asiáticos ficam “horrorizados com a frieza da nossa racionalidade (Ocidental)”.
Mulheres
Bento 16 também afirmou que a Igreja tem refletido muito sobre o papel das mulheres, mas repetiu que elas não podem se tornar padres, porque Jesus Cristo escolheu apenas homens como seus apóstolos.
Ele sugeriu, entretanto, que o direito canônico, que dá somente aos homens ordenados o poder das grandes decisões na Igreja, pode ser mudado um dia para que a mulher tenha mais influência.
“Vamos ter que ouvir Deus para que não fiquemos no caminho das mulheres”, disse.
O papa afirmou que chamaria mais encontros de cardeais de todo mundo para discutir temas da Igreja.
Sobre Aids, ele declarou que a opinião pública não tem tratado a Igreja, contrária ao uso de preservativos, de forma justa, principalmente na África.
“Em muitas áreas, a Igreja é a única estrutura que se mantém intacta. Oferecemos tratamentos, tratamentos para Aids também, e oferecemos educação”, afirmou o papa.
“Acho que devemos corrigir essa imagem da Igreja que espalha severos ‘nãos’.”
O papa conversou livremente sobre aspectos pessoais da sua função.
“Para falar a verdade, eu não sou tão solitário”, comentou quando questionado se às vezes sentia-se separado do mundo pelo rigor do seu trabalho. Ele, no entanto, declarou que esse trabalho “é realmente cansativo”.
Sobre futuras viagens, ele afirmou: “Preciso dizer, eu nunca me senti forte o suficiente para planejar muitas viagens longas.”
Além da Alemanha no mês que vem, o papa tem viagem marcada para a Turquia em novembro e para o Brasil no ano que vem.
OUTRA ENTREVISTA:
“A guerra é a pior solução para todos “, diz Bento 16
No sábado (05/08), o papa alemão recebeu representantes da imprensa em sua residência de verão em Castel Gandolfo. Durante 35 minutos, jornalistas das emissoras alemãs DW-TV, ARD, ZDF e da Rádio Vaticano conversaram sobre acontecimentos atuais da política, religião e sociedade com o papa, que visitará sua cidade natal na Baviera, entre 9 e 14 de setembro próximo. A entrevista foi transmitida pelas emissoras de tevê na noite deste domingo (13/08).
O objetivo da visita à Alemanha é o desejo de querer voltar a ver os lugares, as pessoas com as quais cresceu e que fizeram parte de sua vida, admitiu o papa, de 79 anos. Naturalmente que um papa sempre encara uma viagem como uma viagem pastoral, isto é, como uma tarefa missionária. Bento 16 vê acima de tudo na cooperação entre os povos, na busca conjunta por chances de reconciliação e de paz, a mensagem essencial da fé cristã.
Uma fé, no entanto, que na Alemanha – e de forma geral na Europa Ocidental, que se distancia cada vez mais do Cristianismo –, mal está sendo compreendida. O motivo disso é visto pelo papa da seguinte maneira:
“No mundo ocidental vivemos hoje uma onda de um novo iluminismo drástico ou laicidade, ou como queiram chamar. Crer tornou-se difícil porque o mundo em que nos encontramos é feito completamente por nós mesmos e Deus, por assim dizer, já não aparece mais diretamente nele. Os homens construíram seu próprio mundo e encontrá-Lo neste mundo tornou-se algo muito difícil.”
Frieza ocidental com relação a Deus
Ao mesmo tempo, o papa constata uma tendência de certa forma contrária: religião, sim; fé, não, obrigado. Pelo menos é assim que Bento 16 percebe a divisa no Ocidente. Como motivo para isso, ele cita a facilidade hoje existente de contatos entre diferentes culturas com fortes características religiosas. Possivelmente o papa refira-se aí a comunidades cristãs nos continentes africano e asiático, assim como ao mundo islâmico:
“Por outro lado, o Ocidente é hoje tocado fortemente por outras culturas onde a base religiosa é muito forte, e elas se horrorizam com a frieza que encontram no Ocidente com respeito a Deus. E esta presença do sagrado em outras culturas toca novamente o mundo ocidental, nos toca a nós, que nos encontramos no cruzamento de tantas culturas. E também do âmago do ser humano no Ocidente e na Alemanha volta a brotar a pergunta por algo maior.”
Experiência da Europa para a América Latina
O futuro da Igreja, no entanto, e nisso os estudiosos concordam, não está na Europa, mas em outros continentes. Bento 16 tenta ver algo de positivo nisso: com isso a Igreja se diversificaria. Segundo o papa, é bom que os temperamentos, os dons próprios da África, da Ásia e, em particular, da América Latina, possam se expressar. A Europa, entretanto, deve continuar repassando sua experiência aos demais continentes. Esta também seria, segundo Bento 16, a opinião dos bispos da Igreja universal:
“Todos os bispos de outros continentes afirmam: continuamos necessitando da Europa, ainda que a Europa seja apenas parte de um todo maior. Desta maneira, é importante que agora não capitulemos e digamos: «Tudo bem, somos apenas uma minoria, vamos tentar ao menos conservar nosso número reduzido’. Temos de conservar vivo o nosso dinamismo e iniciar relações de intercâmbio.”
A Igreja geralmente é vista no Ocidente como admoestadora, uma voz que repreende, que freia. Em questões importantes, como por exemplo decisões éticas, o Ocidente mal se orienta pelos valores cristãos. Neste aspecto, Bento 16 afirma que a Igreja tem que deixar mais claro o que quer. Segundo ele, ela teria de manifestar isso acima de tudo através do diálogo de culturas e de religiões. De forma recíproca, ele pede ao mundo secularizado que não interprete a fé cristã como um obstáculo, mas a veja como uma ponte para o diálogo:
“Não se pode pensar que a cultura puramente racional tenha, graças a sua tolerância, uma aproximação mais fácil das demais religiões. Falta-lhe em grande parte o órgão religioso e, com isso, o ponto ao qual os outros querem se reportar e a partir do qual querem entrar em relação. Por isso devemos e podemos mostrar que, justamente na nova interculturalidade em que vivemos, a pura racionalidade desvinculada de Deus não é suficiente, mas que é necessária uma racionalidade mais ampla, que veja Deus em harmonia com a razão.”
Neste ponto, Bento 16 formulou sua preocupação principal: fé e razão são, sim, conciliáveis entre si. Além disso, a Igreja deve, segundo ele, resistir ao espírito da época de forma produtiva.
Numa era de superpopulação e aids, acima de tudo no continente africano, a Igreja católica sob o comando de João Paulo 2º colheu muitas críticas ao proibir a contracepção. Também o papa Bento 16 foi confrontado com a pergunta sobre se para sua Igreja a moral é mais importante que o indivíduo.
Progresso para ajudar a crescer
O papa vê na educação e na formação a solução para a África – tanto no aspecto da moral sexual como para o problema da pobreza:
“Cada vez estou mais convencido – e isto se cristalizou também no diálogo com os bispos africanos – que a questão fundamental, se quisermos dar uma passo à frente neste sentido, é a educação, a formação. O progresso só será um progresso real se servir ao ser humano e se fizer o ser humano crescer, não só no seu poder técnico, mas também na capacidade moral. Mas se só difundirmos o know-how, se só ensinarmos como se constroem e se usam máquinas e como se usam os métodos de contracepção, então não devemos nos admirar de que ao final temos guerras e epidemias de aids. Nós precisamos de duas dimensões: é necessário ao mesmo tempo formar o coração, se posso me expressar deste modo, para que a pessoa adquira referências e possa aprender a usar corretamente sua técnica.”
É justamente isso que a Igreja católica estaria tentando através de uma grande rede de escolas que mantém na África e em muitos países asiáticos. Lá, segundo o papa alemão, pode-se “adquirir verdadeiro conhecimento, capacidade profissional, e com ela atingir autonomia e liberdade”.
Nestas escolas, também se ensina a importância da reconciliação. Em grande parte da África, as relações entre muçulmanos e cristãos são exemplares e os bispos já formaram comitês com os muçulmanos para interceder pela paz em situações de conflito, disse Bento 16.
A política atual não teve muito espaço na entrevista do Papa a jornalistas alemães. Questionado sobre a situação no Oriente Médio, Bento 16 lembrou que a Santa Sé não dispõe de possibilidades políticas, podendo apenas apelar:
“A guerra é a pior solução para todos. Ele não traz nada para ninguém, nem para os supostos vencedores. Na Europa sabemos muito bem disso, como conseqüência de duas guerras mundiais. Aquilo de que nós todos necessitamos é a paz.”
O fundador da Microsoft, Bill Gates, e sua mulher, Melinda, lançaram ontem durante a abertura da XVI Conferência Internacional da aids um apaixonado pedido em favor da luta contra a doença, que incluiu uma dura crítica à doutrina do Vaticano sobre o uso de preservativos.
Perante milhares de pessoas que lotavam o Centro Rogers de Toronto para assistir à cerimônia de abertura da Conferência, Melinda Gates afirmou que quem “se opõe à distribuição de preservativos” considera isso como algo “mais importante do que salvar vidas”.
Apesar de a esposa de Bill Gates não ter se referido nominalmente ao Vaticano, a Igreja Católica se destacou nos últimos anos por sua negativa em aceitar o uso de preservativos, inclusive para deter a expansão do vírus da aids na África, por considerar que, como qualquer método de contracepção artificial, impede o desenvolvimento de novas vidas.
“Em alguns países que vivem uma estendida epidemia de aids, seus líderes declararam a distribuição de preservativos imoral, ineficaz ou ambos. Alguns argumentaram que os preservativos não protegem contra o vírus HIV, mas de fato ajudam na sua transmissão”, afirmou Melinda Gates.
“Este é um sério obstáculo para acabar com a aids. Na luta contra a aids, os preservativos salvam vidas”, acrescentou a esposa de Bill Gates, sob o olhar atento de seu marido.
Melinda Gates disse também que “algumas pessoas acham que os preservativos estimulam as relações sexuais, portanto querem fazê-los menos disponíveis”.
“Mas reter preservativos não significa que menos gente pratique sexo. Significa que menos pessoas têm sexo seguro e mais pessoas morrem”, acrescentou.
Durante seu discurso, Bill Gates escutou assobios e vaias quando se referiu ao “programa ABC” (sigla em inglês de abstenção, fidelidade e uso de preservativos), afirmando que ele “deveria ser expandido”, porque salvou muitas vidas.
Gates disse que a fidelidade “não protegerá uma mulher cujo companheiro não é fiel” e que o uso de preservativos é uma decisão que deve “depender dos homens”.
Quando o dono da Microsoft afirmou que “não importa onde vive, quem é, ou o que faz, uma mulher nunca deveria necessitar da permissão de seu companheiro para salvar sua própria vida”, grande parte do público ficou de pé para aplaudi-lo.
Anteriormente, o co-presidente da cúpula, o canadense Mark Wainberg, também provocou o aplauso dos presentes ao criticar o conservador Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá.
Harper rejeitou o convite da organização para assistir à cerimônia de abertura da maior conferência mundial sobre a aids.
Wainberg lamentou que o premier não tenha comparecido e assegurou que ele cometeu “um erro que lhe põe no lado errado da história. O papel do primeiro-ministro inclui a responsabilidade de mostrar liderança no cenário mundial”.
Na segunda-feira, começam as jornadas de trabalho da Conferência, que será assistida por cerca de 30 mil pessoas, entre cientistas, especialistas, ativistas e portadores do vírus. A Conferencia acontece até a próxima sexta-feira.
Um grupo de fiéis foi feito refém durante um assalto dentro da Igreja Universal, na avenida Expedito Garcia, em Cariacica, Espírito Santo, na tarde deste domingo.
Várias pessoas estavam dentro igreja quando foram surpreendidas por um casal. Segundo testemunhas, apenas o homem estava armado.
De acordo com o Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes), o casal trancou os reféns dentro de uma sala. Em seguida, os assaltantes pediram os celulares das vítimas e depois roubaram uma quantidade de dinheiro, ainda não calculada, ofertada pelos fiéis durante o culto.
O casal fugiu logo após o assalto. A polícia realizou buscas pela região, mas ninguém foi preso.
Dos 66 congressistas ligados a igrejas evangélicas tradicionais ou neopentecostais, 25 -mais de um terço da bancada- estão envolvidos nas irregularidades, tiveram a cassação de seus mandatos sugerida e responderão a processo por suposto envolvimento na fraude das ambulâncias. O Conselho de Pastores Evangélicos pediu perdão por ‘sanguessugas’.
Entre os 25 envolvidos, que receberam juntos R$ 5,3 mi, Lino Rossi (PP-MT) teria sido o primeiro parlamentar a contatar a máfia, diz Vedoin
Integrantes da bancada evangélica do Congresso receberam 58% do total da propina repassada a parlamentares pela máfia das ambulâncias, aponta o relatório da CPI dos Sanguessugas aprovado anteontem.
Dos 66 congressistas ligados a igrejas evangélicas tradicionais ou neopentecostais, 25 -mais de um terço da bancada- estão envolvidos nas irregularidades e tiveram a cassação de seus mandatos sugerida.
Juntos, receberam ao menos R$ 5,3 milhões dos cerca de R$ 9 milhões que a família Vedoin afirma ter pago como “comissão” pelo direcionamento de emendas. Dos 23 congressistas, 10 são ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, e nove, à Assembléia de Deus.
Nos depoimentos à Justiça Federal e à CPI, Darci e Luiz Vedoin, os donos da Planam, mostram que a bancada dos evangélicos esteve na origem da máfia. Eleito com o apoio da bancada Batista, Lino Rossi (PP-MT) teria sido, segundo eles, o primeiro parlamentar a fazer contato com a Planam.
“Na origem do caso, há dois deputados da base evangélica. É natural que eles chamassem para o esquema aqueles colegas com quem tinham mais contato”, disse Walter Pinheiro (PT-BA), da Igreja Batista. Além de Rossi, Pinheiro se refere a Carlos Rodrigues (sem partido-RJ), que era da Universal.
O petista diz que não há envolvimento da bancada na fraude, mas de pessoas que usaram as igrejas para montar um esquema eleitoral. Foi Lino Rossi quem teria apresentado os Vedoin a boa parte dos que mais tarde viriam a integrar a máfia.
Dos evangélicos, Rossi foi quem mais teria lucrado com a fraude -R$ 3,1 milhões. Segundo a família Vedoin, Carlos Rodrigues também teve participação decisiva na arquitetura da máfia coordenando o grupo de evangélicos e supervisionando o direcionamento de emendas.
Segundo a CPI, depois de Rossi, o evangélico que levou a maior propina foi Nilton Capixaba (PTB-RO). Segundo-secretário da Câmara e ligado à Assembléia de Deus, ele teria recebido ao menos R$ 646 mil.
Também acusado pela CPI, Adelor Vieira (PMDB-SC), hoje coordenador da bancada, diz ver uma perseguição em torno dos evangélicos. Questionado sobre o motivo de tantos deputados da bancada estarem envolvidos, disse que “não tem nenhum juízo a esse respeito”. Segundo a CPI, Vieira teria recebido pelo menos R$ 40 mil.
Além dos 72 congressistas contra os quais foi pedida a cassação, a CPI apura a atuação de 27 ex-deputados e um ex-senador. Seus nomes foram repassados à Folha de São Paulo pela CPI e devem constar do relatório final. Eles não tiveram seus casos citados anteontem porque não estão no exercício do mandato.
Um exemplo é de Gessivaldo Isaías, que, disse Vedoin, teria recebido R$ 20 mil. Luís Eduardo de Oliveira, o Luisinho, também teria recebido R$ 20 mil, em 2002, disse Vedoin.
Deputados alegam falta de provas
Deputados da bancada evangélica citados no relatório da CPI dos Sanguessugas garantem que vão provar a inocência no Conselho de Ética.
Segundo Carlos Nader (PL-RJ), não há prova de seu envolvimento no caso e nenhuma de suas emendas foi executada pela Planam. “A CPI só levou em conta a acusação leviana de um bandido confesso, cheio de contradições.”
Lino Rossi (PP-MT) disse que vai se defender no Conselho e nega envolvimento. “Não nego que sou amigo do Darci [Vedoin, dono da Planam], que ele me ajudou nas campanhas e a comprar aquele carro. Tenho dívidas com ele. Não peço atestado de antecedentes criminais para as pessoas.”
O senador Magno Malta (PL-ES) disse que nunca pediu emenda para ambulância. “O senhor Vedoin e o filho disseram que acertaram com o deputado Lino Rossi de dar um carro para mim, como se minha honra valesse uma Van”.
Cabo Júlio (PMDB-MG) disse ter recebido a notícia com alívio. “Agora posso apresentar defesa ao Conselho de Ética, já que saberei as denúncias contra mim”, disse.
Relação dos deputados Evangélicos que serão levados ao Conselho de Ética:
Da Igreja Universal do Reino de Deus:
Almeida de Jesus (PL-CE)
Edna Macedo (PTB-SP) – desistiu da reeleição
Heleno Silva (PL-SE) – desistiu da reeleição
João Batista (PFL0SP)
João Mendes de Jesus (PSL-RJ) – deve desistir da reeleição
Jorge Pinheiro (PL-DF) – desistiu da reeleição
José Divino (PMDB-RJ)
Marcos Abramo (PFL-SP)
Marcos de Jesus (PL-PE) – deve desistir da reeleição
Paulo José Gouveia (PL-RS)
Reginaldo Germano (PFL-BA)
Vieira Reis (PRB-RJ)
Wanderval Santos (PL-SP) – deve desistir da reeleição
Da Igreja Assembléia de Deus:
Aguinaldo Muniz (PPS-RO)
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Carlos Nader (PL-RJ)
Isaias Silvestre (PSB-MG)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Neuton Lima (PTB-SP) – deve desistir da reeleição
Pastor Amarildo (PSC-TO)
Raimundo Santos (PL-PA).
Da Igreja Internacional da Graça:
Almir Moura (PFL-RJ)
Da Igreja do Evangelho Quadrangular:
Josué Bengtson (PTB-PA) – deve desistir da reeleição
Da Igreja Batista:
Lino Rossi (PP-MT).
Além dos deputados acima, foi acusado, também, o senador evangélico Magno Malta (PL-ES)
A CPI dos Sanguessugas não encontrou provas contra 18 dos 90 parlamentares que foram investigados por suposta participação com a máfia das ambulâncias. Os processos abertos contra esses parlamentares serão arquivados “por falta de provas”, conforme o relatório da comissão divulgado nesta quinta-feira. Dentre os inocentados estão os evangélicos:
Gilberto Nascimento (PMDB-SP)
Jefferson Campos (PTB-SP)
Zelinda Novaes (PFL-BA)
Conselho de Pastores Evangélicos pede perdão por ‘sanguessugas’
O Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru divulgou na sexta-feira manifesto condenando a participação de deputados evangélicos na “máfia das sanguessugas”.
Quase 30 parlamentares evangélicos foram denunciados pela CPI que apurou fraudes na compra de ambulâncias para municípios. Eles recebiam propina para encaminhar emendas ao Orçamento.
Ao todo, 69 deputados e três senadores responderão processo no Conselho de Ética e podem ter os seus mandatos cassados.
No manifesto, o Conselho de Pastores pede perdão ao povo. “O povo, principalmente o mais carente, sofre as conseqüências de tal desvairio. Nos envergonhamos e nos humilhamos pela participação dos evangélicos nesse esquema corrupto”, diz a carta.
O Conselho pede ainda que a população, e os fiéis em especial, busquem se informar dos nomes, partidos políticos, origem e fotos dos implicados no escândalo. “As eleições estão aí. É uma ótima oportunidade para mostrar nosso repúdio através do voto democrático. Gravem quem são e não votem neles.”
‘Nos sentimos atingidos’
O presidente do Conselho de Pastores, Edson Valentim, se diz indignado pelo fato de deputados da bancada evangélica terem participado da máfia das sanguessugas. “Nos sentimos atingidos e indignados, como parte desse mesmo povo, que se sentiu roubado, abusado e vilipendiado”, afirma, em nota conjunta.
Apesar de não ter nenhum deputado da região de Bauru na lista das “sanguessugadas”, o Conselho de Pastores não exime sua culpa em mais esse escândalo de corrupção na política.
“Nos identificamos e assumimos a responsabilidade pelo o que está acontecendo. Se foi o povo evangélico que os escolheu, então fomos nós que o fizemos. Se no Parlamento eles entraram para representar os evangélicos, então eles nos representavam”, fala.
A máfia das sanguessugas desviou dos cofres públicos mais de R$ 100 milhões.
Cartilha ensina a votar
Junto com o manifesto de repúdio aos deputados envolvidos no escândalo das sanguessugas, o Conselho de Pastores lançou também uma cartilha com “orientação para o voto ético e lúcido”.
“Se a gente escolhe o candidato pelo caráter, pelo o que ele já produziu, quanto ele já se envolveu em causas a favor do povo, a chance de errarmos diminui bastante”, explica Edson Valentim.
A cartilha tem 14 tópicos com dicas para o eleitor escolher seu candidato.
Ela pede atenção com as promessas de palanque e programas políticos e repudia a obrigatoriedade do voto em candidatos que contam com apoio de igrejas.
“Ao contrário. O fiel tem que escolher uma pessoa que tenha caráter e projeto para a população. Não há problema ou proibição em votar em alguém que não é evangélico”, diz Edson Valentim.
Fonte: Folha de São Paulo, Bom Dia Bauru, TV Cidade.com e Globo Online
Alguns candidatos optaram por se afastar das atividades de pastor durante o período eleitoral. Outros evitam até mesmo dizer à qual igreja pertencem para não correr o risco de serem punidos pela legislação eleitoral.
Alguns candidatos optaram por se afastar das atividades de pastor durante o período eleitoral. “Eu me afastei porque eu não quero que as pessoas não saibam se quem está ali é o pastor ou o candidato”, afirmou o pastor Edilson Cunha Sena (PSDB), da Igreja Missão de Jesus.
Outros, a exemplo do candidato a deputado estadual Itsuo Takayama (PTB), evitam até mesmo dizer à qual igreja pertencem para não correr o risco de serem punidos pela legislação eleitoral. “Eu não posso falar sobre a minha igreja”, disse. “São diversos segmentos, existem algumas alas que proíbem qualquer manifestação e existem algumas alas que são mais liberais”, acrescentou o candidato.
O pastor Antônio Alves Ferreira (PPS), da Igreja Evangélica Quadrangular, que disputa uma vaga na Assembléia Legislativa, confirma que não pode trabalhar dentro da igreja, porém diz que tem o apoio do segmento. “A nossa convenção, da qual participaram mais de 700 pastores, indicou um candidato, baseado em critérios como estrutura e grau de instrução, e eu fui o indicado”, disse. “E a campanha política nossa é como a de todo político. A proibição veio agora, com a minirreforma”, completou.
O pastor Sena, como é conhecido, que também disputa uma vaga na Assembléia Legislativa, ponderou que cada candidato tem sua forma de fazer política. “Sou candidato, mas não sou candidato dos evangélicos, eu não gosto de trabalhar a política dentro da igreja, por isso me afastei do pastorado”, frisou ao observar que “evangélico” é a sua opção religiosa.
A pastora Gisela Guth de Araújo (PHS) avalia que o maior político foi Jesus Cristo e por isso não há problemas em conciliar igreja e religião. “O problema é que veio essa sujeira toda e ninguém melhor do que os evangélicos e os católicos para mudar isso”, disse ao ponderar, no entanto, que as mudanças não dependem tanto da religião, mas sim do comprometimento dos candidatos.
A Câmara de Vereadores do Rio discute o aumento de 80 para 88 decibéis do limite máximo tolerado para o som de cultos religiosos ouvidos das ruas.
A proposta, que já foi aprovada em primeira discussão, não foi precedida de qualquer estudo técnico. A idéia surgiu para tentar resolver o problema enfrentado pela Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, em Ricardo de Albuquerque, mas se aprovada, a lei flexibilizaria as regras para outras crenças.
Diariamente, o padre Antonio Garcia Alonso liga os alto-faltantes às 6h e às 18h para tocar hinos religiosos. A rotina pode ser quebrada em outros horários para que o padre informe pelo sistema de som sobre falecimentos e o sumiço de animais de estimação, entre outras mensagens A igreja acabou advertida pela prefeitura, que ao medir o som constatou que chegava aos 84 decibéis.
Em 2001, por pressão da bancada evangélica, a Câmara de Vereadores já alterara a chamada Lei do Barulho duas vezes: primeiro para 75 e depois para 80 decibéis. Ao ser feita a segunda alteração, o prefeito Cesar Maia entrou na Justiça, alegando que seria inconstitucional. O processo foi arquivado, pois Cesar acabou desistindo da ação.
A legislação do Rio, no entanto está em desacordo com norma federal. A resolução 1/1990 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) fixa como limites para as igrejas 50 (de dia) e 40 decibéis (à noite).
Médico diz que proposta pode trazer risco à saúde
Segundo o projeto de Lucinha (PSDB), a medida seria válida por períodos de 15 minutos a intervalos de dez horas, o que, para ela, não traria danos à saúde da população.
— A preocupação é manter uma tradição. Não queremos alterar limites permitidos para um baile funk, por exemplo, cujas músicas ficam tocando por horas — disse a vereadora.
O coordenador da Campanha Nacional de Saúde Auditiva da Sociedade Brasileira de Otologia, Oswaldo Laércio, diz que pode não ser bem assim. Segundo ele, os 88 decibéis equivalem a quase o ruído produzido pelo motor de uma motocicleta (90 decibéis).
— A partir de 65 decibéis, qualquer ruído já é estressante. A partir de 90 pode levar à surdez. Entre 80 e 90, idosos ou pessoas que já tenham problemas auditivos podem ser afetadas mesmo em períodos curtos — disse o especialista.
Vereador teme que novas alterações sejam feitas
A proposta divide os vereadores. Fernando Gusmão (PCdoB), da Comissão de Meio Ambiente, diz que se a lei for aprovada pode incentivar novas mudanças para níveis ainda mais elevados no futuro.
— O ideal é que as igrejas façam tratamento acústico e se adaptem aos novos tempos.
Argemiro Pimentel (PMDB), membro da pastoral dos políticos católicos e freqüentador da igreja de Ricardo de Albuquerque, defende a mudança.
— Não há nada de mal em ouvir uma Ave Maria num tom um pouco mais alto, mas que não incomoda ninguém. A população da área gosta — diz.
Em meio à polêmica, o padre Antonio diz que presta um serviço de utilidade pública, que é tradição desde 1947.
— As pessoas precisam acordar cedo para trabalhar. A música que vem da igreja serve de referência para a hora que elas têm que se levantar.
O jornalista chinês Zan Aizong foi detido na cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang, no leste da China, após denunciar a repressão às comunidades cristãs no país, informou neste sábado (12) a organização RSF (Repórteres Sem Fronteiras).
De acordo com o Chinese Pen Centre, uma organização de defesa dos jornalistas no país, Zan publicou em vários sites, no dia 1º de agosto, uma notícia sobre a detenção de 50 evangélicos na província.
Os fiéis tinham protestado contra a destruição de uma igreja em Xiaoshan, perto de Hangzhou.
“Zan teve a coragem de pôr na Internet informações que não poderia publicar em seu jornal, o “Haiyang Bao”, controlado pelo governo”, diz o comunicado da RSF.
“A nova detenção mostra cruelmente que é impossível para um jornalista chinês investigar e escrever sobre temas como a perseguição a minorias religiosas”, acrescentou a organização.
Zan, de 37 anos, foi contatado pelas autoridades chinesas pouco após publicar seu artigo, e dois dias depois escreveu outro na rede, denunciando as pressões da polícia.
Por causa do segundo artigo, agentes da polícia se apresentaram na casa de Zan, efetuando um registro e levando documentos pessoais do jornalista.
Zan voltou a desafiar as autoridades apresentando uma carta de protesto no dia 9 de agosto, e foi detido ontem, sexta-feira, segundo a RSF.
Os evangélicos detidos disseram que foram torturados na cadeia. Além disso, 20 deles ainda não foram liberados.
Em outro comunicado de hoje, a RSF protesta contra o julgamento de outro jornalista que usou a internet para publicar artigos contrários ao Governo, Li Jianping.
“Após 14 meses de investigação, está claro que as autoridades judiciais não têm provas para condenar Li. Expressar seus pontos de vista na internet não é um crime, portanto pedimos sua imediata libertação”, diz a nota.
Li, de 40 anos, participou das manifestações de estudantes a favor da democracia reprimidas pelo Exército em 1989, com centenas de mortos nos arredores da Praça de Praça da Paz Celestial.
Em maio de 2005 a polícia entrou em sua casa para “uma inspeção de segurança na internet” e, após encontrar imagens “indecentes” em seu computador, deteve o jornalista sob suspeita de difamação.
A RSF acusa a China de ser “a maior prisão de jornalistas” e ciberdissidentes. A estimativa é de que mais de 50 repórteres estejam detidos por publicar informações contrárias à linha oficial, em muitos casos através da internet.
Preso na Bahia, o falso pastor acusado de aliciar adolescentes no Recife. Gustavo Moreira dos Santos Neto foi detido nesta sexta-feira na cidade de Cândido Sales, com um menino de 13 anos, desaparecido há um mês, da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Há 11 anos, Gustavo foi acusado de ter raptado um adolescente de Casa Amarela. Em 1999, ele teve mandado de prisão preventivo expedido, mas nunca foi preso. No mês passado, um juiz de Minas Gerais, decretou a prisão temporária do suspeito.
A prisão aconteceu depois que policiais de Minas e da Bahia trocaram informações e detectaram o saque do beneficio de uma suposta tia de Gustavo. A partir daí foi identificado o endereço da casa alugada pelo suspeito.
De acordo com a delegada Vera Lúcia Rego, da Delegacia de Capturas, caso o acusado consiga algum alvará de soltura no município, ele ficar detido no Recife. Vera Lúcia Rego disse ainda que o local onde o falso pastor cumprirá pena será decidido na Justiça e o juiz Nivaldo Mulatinho da Vara da Infância e Juventude está responsável por isso.
A ordem de fechamento da Igreja Internacional da Promessa foi cumprida esta semana por fiscais do Departamento de Controle Urbano da Prefeitura de Santo André.
A direção da igreja tentou impedir que o salão onde eram realizadas consultas espirituais fosse lacrado, ingressando com um pedido de regularização junto à administração municipal na manhã desta quinta, mas o pedido foi indeferido. A igreja foi fechada por falta de alvará de funcionamento.
A igreja funcionou normalmente quinta-feira até as 14h30, horário em que a fiscalização chegou. A equipe de reportagem Diário tentou acompanhar o trabalho dos fiscais, mas foi impedida pelo bispo Carlos Roberto de Miranda e por uma dirigente da igreja, que não se identificou. “Eu já fui perseguida demais por vocês. Não quero mais falar nada”, disse a mulher. Aos gritos, ela mandou os repórteres irem atrás de matérias sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e disse que processaria o jornal.
O lacre da Prefeitura foi colocado numa porta intermediária entre a rua e o salão da igreja. Segundo os fiscais, o bispo Carlos Roberto de Miranda tentou argumentar, pedindo para esperar a presença do advogado da organização antes do fechamento, mas concordou em assinar o auto de fechamento sem qualquer resistência. A operação foi descrita como “tranqüila” pela equipe do Departamento de Controle Urbano. “Fomos bem tratados pelo bispo e pelas outras pessoas”, afirmou o fiscal Sílvio Ramos, responsável pela operação da Prefeitura.
Apesar do fechamento, a igreja pode recorrer da decisão da administração municipal. Caso saia vitoriosa, poderá reabrir as portas no mesmo endereço. Como o fechamento se deu unicamente devido à falta de alvará de funcionamento, não há impedimentos jurídicos para que a Igreja Internacional da Promessa reabra em qualquer outro lugar que não seja o endereço interditado.
A interdição de ontem só impede a igreja de permanecer aberta ao público. Não houve a necessidade de desocupação do prédio e retirada dos móveis usados pela entidade. O processo 1.154/04, que corre na 1ª Vara Criminal de Santo André acusando o bispo Miranda de estelionato, permanece em andamento e sem definições.
Denúncias não param
Expulsa da igreja, a equipe do Diário permaneceu na calçada em frente ao templo esperando o fim dos trabalhos da fiscalização. Nesse período, de cerca de 20 minutos, comerciantes da rua Carlos de Campos se aproximaram para fazer novas acusações contra os componentes da igreja. “Vocês deveriam ter aparecido aqui nas noites de sexta-feira. O pessoal da igreja fica ali (apontando um bar ao lado do centro religioso), e faz piada dizendo que precisam aumentar o valor do dízimo para comprar uísques melhores”, disse uma vizinha. No bar indicado pela comerciante, um lojista confirmou a informação e acrescentou. “Eles fazem os fiéis comprar televisores a prazo para doação e vendem por aí. Contam isso no maior bom humor aqui”, relatou.