MENU

quarta-feira, 4 março 2026

Benjamin Netanyahu promete desmantelar a ameaça existencial do Irã contra Israel e a América em ação militar conjunta inédita

Mais lidas

Netanyahu declara guerra ao regime iraniano e promete libertar o povo do Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a recente operação militar conjunta com os Estados Unidos contra o Irã como uma ação essencial para erradicar a “ameaça existencial” emanada pelo regime de Teerã. A declaração ocorreu logo após o início dos novos ataques, marcando uma escalada significativa na tensão entre as nações.

Em seu pronunciamento, Netanyahu enfatizou que há 47 anos o regime dos aiatolás tem clamado por “morte a Israel” e “morte à América”. O líder israelense relembrou o histórico de violência atribuído ao Irã, que inclui o assassinato de americanos e a repressão interna contra seu próprio povo. Essa visão é compartilhada globalmente, com o Irã frequentemente identificado como o principal patrocinador estatal do terrorismo, utilizando grupos como Hezbollah, Hamas e milícias xiitas para desestabilizar o Oriente Médio e atacar interesses israelenses e norte-americanos.

O primeiro-ministro detalhou os objetivos da ação conjunta, que visam criar as condições para que o povo iraniano assuma o controle de seu destino. “Este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os grupos étnicos do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, declarou Netanyahu.

A desconfiança mútua entre Israel e o Irã possui raízes históricas profundas. Eventos como a tomada da embaixada dos EUA em Teerã em 1979, o atentado ao quartel militar em Beirute em 1983 que resultou na morte de 241 fuzileiros navais americanos, e o bombardeio das Torres Khobar na Arábia Saudita em 1996 são marcos dessa longa hostilidade. Mais recentemente, a tensão aumentou com o assassinato do general Qasem Soleimani em 2020, uma guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025 após os EUA bombardearem instalações nucleares iranianas, e um aumento de 630% nos ataques de grupos apoiados por Teerã contra forças americanas após os atentados de 7 de outubro de 2023 contra civis israelenses.

A preocupação israelense se intensifica diante do programa nuclear iraniano, que alcançou níveis de enriquecimento de urânio próximos a 90%, um patamar suficiente para a fabricação de armas atômicas. Essa capacidade, combinada com a retórica contínua do regime islâmico pela destruição do Estado judeu, alimenta a percepção de ameaça iminente.

Nesse contexto, a operação denominada “Rugido do Leão” é vista por Netanyahu não apenas como uma resposta imediata, mas como um esforço estratégico para desmantelar um regime que oprime sua população e ameaça a paz global, permitindo assim que o povo iraniano aspire a um futuro livre e pacífico.

- Advertisement -spot_img

Mais notícias

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias