Missionários utilizam centros de aprendizado como estratégia para compartilhar o Evangelho com famílias muçulmanas no Sul da Ásia
Em comunidades de baixa renda no Sul da Ásia, missionários encontraram no reforço escolar uma via para apresentar o Evangelho a famílias muçulmanas. A iniciativa, administrada pelo International Mission Board (IMB), opera em centros de aprendizagem de baixo custo que funcionam como uma porta discreta para o evangelismo.
A estratégia evangelística é desenvolvida durante as visitas aos pais, onde o desempenho dos alunos é comunicado. Essa aproximação permite que os missionários construam amizade e confiança, criando espaço para conversas mais profundas sobre Jesus. Crawford Kaiser, missionário do IMB, destaca que centros de reforço escolar são comuns na região.
Um exemplo dessa abordagem é a relação estabelecida com Abbas e Aisha, um casal muçulmano cujos seis filhos frequentam o centro. Os professores cristãos Sam e Rita, ambos de origem hindu, auxiliaram a família a lidar com questões pessoais, como o temperamento de Abbas, influenciado pelo consumo de álcool. A partir dessa conexão, Sam e Rita passaram a compartilhar regularmente as Escrituras com o casal.
O material utilizado nos estudos consiste em histórias bíblicas em áudio, abrangendo desde a criação até o retorno de Cristo. “Cada episódio termina com duas perguntas: ‘Pelo que podemos agradecer a Deus?’ e ‘Como isso nos leva a amar e adorar a Deus ainda mais?’”, explicou Kaiser.
“Estou muito feliz por ter parceiros que avaliam os riscos e permanecem a longo prazo”, acrescentou Kaiser.
As narrativas bíblicas simples têm despertado a curiosidade das crianças, que começam a perguntar sobre Jesus, e levado os adultos a refletir sobre a ideia de que a salvação advém de um relacionamento pessoal com Deus, e não de rituais. A mudança na família de Abbas, que passou um período sem beber, chamou a atenção da mãe de Aisha, levando-a a manifestar interesse nos estudos bíblicos.
Kaiser considera o centro de reforço escolar uma ferramenta eficaz para alcançar indivíduos que dificilmente teriam contato com o Evangelho. Contudo, um dos maiores desafios apontados é a falta de envolvimento de algumas igrejas na evangelização. Ele expressa o desejo de que o centro seja mais do que um espaço educacional, mas sim “um canal para o Evangelho”, alcançando mais famílias e levando pessoas a se renderem a Jesus.
