Terroristas das ADF atacam vila cristã no Congo, matando 25 e espalhando o pânico
Um ataque sangrento perpetrado por terroristas das Forças Democráticas Aliadas (ADF) resultou na morte de pelo menos 25 pessoas em uma comunidade cristã na República Democrática do Congo. O brutal incidente ocorreu na madrugada de domingo (25) na vila de Apakolu, localizada no território de Irumu, enquanto os moradores descansavam em suas casas.
Relatos de sobreviventes descrevem uma invasão violenta, com os extremistas agindo de casa em casa. Os atacantes, segundo testemunhas, executaram civis sem piedade e incendiaram residências, mergulhando a vila em um cenário de terror e desespero. A ação chocou a comunidade e gerou alerta internacional.
As autoridades locais e organizações humanitárias temem que o número de vítimas possa ser ainda maior, pois há relatos de pessoas desaparecidas após o ataque. O medo agora se espalha por comunidades cristãs vizinhas, que vivem sob a constante ameaça de novos atentados e buscam proteção.
O horror da noite e a fuga desesperada
Uma mãe, que conseguiu escapar com seus quatro filhos ao se esconder em uma plantação próxima, compartilhou os momentos de puro terror vividos durante a invasão. Ela relatou os batimentos na porta, os gritos e a ameaça de que a casa seria incendiada caso não abrissem.
“Eles iam de porta em porta, executando civis sem piedade e incendiando casas”, disse um agricultor ao International Christian Concern (ICC). A mãe descreveu o pânico ao ouvir os tiros, temendo pela própria vida e a de seus filhos. Ao amanhecer, a triste realidade se apresentou com a visão dos corpos de vizinhos espalhados.
De acordo com o ativista local Christophe Munyanderu, 18 moradores foram encontrados mortos dentro de uma residência onde teriam sido trancados, enquanto outros sete foram abatidos ao tentar fugir pela estrada. A vila de Apakolu foi drasticamente afetada por esta violência.
Líderes religiosos condenam o ataque e clamam por fim à violência
Líderes religiosos locais condenaram veementemente o ataque, classificando-o como um “crime contra a humanidade” e uma “mancha na consciência da nação”. Durante um encontro de oração realizado após o massacre, um padre lamentou a escalada da violência contra cristãos na região.
“Cristãos estão morrendo enquanto dormem, em suas casas, onde deveriam se sentir seguros. Este sangue clama a Deus. Até quando os inocentes sofrerão enquanto o mundo assiste em silêncio?”, declarou o religioso, evidenciando a vulnerabilidade da população cristã.
Um pastor de uma igreja vizinha também se pronunciou, destacando que as vítimas eram pessoas comuns, como agricultores, mães e crianças, desarmadas e sem proteção. Ele expressou a dor da comunidade e alertou para a necessidade de ação urgente para proteger os civis, temendo que outros vilarejos sejam os próximos alvos.
Medo e busca por justiça no Leste do Congo
Enquanto a comunidade cristã local lida com o luto e o sepultamento de seus mortos, o trauma e o medo se intensificam na região. Sobreviventes e familiares das vítimas clamam por proteção, justiça e o fim da violência recorrente que atinge as vilas cristãs no leste do país.
A República Democrática do Congo figura na 29ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas. Este ranking monitora países onde cristãos enfrentam os mais altos níveis de perseguição devido à sua fé, refletindo a dura realidade enfrentada por comunidades como a de Apakolu.
