Pesquisa inédita revela que mais da metade da população brasileira considera o aborto e o uso de maconha como imorais
Um levantamento realizado pela Real Time Big Data com 3.000 brasileiros em todo o país indicou que a maioria da população classifica o aborto e o uso de maconha como comportamentos imorais. Os dados, coletados entre 30 de março e 1º de abril de 2026, mostram uma forte aversão a essas práticas em diferentes faixas etárias e gêneros.
A interrupção da gravidez é considerada imoral por 63% dos entrevistados, enquanto 26% não veem problema na prática. A pesquisa apontou que a rejeição ao aborto é significativamente maior entre os mais velhos, alcançando 87% na faixa de pessoas com 60 anos ou mais. Em contrapartida, o índice de reprovação é menor entre os jovens de 16 a 34 anos, com 40% considerando a prática imoral.
No que diz respeito ao uso de maconha, 55% dos brasileiros classificam a ação como imoral e 35% como não imoral. A resistência à droga é mais acentuada entre as mulheres, com 60% delas considerando imoral, comparado a 49% dos homens. Assim como no caso do aborto, o grupo com mais de 60 anos apresentou a maior rejeição, atingindo 82%.
Anticoncepcionais e divórcio bem aceitos pela maioria
Em contraste com o aborto e a maconha, o uso de contraceptivos é amplamente aceito, com 81% dos brasileiros afirmando que não é imoral. A aprovação é ainda maior entre os jovens (90%) e aqueles com rendimento superior a cinco salários mínimos (88%). O divórcio também é visto positivamente, com 81% considerando a prática não imoral e apenas 9% a classificando como errada, sendo os jovens os mais adeptos, com 91% de aprovação.
Corrupção e pena de morte em debate moral
A corrupção é vista como imoral por 56% dos entrevistados, enquanto 27% não veem problema na prática. A pena de morte, por outro lado, tem sua aceitação demonstrada em 74% das respostas, que a consideram não imoral, contra 19% que a veem como errada. Homens demonstraram maior apoio à pena de morte (80%) do que mulheres (68%). A pesquisa, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, também investigou a percepção sobre ser rico, onde 77% não consideram imoral e 12% afirmam que sim.
