Mãe iraniana relata encontro com Jesus e paz após perda trágica em protestos
Uma mãe iraniana, que vivenciou a perda de sua filha de 16 anos durante manifestações contra o regime no Irã, compartilhou ter encontrado consolo e paz após entregar sua vida a Jesus Cristo. A declaração foi feita em entrevista recente à CBN News, onde ela detalhou o processo de fé em meio à dor.
O incidente ocorreu em 19 de janeiro, em Karaj, quando forças de segurança abriram fogo contra manifestantes. A jovem Sevda foi atingida e faleceu no local. Sua mãe, Sameera, relatou a coragem da filha até o último momento, descrevendo-a como alguém que lutou, cantou e gritou bravamente. “Atiraram nela no coração. A bala a atingiu e ela morreu instantaneamente”, contou Sameera.
A família já possuía um histórico de envolvimento em protestos contra o governo iraniano. Semanas após a morte de Sevda, Sameera deixou o Irã e se mudou para o norte do Iraque. Foi nesse período de luto intenso que ela afirma ter tido um encontro transformador com Jesus.
“Desde que encontrei Cristo, muitas coisas boas aconteceram na minha vida. Sinto uma paz especial e confiei a minha vida e meu destino a Ele.”
Sameera explicou que, embora não fosse uma muçulmana praticante na infância e tivesse curiosidade sobre Jesus, a experiência a impactou profundamente. Após o encontro espiritual, ela foi batizada em uma igreja doméstica no norte do Iraque.
Apesar da dor, a mãe destaca que sente uma paz profunda por causa de Cristo. Ela também enfatizou a importância de não esquecer a morte da filha e ressaltou as palavras de Sevda, que incentivava a mãe a participar dos protestos e desejava liberdade para o povo iraniano.
A mãe descreveu a República Islâmica como um “câncer” que precisa ser destruído, lamentando a perda de tantos jovens que continuam sendo executados. Relatos do portal Iran International indicam que mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime iraniano durante os protestos, em um período considerado o “massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua” em dois dias na história, segundo a publicação.
A repressão violenta teria sido executada principalmente pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia Basij, com apoio de combatentes de outros países.
