Delegação da Federação Luterana Mundial (FLM), integrada por 40 pessoas, participa do 7. Fórum Social Mundial (FSM), reunido em Nairobi, Quênia, de 20 a 25 de janeiro, acompanhando discussões sobre direitos humanos, repatriação de refugiados, globalização econômica, questão da água, pobreza, HIV-Aids e direitos da mulher.
“A pergunta por uma justiça social e a aplicação de recursos nacionais para o desenvolvimento e formação em lugar de promover a guerra é algo muito importante para mim, pessoalmente, pois venho de um país destruído pela guerra”, declarou o bispo Sumoward E. Harris, da Igreja Luterana na Libéria, em entrevista para o Serviço de Imprensa da FLM.
Para o assistente do secretário-geral da FLM em questões internacionais, Peter N. Prove, o melhor do Fórum é que ele oportuniza intercâmbio entre pessoas que trabalham em condições semelhantes e onde podem ser feitos novos contatos com pessoas responsáveis de fora da família luterana, “pessoas que podem nos apoiar no trabalho”. Prove definiu o Fórum como “um gigantesco mercado de redes de cidadania”.
O diretor substituto da Divisão para o Engajamento Social da Igreja Evangélica Luterana Unida na Índia, Kishore Kumar Dag, explicitou que sua igreja quer edificar redes com grupos que se engajam pelo direito dos povos indígenas à terra, pelo diálogo inter-religioso e se ocupem da crise da água. “Muitas indústrias multinacionais participam desse negócio com a água, transformando-a uma mercadoria cobiçada. Assim, as pessoas comuns perdem o acesso á água”, disse.
Pela primeira vez o Fórum Social Mundial reúne-se em terras africanas. Participam do encontro em Nairobi mais de 50 mil pessoas, segundo os organizadores do evento. O programa do Fórum abrange 1.300 ofertas de palestras, debates, seminários, sob a responsabilidade de 1.450 organizações.
Fonte: ALC


