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segunda-feira, 16 fevereiro 2026

Igrejas se opõem a novo envio de soldados ao Iraque

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Igrejas salvadorenhas reagiram ao envio de oito contingentes de soldados salvadorenhos do Batalhão Atlacatl ao Iraque, anunciado pelo presidente da República, Elías Antonio Saca, na semana passada.

Para as igrejas, o envio de tropas é desnecessário e imprudente.

Para o bispo luterano Medardo Gómez, do Conselho Nacional de Igrejas (CNI), a decisão do presidente de enviar mais tropas ao Iraque, quando inclusive nos Estados Unidos existe uma forte oposição à guerra, é totalmente sem sentido. “Não é justo que nossos soldados sirvam de isca num conflito que não temos nada o que fazer”, sublinhou.

Gómez lembrou que as igrejas já foram ao Congresso Nacional para tentar deter essa obsessão do governo. “Não entendemos se essa medida é um capricho pessoal, uma linha de obediência cega em relação aos Estados Unidos ou uma forma de opor-se ao clamor do povo”, declarou.

Para o CNI, o governo deveria, em vez de enviar tropas, pedir perdão ao mundo por ter contribuído para a morte de tantas pessoas inocentes no Iraque, e pela morte de soldados salvadorenhos, que deixaram famílias inteiras no desamparo e na pobreza.

Desde o início dos conflitos no Iraque cinco soldados salvadorenhos foram mortos e centenas ficaram feridos. Apesar da campanha contra a guerra, o governo mantém a decisão de enviar mais soldados.

Em contraste à contribuição salvadorenho para as tropas de ocupação do Iraque, os Estados Unidos quase duplicaram o número de deportações de salvadorenhos migrantes no ano passado, quando a política migratória do governo de Bush tornou-se ainda mais rigorosa.

Fonte: ALC

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