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quinta-feira, 19 março 2026

Holanda em alerta antissemita após explosão em sinagoga e ataque a escola judaica

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Ataques a sinagoga e escola judaica na Holanda geram preocupação com crescimento do antissemitismo

Um incêndio em uma sinagoga em Roterdã na madrugada de sexta-feira (13) e um ataque a uma escola judaica em Amsterdã no dia seguinte acenderam um forte alerta sobre o aumento da violência antissemita na Europa. Os incidentes levaram as autoridades holandesas a reforçar a segurança em instituições judaicas e a iniciar investigações para identificar os responsáveis.

A polícia local controlou rapidamente o fogo que atingiu a sinagoga em Roterdã, ocorrido por volta das 3h40. Embora não tenha havido feridos, o episódio levou à prisão de quatro jovens, entre 17 e 19 anos, suspeitos de envolvimento. Eles foram abordados dirigindo de maneira considerada incomum perto de outra sinagoga na região. As autoridades investigam se o plano envolvia a detonação de um explosivo ou um novo incêndio.

O ministro da Justiça da Holanda, David van Weel, manifestou em sua conta no X que o país não tolerará antissemitismo, intimidação ou violência, assegurando a segurança das sinagogas. A prefeita de Roterdã, Carola Schouten, expressou que os ataques causaram “muita ansiedade entre os concidadãos judeus”, reiterando que não há espaço para ódio contra comunidades religiosas.

“O dano emocional que nossa comunidade sente é maior e mais duradouro. Podemos consertar isso (a porta), mas não o resto”, afirmou Chris den Hoedt, presidente da sinagoga, à emissora pública holandesa NOS, referindo-se aos danos materiais causados pela explosão.

No dia seguinte, uma explosão danificou uma escola judaica em Amsterdã. O prefeito da cidade classificou o ato como um “ataque deliberado contra a comunidade judaica”. Imagens de câmeras de segurança registraram uma pessoa colocando o artefato explosivo no local. Felizmente, não houve feridos.

Segundo o professor André Lajst, presidente-executivo da organização StandWithUs Brasil, os episódios se inserem em uma “preocupante onda de violência contra comunidades judaicas na Europa”, com outros incidentes registrados na Bélgica e Noruega. Ele destacou que, em um curto período, três sinagogas na Europa e uma nos EUA foram atacadas, sugerindo uma possível ação coordenada.

André Lajst ressaltou que a violência contra locais de culto e comunidades judaicas em diversas partes do mundo “não é ‘crítica a Israel’. É antissemitismo”. Ele alertou que os ataques ocorreram durante o Shabat, dia sagrado para o judaísmo, e concluiu: “Neste Shabat, mais do que nunca, lembramos que nenhuma comunidade deveria precisar se reunir atrás de portas reforçadas e escolta policial para se sentir segura”.

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