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segunda-feira, 2 fevereiro 2026

Guarda Revolucionária do Irã é designada terrorista pela UE, e cristãos convertidos sofrem prisões, interrogatórios e fechamento de igrejas no país

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União Europeia lista a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista, com impacto político e econômico, e há relatos de perseguição sistemática a cristãos no Irã

Em uma decisão histórica, ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram em incluir a Força Quds e a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas do bloco.

A medida tem efeito de criminalizar atividades do grupo no continente e mira tanto sua influência política quanto sua presença econômica.

Ao mesmo tempo, relatos de organizações e agências apontam para ação repressora intensa contra cristãos, especialmente convertidos do islamismo, no Irã, com prisões arbitrárias e fechamento de igrejas domésticas, conforme informação divulgada pela União Europeia, pela Press TV e pela Portas Abertas.

Reação política e citações das autoridades

Autoridades europeias e aliados repercutiram a decisão com declarações duras contra o regime iraniano. A chanceler da política externa europeia, Kaja Kallas, afirmou que “qualquer regime que mata milhares de seu próprio povo caminha rumo ao seu próprio fim”.

Em tradução de trechos de sua publicação, Kallas disse que as forças de segurança iranianas são responsáveis por massacres, e que novas sanções seriam impostas aos responsáveis pela repressão violenta aos protestos que matou milhares, e que esperava uma decisão política dos ministros das Relações Exteriores da UE.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, chamou a medida de “importante e histórica” e afirmou, entre outras declarações, que “Designar a Guarda Revolucionária Islâmica como uma organização terrorista irá frustrar e criminalizar suas atividades na Europa”.

Sa’ar prosseguiu que “Isso representará um duro golpe econômico para uma organização que controla uma vasta parcela da economia do regime iraniano” e que “Isso envia uma mensagem importante aos bravos homens e mulheres do Irã que lutam por sua liberdade”.

Posição da França e contexto diplomático

A França anunciou que apoiaria a inclusão após hesitação inicial. O ministro francês Jean-Noël Barrot declarou que “A repressão insuportável da revolta pacífica do povo iraniano não pode ficar sem resposta. A extraordinária coragem que demonstraram diante da violência cega desencadeada contra eles não pode ser em vão”.

A decisão do bloco chega em um momento de forte tensão, com apelos para responsabilizar autoridades iranianas por violações de direitos humanos, e com a perspectiva de sanções e medidas destinadas a reduzir a atuação da Guarda Revolucionária do Irã na Europa.

Movimentos militares e risco geopolítico

Além da dimensão política, há sinais de ação militar. As forcas navais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) “realizarão exercícios com munição real no Estreito de Ormuz nos dias 1 e 2 de fevereiro”, informou a Press TV.

O Estreito de Ormuz é rota vital para exportação de petróleo, conectando principais produtores do Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, o que aumenta a atenção internacional sobre qualquer movimento da IRGC na região.

Perseguição a cristãos, dados e relatos

A atuação da IRGC e suas divisões não se limita ao poder militar, ela também integra mecanismos de vigilância e repressão interna, especialmente contra minorias religiosas.

Relatos apontam prisões arbitrárias, acusações genéricas de “ameaça à segurança nacional”, interrogatórios coercitivos e fechamento sistemático de igrejas domésticas, práticas denunciadas por organizações de direitos humanos.

Segundo o relatório mais recente da Portas Abertas, “o Irã figura entre as nações com perseguição muito alta a cristãos”.

Além disso, “Portas Abertas estima que o Irã tem uma população cristã de cerca de 800 mil pessoas, incluindo cristãos de origem muçulmana que enfrentam pressão constante do Estado e de setores da sociedade”.

O que muda na prática para os cristãos e para a atuação da Guarda Revolucionária

Na Europa, a designação busca bloquear atividades financeiras e logísticas da Guarda Revolucionária do Irã, e pode dificultar operações de empresas e redes ligadas ao grupo no continente.

No Irã, no entanto, a repressão interna permanece um desafio, e especialistas e organizações de defesa de direitos humanos dizem que a mudança de rótulo na UE não elimina a vigilância e as ações das forças de segurança contra cristãos convertidos.

Analistas afirmam que a pressão internacional aumenta o isolamento diplomático do regime, mas que a proteção imediata a minorias depende de medidas de longo prazo e de monitoramento contínuo por órgãos internacionais.

Em resumo, a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas da UE combina sanções e simbolismo político, enquanto organizações e vítimas seguem documentando violações e perseguindo garantias de proteção para cristãos e outras minorias no país.

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