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sexta-feira, 6 março 2026

Evangelista Franklin Graham elogia Trump por “fim do império do mal” iraniano e clama por liberdade ao povo oprimido

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Evangelista Franklin Graham expressa apoio a Donald Trump pela ofensiva militar contra o regime iraniano, vendo como chance de liberdade para o povo

O evangelista Franklin Graham, líder da organização humanitária Samaritan’s Purse, manifestou publicamente seu apoio à ação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em uma publicação na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, Graham dirigiu agradecimentos ao ex-presidente Donald Trump pela iniciativa.

Graham classificou a ofensiva como uma oportunidade para que o povo iraniano alcance a liberdade e um enfrentamento necessário contra o que ele denominou de “império do mal”. A declaração ecoa uma visão teológica presente em setores evangélicos, que interpretam desdobramentos políticos como instrumentos de justiça divina contra nações opressoras.

Obrigado, presidente @realDonaldTrump, por dar ao povo iraniano uma chance de ser livre. Ore por ele e por todos os nossos militares que estão arriscando suas vidas para proteger a América e trazer liberdade ao povo iraniano. Este regime vem matando americanos há anos, e não tivemos um presidente com coragem para enfrentá-los. Obrigado, Sr. Presidente, por se levantar para acabar com este império do mal”, declarou Graham.

O evangelista também fez um contraste entre a gestão de Trump e administrações anteriores, ressaltando a coragem que, segundo ele, o ex-presidente demonstrou ao confrontar um regime que tem sido associado ao assassinato de americanos por um longo período.

A caracterização do Irã como um “império do mal” remete a concepções utilizadas durante a Guerra Fria, adaptadas agora à teocracia xiita. Para a comunidade judaico-cristã, essa descrição ganha força devido à ameaça existencial que o Irã representa a Israel, através do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah, e ao seu programa nuclear. Além disso, o país é conhecido pela perseguição sistemática aos cristãos.

Dados da organização Portas Abertas indicam que o Irã figura entre os dez piores países perseguidores de cristãos no mundo. A conversão ao cristianismo é ilegal e pode ser punida com a morte, forçando os fiéis a se reunirem em igrejas domésticas, sob constante risco de prisão e execução.

Graham também expressou em sua oração o desejo de que os militares americanos tragam liberdade ao povo iraniano. O regime sob o aiatolá Ali Khamenei é marcado por décadas de repressão violenta, execuções em massa e violações de direitos humanos. Manifestações recentes, como as de janeiro de 2026, foram brutalmente reprimidas, com estimativas de milhares de mortos em um curto período, segundo investigações do canal Iran International.

A organização Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa global, situa o Irã entre os dez piores países para cristãos. A prática da conversão ao islamismo é ilegal, podendo levar à pena de morte. Cristãos são obrigados a se reunir em igrejas clandestinas, vivendo sob a constante ameaça de prisão e execução.

A perspectiva de um desmantelamento do regime iraniano, para a comunidade judaico-cristã global, vai além da neutralização de uma ameaça geopolítica. Representa também a esperança de liberdade religiosa para os cristãos perseguidos e maior segurança para Israel contra o antissemitismo estatal.

No entanto, especialistas alertam que a estrutura de poder interna do Irã, conhecida como Bayt, ou Escritório do Líder Supremo, pode persistir mesmo após a liderança atual, funcionando como um “Estado dentro do Estado”. Kasra Aarabi, do United Against Nuclear Iran (UANI), defende a necessidade de uma estratégia ampla para desmantelar o regime, que vá além do líder e atinja todo o aparato institucional.

Enquanto a comunidade internacional observa os desdobramentos, o príncipe Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, tem apelado à calma e à preparação do povo iraniano. Ele enfatiza a importância de manter o foco no objetivo final de retomar o controle do país. A situação levanta questionamentos sobre se os recentes bombardeios abrirão caminho para uma transição democrática ou aprofundarão o caos e o sofrimento da população civil.

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