Famílias cristãs sofrem agressão brutal na Índia após terem direitos negados por autoridades locais
Em 10 de março, 28 famílias cristãs na vila de Millampalli, distrito de Sukma, em Chhattisgarh, Índia, foram violentamente agredidas. A agressão ocorreu após meses de privação de rações alimentícias, um direito garantido pelo sistema público de distribuição de alimentos do país, negado unicamente em razão de sua fé.
Desde novembro de 2025, o chefe do conselho da vila e o vendedor de rações de Millampalli cessaram o fornecimento de alimentos subsidiados para as famílias. Essa negação não apresentou justificativa legal, sendo atribuída por organizações de direitos humanos a uma forma comum de perseguição por nacionalistas hindus na região.
Diante da impossibilidade de obter os alimentos em sua própria localidade, as famílias tentaram buscar suprimentos em outras áreas. Em busca de justiça, apresentaram uma queixa conjunta ao coletor distrital no início de março. Em resposta, um inspetor de alimentos foi enviado para investigar o caso.
Contudo, o inspetor de alimentos teria, em vez de oferecer auxílio, instigado moradores de Millampalli a hostilizar as famílias cristãs com linguagem depreciativa. Inspirados por essa atitude, os moradores locais atacaram os cristãos, ferindo homens e mulheres com varas de madeira. Vídeos e fotos do incidente circularam nas redes sociais.
Após o ocorrido, as famílias apresentaram novas queixas formais ao coletor distrital e às autoridades policiais. Relataram que o inspetor de alimentos, durante sua visita em 10 de março, teria tratado mal os queixosos, encorajado a pressão para que abandonassem o cristianismo e contribuído para a desordem pública.
As vítimas alegam que o inspetor proferiu ameaças, como: “Se você seguir Jesus Cristo, será preso por oito anos e não receberá sua ração a menos que abandone o cristianismo”.
As famílias afirmam ter direito à assistência governamental, conforme garantido pela Constituição Indiana, e exigem ação legal contra os agressores e a restauração imediata das rações. A queixa nomeia seis indivíduos envolvidos na agressão e o inspetor de alimentos por má conduta.
