Evangelista relata vandalismo e perseguição religiosa após compartilhar renúncia à homossexualidade em Bragança Paulista
O evangelista Lukas Lima, que afirma ter deixado a homossexualidade após uma experiência religiosa em 2022, encontrou seu carro vandalizado na última quinta-feira (26), em Bragança Paulista, São Paulo. O veículo foi pichado com mensagens como “Deus é gay” e “Não existe ex-gay”. Ele classificou o ato como intolerância religiosa e perseguição.
Minutos após descobrir o dano, Lukas gravou um desabafo visivelmente abalado nas redes sociais. “Cheguei agora e estava assim. Estou esgotado. Desde que entreguei minha vida a Cristo, não tive um dia sequer de tranquilidade”, disse.
Para o evangelista, a ação extrapolou o vandalismo comum. “Não se trata apenas de tinta ou intimidação. Querem me constranger, calar minha voz. Isso é perseguição religiosa”, declarou em suas plataformas digitais, onde compartilha sua trajetória de fé e comanda a missão “Avivah Bragança”.
Lukas ressaltou que seu ministério não promove discursos de ódio. “Quem acompanha meu perfil sabe que não ataco ninguém. Só conto o que Cristo fez em mim. Mesmo assim, alguém decidiu que minha fé precisava ser atacada”, afirmou.
“Discordar não pode significar destruir”, ponderou o evangelista, contextualizando o ocorrido dentro do debate sobre liberdade de crença.
Ele contextualizou o episódio em um debate mais amplo sobre liberdade de crença e a possibilidade de abandono da homossexualidade. “Isso não é sobre um carro. É sobre o direito de existir crendo em algo, sobre aprendermos a conviver mesmo discordando. Discordar não pode significar destruir”, ponderou.
A trajetória de Lukas Lima é marcada por traumas, incluindo abusos sexuais na infância, problemas com drogas desde os 11 anos, envolvimento com prostituição e agravamento de problemas de saúde mental que levaram à automutilação. Sua mãe, Vanessa Lima, manteve a esperança e oração por sua transformação.
Em 2022, Lukas relata ter tido um encontro com Jesus, o que o levou à conversão e ao batismo. “Deus me libertou de mim mesmo e me chamou para uma vida de renúncia. Eu era o improvável, mas Ele me chamou de filho”, testemunhou anteriormente.
Apesar do ataque, Lukas Lima assegurou que sua fé permanecerá inabalável. “Minha fé não nasceu ontem. Ela sobreviveu a conflitos internos, dores, processos e renúncias. Não será tinta em lataria que vai apagá-la”, garantiu.
Ele finalizou reafirmando seu compromisso com sua crença e ministério. “Vou continuar crendo, pregando e amando, inclusive quem pensa diferente. Ninguém apaga aquilo que Deus escreveu na minha história.”


