Pesquisa Ipsos-Ipec revela que 64% dos evangélicos desaprovam gestão federal; índice é o maior entre segmentos religiosos
Um levantamento divulgado em 10 de março pelo instituto Ipsos-Ipec indica que 64% dos brasileiros evangélicos desaprovam a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este percentual representa o maior índice de rejeição identificado pela pesquisa entre os principais grupos religiosos consultados.
Os dados da pesquisa Ipsos-Ipec mostram que, entre os entrevistados que se declaram evangélicos, 30% manifestaram aprovação ao governo. Outros 6% optaram por não responder ou não souberam opinar. A pesquisa reforça a percepção de um distanciamento entre o governo federal e um segmento religioso com crescente influência demográfica e política.
Em comparação com outros grupos religiosos, o cenário entre os católicos apresenta maior equilíbrio. Aproximadamente 49% dos católicos desaprovam a gestão federal, enquanto 45% a aprovam. Essa diferença de quatro pontos percentuais contrasta significativamente com os 34 pontos de divergência observados entre os evangélicos.
Considerando a população brasileira como um todo, a desaprovação à administração federal atinge 51% dos entrevistados, frente a 43% de aprovação. Cerca de 6% do total de participantes não souberam ou preferiram não se manifestar sobre o tema.
Quanto à avaliação geral da gestão federal, 33% dos brasileiros classificaram o governo como ótimo ou bom. Outros 29% consideraram a administração como regular, e 40% a avaliaram como ruim ou péssima, mantendo a percepção negativa como majoritária na opinião pública.
A pesquisa Ipsos-Ipec entrevistou 2 mil pessoas em 131 municípios do Brasil entre os dias 5 e 9 de março, com entrevistas realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%.
Os resultados destacam a importância do segmento evangélico no contexto político-eleitoral brasileiro, indicando que a articulação com esse grupo segue como um dos principais desafios para o atual governo.
