EUA propõem acordo de 15 pontos ao Irã em meio a escalada de conflitos no Oriente Médio

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EUA apresentam proposta de 15 pontos ao Irã e Israel amplia zona de segurança no Líbano em meio a conflitos intensificados no Oriente Médio

Relatos indicam que os Estados Unidos entregaram uma proposta de 15 pontos ao Irã, focada em seu programa nuclear, mísseis balísticos e controle do Estreito de Ormuz. A iniciativa americana ocorre em um momento de escalada de tensões e combates na região, com Israel anunciando a manutenção de uma zona de segurança no sul do Líbano contra o Hezbollah.

Segundo o The Times of Israel, o presidente americano Donald Trump expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo com o Irã. Ele mencionou que o país asiático ofereceu um “presente” valioso, relacionado ao fluxo de petróleo e ao Estreito de Ormuz, o que interpretou como um sinal positivo para o andamento das negociações.

A proposta americana busca abordar questões cruciais para a segurança regional e global. Em contrapartida, o Irã teria solicitado o fechamento imediato de bases americanas no Golfo Pérsico, o fim dos ataques israelenses, a remoção de sanções e compensações por danos de guerra. Essas demandas foram classificadas como “ridículas” por um oficial americano.

O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as negociações estão ocorrendo em paralelo com ações militares. “Nós negociamos com bombas. Estamos mantendo nossa mão no acelerador o mais longo e duro que for necessário para garantir que os interesses dos EUA sejam alcançados no campo de batalha”, declarou Hegseth, conforme relatos.

Enquanto a diplomacia tenta avançar, a violência persiste. Um foguete do Hezbollah atingiu a região da Galileia, resultando na morte de uma mulher israelense. Em resposta, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que as Forças de Defesa Israelenses manterão uma zona de segurança no sul do Líbano até que a ameaça do Hezbollah seja neutralizada.

A guerra também se expandiu para o norte do Iraque, com o Pentágono mobilizando cerca de 3.000 tropas adicionais da 82ª Divisão Aerotransportada. Seis mísseis balísticos iranianos atingiram posições curdas no Curdistão iraquiano, matando seis combatentes e ferindo mais de 30, em um ataque que os EUA consideraram “ultrajante”.

O presidente Trump também comentou sobre a situação interna no Irã, sugerindo que as mudanças na liderança do país já representam uma forma de “mudança de regime”. Contudo, enquanto a administração americana pressiona por um acordo, líderes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos estariam, segundo relatos, pressionando privadamente por uma continuidade da guerra até que o Irã deixe de ser uma ameaça.

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