Especialista aponta Doutrina Trump como estratégia chave para conter plano chinês de expansão global e apoio ao programa nuclear do Irã
O especialista em China, Gordon Chang, autor de “Plan Red: China’s Project to Destroy America”, argumenta que a chamada Doutrina Trump está ativamente trabalhando para minar o projeto chinês de dominação mundial. Chang aponta que as ações dos Estados Unidos, incluindo a recente intervenção militar no Irã, têm um impacto que se estende até a China, principal parceira comercial e fornecedora de petróleo para o país asiático.
Chang explica que a influência chinesa no programa nuclear iraniano é mais profunda do que se imagina. Segundo ele, o Irã obteve centrífugas nucleares através de uma rede de mercado negro no Paquistão, que operava com tecnologia e conhecimento chinês. “Você pode dizer que o programa nuclear do Irã é essencialmente o programa da China transplantado para a região do Golfo”, afirmou o especialista.
Além do componente nuclear, o especialista destaca a presença de armamentos e componentes chineses em sistemas iranianos. “Dentro dos sistemas iranianos, você encontra componentes chineses, especialmente microchips, fabricados na China ou enviados para o Irã através de intermediários chineses”, detalhou Chang. Essa colaboração, segundo ele, visa manter o conflito vivo contra os Estados Unidos e Israel.
A China busca se apresentar como parceira responsável na não proliferação nuclear, mas, na visão de Chang, o país é o principal disseminador de tecnologia de armas nucleares no mundo. “Isso não foram apenas centrífugas. Foram também designs chineses de ogivas. Este é um programa abrangente do regime chinês para usar a disseminação dessa tecnologia para avançar seus próprios objetivos”, disse.
Gordon Chang acredita que o objetivo final da China é substituir os Estados Unidos como superpotência global, tanto economicamente quanto militarmente. Ele ressaltou a importância de discussões claras entre os líderes dos EUA e da China, especialmente sobre as ambições territoriais chinesas e a crescente ameaça aos Estados Unidos.
“Eu acho que o presidente Trump precisa dizer, em termos inequívocos, ao líder chinês que os Estados Unidos defenderão Taiwan, e nós defenderemos a nós mesmos, nossos amigos e nossos aliados”, declarou Chang. Ele também observou uma mudança na dinâmica entre os presidentes, indicando que o líder chinês Xi Jinping, que antes parecia arrogante e confiante em sua capacidade de influenciar Trump, teve essa percepção abalada por ações recentes dos EUA.
