MENU

sábado, 14 março 2026

Eduardo Bolsonaro critica Lula e cita Trump em alerta sobre eleições brasileiras

Mais lidas

Deputado Eduardo Bolsonaro faz críticas a Lula e sugere ação internacional em vídeo viral

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em suas redes sociais nesta terça-feira (10) com contundentes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, o parlamentar pede que a comunidade internacional fique atenta às eleições no Brasil, visando garantir a lisura do processo democrático no país.

No vídeo, Eduardo Bolsonaro lista uma série de ações recentes que teriam sido lideradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra figuras políticas de outros países. “Esse novo xerife Donald Trump já prendeu Nicolás Maduro, colocou de joelhos o Petro da Colômbia, apoiou que Israel neutralizasse os líderes do Hezbollah, do Hamas“, declarou.

O deputado também mencionou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorrida em fevereiro durante ataques militares. “Agora os Estados Unidos jogam a pá de cal, eliminando o líder do mais sanguinário ditador que a nossa geração já viu, o Ali Khamenei”, acrescentou.

Em seguida, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Lula está sozinho no mundo. Nós temos certeza que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar”.

As declarações do parlamentar ocorrem em um cenário de tensão diplomática entre o governo brasileiro e a administração Trump. Os Estados Unidos preparam a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Essa medida é vista com apreensão pelo Palácio do Planalto, que teme possíveis brechas para intervenção militar, a exemplo do que teria ocorrido na Venezuela.

Em meio a essas pressões internacionais, o presidente Lula tem buscado articulação com líderes sul-americanos. Recentemente, manteve conversas com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre integração regional e parcerias estratégicas. Petro e Lula confirmaram presença em eventos internacionais, como a Cúpula da CELAC e o “Em Defesa da Democracia”, promovido pelo governo espanhol.

Paralelamente, Donald Trump promoveu um encontro de lideranças conservadoras na Flórida, reunindo políticos alinhados ideologicamente ao governo americano. No evento, Trump expressou o desejo de expandir operações militares na América Latina e anunciou uma “coalizão militar” para combater grupos armados na região.

Questionado sobre a ausência de Lula, Sheinbaum e Petro no encontro, Trump sugeriu que os presidentes teriam sido convidados e optaram por não comparecer, afirmando que se dá bem com todos. O governo brasileiro, contudo, indicou que Lula não recebeu um convite formal.

O temor de intervenção por parte dos Estados Unidos é uma preocupação latente no governo brasileiro. A possibilidade de o PCC e o CV serem classificados como grupos terroristas levanta receios de ações militares em território nacional. Interlocutores de Lula reiteram que a cooperação policial é o caminho para o combate ao crime organizado transnacional e que o Brasil não aceitará uma designação sem respaldo legal.

Essa questão diplomática adiciona mais um ponto de atrito nos bastidores da preparação de uma visita de Lula a Trump em Washington, negociada há meses e ainda sem data definida. O governo brasileiro aponta indícios de que a administração americana possa ter cedido a pressões de setores bolsonaristas.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias