Jovens egípcios estão protagonizando uma mudança na vida das igrejas locais, com mais engajamento em atividades de fé, culto e envio missionário.
O movimento tem gerado maior participação nas reuniões, novos convertidos e interesse concreto em alcançar povos fora do país.
As informações sobre esse fenômeno foram relatadas por líderes locais e divulgadas à imprensa internacional, confirmando sinais de um avivamento entre a nova geração, conforme informação divulgada pelo Mission Network News.
O que os líderes observam
Nader Maurice, da Igreja Evangélica Kasr El Dobara, diz que Deus está agindo na vida dos jovens e os despertando para cumprir o ide, com impacto visível nas atividades religiosas.
Segundo o líder, “Esta geração, que agora está no ensino médio e na universidade, está passando por um despertar espiritual”.
Ele afirma que os jovens têm prioridades diferentes das gerações anteriores, com foco em levar a fé a outros povos, e que isso já se manifesta nas iniciativas da igreja.
Prioridade para missões e alcance além dos muros da igreja
O engajamento tem avançado para ações externas, com muitos jovens se inscrevendo em programas de formação missionária e viagens de curto e longo prazo.
Como exemplo desse movimento, Nader relatou, “No ano passado, 500 jovens da igreja se inscreveram em nosso Programa de Missões, que é um curso de nove meses com duas viagens de curta duração e uma para o exterior.”
Para ele, os jovens sentem que foram enviados, e por isso investem tempo e recursos, mesmo quando a formação exige sacrifício.
Transformações na adoração e no ministério
Os líderes apontam mudanças no estilo do culto, no louvor e na pregação, década após década, com picos de avivamento em diferentes momentos da história recente da igreja egípcia.
Movimentos semelhantes ocorreram nas décadas de 1970, 1990 e em 2014, e agora uma nova onda de jovens tem influenciado a prática religiosa, levando amigos para os cultos e atraindo visitantes.
Nader descreve a nova postura na adoração, “Não se trata do som. Não se trata da energia, dos gestos com as mãos ou do aspecto físico, mas você sente que há uma profundidade na adoração. Eles não querem cantar três músicas. Eles querem adorar por uma hora”.
Maturidade, formação na prática e apelo à oração
A transição geracional traz questionamentos sobre maturidade, mas os líderes defendem que o amadurecimento acontece em prática, durante o discipulado e no envio ao ministério.
Nader reforça a confiança em instrumentos simples usados por Deus, “Acreditamos que Jesus usa vasos simples e que Ele não exige que sejamos extraordinários, porque, de qualquer forma, tudo gira em torno Dele”.
Ele também pede oração e unidade, explicando, “Acreditamos na oração e na união, porque aquilo que desejamos só acontecerá por meio da vontade de Deus. Ao nos unirmos, abrimos espaço para Ele. Ao orarmos, Ele libera o Seu poder”.
Para líderes como Nader, o despertar espiritual entre os jovens tem potencial de acelerar e ampliar a atuação missionária das igrejas egípcias, com impactos regionais e transfronteiriços.


