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sábado, 14 fevereiro 2026

Culto em casa na favela do Cabana mobiliza jovens e até traficantes em BH, ‘Deus tem tocado esse lugar’, movimento Parousia leva evangelho aos becos

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Em uma casa no coração da comunidade conhecida como Cabana, moradores se reúnem para um culto em casa na favela que tem chamado a atenção de quem vive e circula pelo bairro.

O encontro reúne jovens, crianças, viúvas e, segundo relatos, até traficantes, em momentos de louvor e escuta da Palavra, com forte presença emocional entre os participantes.

No Instagram, o evangelista João Basques, líder do movimento Parousia, afirmou que Jesus tem tocado esse lugar e que a iniciativa busca transformar a percepção sobre o Cabana na cidade.

conforme informação divulgada pelo evangelista João Basques no Instagram.

Culto caseiro no beco, louvor e testemunhos

O culto ocorreu em uma sala chamada ‘Cabana do Pai Tomás’, onde muitos jovens se reuniram para cantar e ouvir mensagens religiosas.

João Basques descreveu a cena dizendo, “Esse é o som de um culto caseiro na favela”, e destacou que a presença de pessoas do entorno tem aumentado a cada encontro.

Em um vídeo compartilhado, integrantes louvam em voz alta e relatam sentir a presença de Deus, e João afirmou, “Enquanto muitos procuram estrutura, Jesus escolheu uma sala no coração da favela”.

Parousia, missão e atuação local

O movimento Parousia nasceu no Cabana, bairro onde João cresceu, e hoje coordena atividades voltadas para evangelismo e formação de líderes na região.

João se define como missionário na própria quebrada, e diz, “Eu sou um missionário que não foi para a África, mas um dia saiu de casa e encontrou seu campo de missão na quebrada onde nasceu”.

As ações incluem vigílias, evangelismos e cultos nas praças, com o objetivo de fortalecer espiritualmente a comunidade e treinar novos líderes para pregar o evangelho.

Impacto na comunidade e expectativas

Segundo relatos, o trabalho tem gerado frutos, com moradores reconhecendo mudanças no cotidiano e maior envolvimento dos jovens nas atividades religiosas.

João Basques declarou que espera alterar a imagem do Cabana na cidade, afirmando, “Eu acredito muito no poder de Deus. Acredito que o Cabana não será mais lembrado por causa do tráfico de drogas, não será lembrado por causa do pó daqui. O Cabana será lembrado como um lugar que tem um Deus, e o Deus do Cabana caminha pelos becos, junto a nós”.

Além das reuniões em casas, o movimento busca ampliar a presença em espaços públicos, levando o culto em casa na favela para praças e becos, com a meta de formar mais líderes locais e manter o trabalho de base.

Desafios e convivência

Moradores relatam que a presença de cultos nos lares pode criar pontos de convívio alternativos e reduzir tensões, embora a transformação social seja gradual e enfrente desafios estruturais.

No Cabana, a atuação do Parousia é apresentada como esforço contínuo de fé, que depende tanto de apoio local quanto de persistência da liderança para consolidar mudanças.

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