Milhares de cristãos em Islamabad enfrentam despejo sem plano de realocação

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Milhares de famílias cristãs no Paquistão correm risco iminente de despejo em Islamabad sem realocação garantida

Cerca de 25.000 cristãos que residem nas colônias Rimsha, Allama Iqbal e Akram Masih Gill, em Islamabad, Paquistão, foram notificados para deixar suas residências em poucos dias. A comunidade, que inclui famílias estabelecidas há anos, enfrenta a perspectiva de evacuação sem um plano concreto para seu futuro local de moradia.

A origem do assentamento nessas áreas remonta à segurança oferecida pelo governo a muitas dessas famílias após o caso Rimsha Masih. Na ocasião, uma jovem cristã foi falsamente acusada, gerando ameaças contra a comunidade. Para protegê-los, as autoridades relocaram as famílias para essas colônias, permitindo que vivessem sem medo. Agora, as mesmas autoridades exigem a desocupação.

A falta de um plano de reassentamento adequado, de terras alternativas ou de compensação clara gerou profunda preocupação. Líderes e representantes cristãos têm se manifestado publicamente contra a decisão, organizando protestos e encontros de oração. Eles apelam ao governo pela suspensão dos despejos e pela busca de uma solução justa, além de elevarem a questão a instâncias superiores.

A situação impacta severamente o cotidiano. Muitos moradores deixaram de comparecer ao trabalho por receio de que suas casas sejam demolidas na ausência. A maioria pertence a famílias de baixa renda, que dependem de trabalhos como saneamento, serviços domésticos e outros trabalhos braçais. A perda de um dia de trabalho já é um desafio, mas o medo de perder o lar é mais avassalador.

As crianças também estão sendo afetadas, com a interrupção da rotina escolar. As famílias permanecem em casa, apreensivas quanto ao futuro. A Capital Development Authority (CDA) justificou as desocupações alegando que os assentamentos são ilegais e fazem parte de um plano de desenvolvimento urbano. Contudo, a medida é questionada pela comunidade, especialmente pelo fato de as famílias terem sido realocadas para o local pelas próprias autoridades anos atrás.

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