Cristãos em Israel celebram Páscoa sob ameaça de mísseis

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Cristãos israelenses celebram Páscoa em meio a conflitos e explosões de mísseis

Com a Páscoa judaica se aproximando, cristãos em Israel mantêm suas celebrações religiosas, mesmo diante de um cenário de guerra e instabilidade. Explosões de mísseis tornaram-se uma realidade cotidiana, desafiando a realização de cultos e reuniões públicas.

O pastor Avi Mizrachi, fundador da Congregação Adonai Roi em Tel Aviv e do ministério Dugit, relatou as dificuldades enfrentadas. Cerca de 100 membros da igreja devem celebrar a data em casa devido aos riscos. As autoridades locais impuseram restrições, limitando encontros a 50 pessoas e exigindo a proximidade de abrigos antibombas.

“Estamos em guerra, e temos foguetes e mísseis caindo todos os dias. É um verdadeiro desafio. Fazemos planos, mas não temos controle do tempo, porque as coisas podem mudar a qualquer momento”, declarou Mizrachi à Baptist Press.

Apesar das circunstâncias, a fé e a pregação do Evangelho permanecem firmes. A história do êxodo do Egito e o resgate divino são centrais nas celebrações. “Contamos a história do grande êxodo do Egito e de como Deus nos salvou, nos resgatou das mãos dos egípcios e abriu o Mar Vermelho. Declaramos a soberania e a autoridade do Senhor em meio a tudo isso e cremos que Deus continuará realizando milagres”, disse o pastor.

A guerra tem gerado um senso de urgência entre líderes cristãos para compartilhar o Evangelho, com muitos sentindo que as pessoas estão mais abertas a ouvir sobre Jesus. Ministérios locais intensificaram ações de evangelização e distribuição de ajuda humanitária, incluindo alimentos e Bíblias.

A união entre líderes de diferentes denominações cristãs é um ponto forte nesse período. “Somos uma minoria tão pequena aqui na terra de Israel. Precisamos uns dos outros. Acreditamos nos princípios básicos da nossa fé. Oramos uns pelos outros e queremos ver (os cristãos israelenses) trabalhando juntos pelo reino até que todo o Israel seja salvo”, afirmou Mizrachi, que se identifica como um judeu crente e seguidor de Jesus.

A Baptist Press informou que, desde fevereiro, sirenes soaram dezenas de milhares de vezes em Israel. Embora as forças de defesa interceptem a maioria dos mísseis, os que atingem o território causam danos significativos. Ataques vindos do Líbano, perpetrados pelo Hezbollah, também contribuem para a instabilidade.

Segundo dados de 22 de março, pelo menos 18 civis morreram e mais de 4.800 ficaram feridos desde o fim de fevereiro. Cerca de 3.500 pessoas foram deslocadas para abrigos temporários.

Mesmo áreas menos visadas, como o deserto no sul de Israel, sofreram com ataques em 21 de março, com dois mísseis atingindo Dimona e Arad e deixando aproximadamente 200 feridos. A situação levou o Ministério da Educação de Israel a cancelar aulas presenciais em todo o país nos dias 22 e 23 de março.

“Todo o Israel é uma zona de guerra. Esta é a vida que estamos vivendo. Todos os dias, temos que confiar em Deus. E durante este período, tudo o que podemos fazer é orar e pedir a proteção do Senhor. Ele é uma fortaleza e um escudo. Oramos para que seus anjos nos protejam”, concluiu o pastor Mizrachi.

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