Crença em Deus é majoritária nos Estados Unidos, mas a frequência de participação em cultos religiosos e outras práticas espirituais apresenta um cenário de diversificação, segundo análise recente do Pew Research Center. A pesquisa, realizada entre julho de 2023 e março de 2024 com 36.908 adultos americanos, indica que 83% dos entrevistados professam acreditar em Deus ou em um espírito universal, o que representa 83 de cada 100 americanos. Deste grupo, uma parcela significativa de 54 pessoas demonstra absoluta certeza em sua fé, enquanto outras 21 se declaram bastante seguras de suas convicções. Ao mesmo tempo, 16% afirmam não acreditar em uma entidade superior.
Apesar da alta taxa de crença, o engajamento em práticas religiosas formais mostra uma tendência distinta. Apenas 25 dos 100 adultos americanos pesquisados participam de cultos presenciais semanalmente. Outros 8 comparecem uma ou duas vezes por mês, e 18 vão a serviços religiosos algumas vezes ao ano. A maioria esmagadora, correspondendo a 49 pessoas, admite frequentar cultos presenciais raramente ou nunca.
Em contrapartida, a prática da oração continua a ser um pilar para muitos americanos. Conforme a escala utilizada no estudo, 44 indivíduos relatam orar diariamente. Um grupo de 23 pessoas dedica-se à oração semanalmente ou mensalmente, enquanto 32 admitem orar poucas vezes ou jamais fazê-lo.
As visões sobre a importância da religião na vida cotidiana também revelam uma sociedade dividida. Aproximadamente 38% dos americanos consideram a religião como muito importante, e um adicional de 26 a descreve como um tanto importante. No entanto, 35% afirmam que a religião possui pouca ou nenhuma relevância em suas vidas.
A crença em uma vida após a morte, embora difundida, não é unânime. Setenta dos 100 americanos representados na amostra acreditam na continuidade da existência após o falecimento. Desses, 52 têm fé na existência de céu e inferno, 14 acreditam apenas no céu, e 3, somente no inferno. Por outro lado, 28% não acreditam em nenhuma forma de vida após a morte.
O formato de representação em “100 pessoas” foi concebido por pesquisadores do Pew para tornar estatísticas nacionais de grande dimensão mais tangíveis e fáceis de compreender para o público geral. A pesquisa de campo teve uma margem de erro de 0,8 ponto percentual.


