Combatentes Curdos que derrotaram o ISIS expressam prontidão para desafiar o Irã

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Combatentes curdos que lutaram contra o ISIS no Iraque alertam sobre ameaças iranianas e demonstram preparo para um eventual conflito

Fighters curdos com vasta experiência em combate, que foram cruciais na luta contra o Estado Islâmico, manifestam que estão preparados para agir caso o conflito se expanda para o regime iraniano. A declaração surge em meio a um cenário de tensão na fronteira entre o Irã e o Iraque, onde um recente ataque iraniano causou danos e vítimas.

Em uma visita a um bloco de moradias para famílias de Peshmergas no norte do Iraque, vestígios de um ataque com foguetes iranianos eram evidentes. Destroços de metal retorcido, concreto pulverizado e paredes marcadas por tiros narravam a violência do ataque que resultou em uma morte e dois feridos.

A comandante Peshmerga Ruba Laylakhi expressou o sentimento de retaliação após o ataque. “Quando vejo esta cena atrás de mim, sinto um desejo mais forte de me vingar daqueles que mataram meu amigo no ataque. Continuaremos esta luta”, declarou. Laylakhi, veterana da força de combate curda, destacou a ameaça contínua emanada pelo Irã.

“O regime iraniano está sempre realizando atividades terroristas. Eles continuam a nos atacar e a nossas bases”, afirmou Laylakhi. Os combatentes pertencem ao Partido da Liberdade Curda (PAK), que há tempos se opõe ao governo iraniano e opera na região montanhosa.

Apesar da recente agressão, lutadores como Djwar, de 21 anos e apelidado de “Sniper”, demonstram determinação. “Não tenho medo de morrer. Honestamente, seria uma honra dar minha vida pelo meu povo e meu país”, disse Djwar.

Embora ainda não estejam em processo de mobilização ativa, os combatentes curdos alertam que não permanecem inertes. Ataques como o recente indicam que sua segurança está longe de ser garantida. “Os Estados Unidos e Israel precisam continuar trabalhando para enfraquecer este regime. E nós continuaremos fazendo o que pudermos para proteger nosso povo”, declarou Laylakhi.

Os Peshmergas consultados pela CBN News indicaram abertura para colaboração com forças externas, como Estados Unidos e Israel, mas enfatizaram a necessidade de apoio. “Este regime é poderoso e derrubá-lo exigirá apoio internacional. Não há dúvida sobre isso”, disse Yadhar Mmawlodi. “Mas agora é o momento de uma zona de exclusão aérea no oeste do Irã, para que os combatentes Peshmergas possam se mover mais livremente pela fronteira. Com isso, acreditamos que podemos vencer.”

Muitos combatentes sentem que as batalhas passadas os prepararam para futuros confrontos. “Como combatentes Peshmergas, lutamos contra o ISIS, milícias pró-iranianas e outros grupos terroristas. Ganhamos experiência nessas batalhas e podemos levar essa experiência para o Irã”, explicou Laylakhi.

Paralelamente, cinco grupos de milícias curdas formaram uma nova coalizão neste ano com o objetivo de desafiar a República Islâmica do Irã. Karim Parwizi, do KDPI (Partido Democrático Curdo do Irã), expressou otimismo. “Temos altas esperanças de que o regime encontrará seu fim desta vez. Porque a República Islâmica perdeu sua legitimidade, está isolada da comunidade internacional e se tornou a fonte de instabilidade, não apenas para o Oriente Médio, mas para o mundo inteiro”, disse Parwizi.

Contudo, Parwizi adverte que qualquer tentativa de derrubar o regime requer apoio interno, não apenas intervenção externa. “Se um governo estrangeiro enviasse força militar e soldados para o Irã, poderia derrubar o regime, mas talvez não fosse capaz de governar o povo e o país, assim como não conseguiu governar o Afeganistão e enfrentou problemas lá. No entanto, com a ajuda do povo dentro do Irã, com a ajuda de grupos étnicos no Irã, os curdos, os turcos, os árabes, os baluchis e outros, é possível derrubar o regime e garantir um futuro melhor para o Irã”, ressaltou.

No norte do Iraque, os combatentes se declaram prontos para o que possa vir. “Pessoalmente, estou pronto com todo o meu coração e alma. Se houver um plano para tomar o oeste do Irã e torná-lo livre, estou pronto”, afirmou Djwar.

Apesar da prontidão, a incerteza prevalece, pois os combatentes sabem que qualquer ação transfronteiriça pode acarretar sérias consequências para eles e para os civis na região. Por enquanto, observam e aguardam, vivendo sob a ameaça constante do próximo ataque.

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