Casas de ex-muçulmanos são destruídas durante incêndio nas Filipinas

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Um grupo de cristãos já dormia em suas palafitas na noite de sábado, 10 de março. Eles não sabiam do incêndio que havia do lado de fora, até que este atingisse a cozinha de Lita Dasah. Lita é uma líder ex-muçulmana em Laminusa, sul das Filipinas.

O fogo começou por volta das 20 horas e durou cinco horas. Os moradores da região controlaram as chamas usando a água do mar de debaixo das casas. Não há nenhum corpo de bombeiros em toda a ilha. Segundo um obreiro da Portas Abertas, o incêndio começou quando a lamparina de um vizinho caiu no chão de madeira e não foi notada.

Em meio às chamas, Lita correu à sua casa, preocupada com a filha Bensita, que estava trancada lá dentro. Aliviada ao ver que sua filha havia saído, Lita correu para resgatar documentos e pertences importantes. Ela teve queimaduras de primeiro grau. Bensita teve alguns pequenos ferimentos no rosto.

Lita tem 50 anos e trabalha nas ilhas muçulmanas de Sulu. Com o auxílio que recebe da Portas Abertas, ela abriu uma pequena loja e um negócio de tecelagem de tapetes. No ano passado, a Portas Abertas ajudou a igreja Castelo de Deus, a congregação que Lita pastoreia em Laminusa. Ela é da tribo dos samas.

Quinze casas foram danificadas pelo fogo, 11 delas eram de ex-muçulmanos. Três casas de cristãos foram reduzidas às cinzas. A igreja Castelo de Deus também foi destruída. “Antes de nossas casas, queremos reconstruir a igreja”, Lita comentou.

A igreja perdeu duas baterias de carro, um gerador de energia, um aparelho de som e alguns móveis. Os barcos em volta das casas também foram consumidos, bem como a loja de Lita.

O obreiro da Portas Abertas no local disse: “Eles precisam imediatamente de abrigo e de outros itens básicos, em especial as nove famílias de ex-muçulmanos que perderam suas casas. Eles também irão precisar de uma fonte de renda, para que possam recuperar o que perderam.”

O valor total do prejuízo é estimado em 6.200 dólares. O fogo matou duas pessoas – uma senhora que era cega e uma garota de cinco anos.

Fonte: Portas Abertas

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