Comissão da Câmara Municipal de São Paulo aprova por seis votos a criação da Frente Parlamentar Antiwoke para conter o que chamam de avanço de pautas ideológicas na cidade. A iniciativa busca assegurar a liberdade de expressão e apresentar contraponto a ideologias estrangeiras. A fonte é o portal oficial da Câmara Municipal de SP, com base em notícia divulgada em 25 de outubro.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo deu aval para a formação da Frente Parlamentar Antiwoke. A proposta, apresentada pelos vereadores Lucas Pavanato (PL), Sonaira Fernandes (PL), Adrilles Jorges (União) e Rubinho Nunes (União), tem como objetivo declarado frear o que os autores descrevem como “avanço de pautas ideológicas associadas ao movimento conhecido como woke”.
Em sua justificativa para a criação da frente, Lucas Pavanato afirmou que a iniciativa pretende “impedir os avanços dessa ideologia nefasta” e garantir a liberdade de expressão.
“Estamos falando de um incremento importante para a defesa dos valores que acreditamos e da liberdade de expressão”, declarou Pavanato.
Pavanato também destacou que o caráter suprapartidário do grupo visa assegurar representatividade e a formulação de propostas equilibradas, que considerem a diversidade da sociedade paulistana. Segundo o vereador, há muito tempo ideologias estrangeiras têm sido introduzidas, algumas buscando distorcer o papel da mulher e outras questões.
O termo “woke”, com origem no inglês, é utilizado para caracterizar pautas progressistas, especialmente aquelas ligadas a temas de raça, gênero e sexualidade. Nos Estados Unidos, o conceito frequentemente se associa ao Partido Democrata, enquanto no Brasil, setores conservadores o relacionam a “pautas identitárias”.
A aprovação na CCJ ocorreu com seis votos a favor e três contrários, com as vereadoras Silvia Ferraro (PSOL), Thammy Miranda (PSD) e Luna Zarattini (PT) votando contra a medida.
Caso a frente parlamentar seja formalmente estabelecida, suas atribuições deverão incluir a promoção de valores cristãos, a fiscalização de iniciativas vistas como alinhadas ao movimento woke e a proposição de ações legislativas no âmbito municipal. A adesão à frente será aberta a todos os vereadores e suas reuniões terão caráter público.
