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quarta-feira, 4 março 2026

Câmara e Senado debatem poderes de guerra de Trump em relação ao Irã; deputados defendem ação presidencial

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Congresso dos EUA analisa limites de poder presidencial em ações militares contra o Irã e debate sobre autoridade constitucional para guerra

A Câmara e o Senado dos Estados Unidos se preparam para votações cruciais esta semana sobre as ações militares do Presidente Trump no Irã. A medida reacende um debate constitucional de longa data sobre quem detém a autoridade para iniciar conflitos, colocando em confronto o Artigo I da Constituição, que confere ao Congresso o poder de declarar guerra e controlar gastos federais, e o Artigo II, que designa o presidente como Comandante-em-Chefe das forças armadas. Segundo o deputado Mark Alford (R-MO), o presidente possui um dever constitucional de proteger os americanos e a pátria, o que requer a prerrogativa de iniciar ataques limitados com aviso prévio, uma autoridade que o Artigo II da Constituição claramente provê e que tem sido utilizada por presidentes de ambos os partidos por décadas.

Alford salientou que, ao mesmo tempo, o Congresso mantém a autoridade exclusiva para declarações de guerra. As resoluções competindo buscam limitar a capacidade de Trump de continuar as operações militares contra o Irã. A expectativa é que o Senado vote na quarta-feira e a Câmara na quinta-feira, ambas as casas recebendo briefings sigilosos de autoridades do alto escalão do governo.

O deputado Burgess Owens (R-OH) descreveu o desacordo constitucional como um ato de equilíbrio, onde o Artigo I concede ao Congresso o poder de declarar guerra e o poder do bolso, enquanto o Artigo II faz do presidente o Comandante-em-Chefe, resultando em responsabilidades distintas, porém compartilhadas, conforme a Constituição.

O centro do debate inclui a Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, promulgada após a Guerra do Vietnã e vetada pelo Presidente Richard Nixon. A lei exige que os presidentes notifiquem o Congresso em até 48 horas após o desdobramento de tropas e limita a ação militar sem autorização a 60 dias, com um possível período de retirada de 30 dias. No entanto, presidentes de ambos os partidos questionaram a constitucionalidade da lei, e a Suprema Corte nunca emitiu uma decisão definitiva sobre o assunto.

Alford acrescentou que a Resolução dos Poderes de Guerra de 1973 apresenta questões constitucionais espinhosas que deveriam ser julgadas pela Suprema Corte. O presidente da Câmara, Mike Johnson (R-LA), argumentou que uma votação formal de poderes de guerra é desnecessária neste momento, pois não se trata de uma declaração de guerra, mas sim de uma ação defensiva em natureza, design e necessidade, não exigindo aprovação prévia do Congresso.

Embora as resoluções sejam amplamente esperadas para falhar, o debate constitucional mais amplo tende a persistir, especialmente se o envolvimento dos EUA no Irã se expandir além de ataques limitados.

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