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quinta-feira, 19 março 2026

Câmara Municipal de Recife aprova PL que proíbe linguagem neutra em escolas

Projeto, aprovado em primeira discussão, voltará ao plenário da Casa para uma segunda análise na próxima semana.

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A Câmara de Vereadores do Recife aprovou, nesta terça-feira (23), o projeto de lei que proíbe o uso de linguagem neutra nas escolas da rede municipal da capital pernambucana.

Apesar do placar apertado, 15 votos a favor e 13 contra, que ainda teve três abstenções e uma ausência, o projeto foi aprovado em primeira votação e agora irá a uma segunda análise na próxima semana.

Autor da iniciativa, o vereador Fred Ferreira (PSC) disse que, por se tratar de um projeto antigo, o PL não passou pela Comissão de Legislação e Justiça.

Em seu pronunciamento, feito antes da votação, o vereador Samuel Salazar (MDB), líder do governo, expressou sua discordância em relação à linguagem neutra, porém, advertiu que o projeto de lei de Fred Ferreira não está claro e pode ser interpretado erroneamente.

Salazar ressaltou que o documento não menciona explicitamente a proibição de ensinar sobre a linguagem neutra, mas sim restringe, por exemplo, o uso incorreto da linguagem por parte das pessoas.

“Da forma como está posto, esse projeto é inconstitucional, porque proíbe as pessoas de falarem e não simplesmente, o que acredito que é intenção de vossa excelência, que é não ser lecionado (a linguagem neutra) nas escolas municipais”, reclamou Salazar.

‘Proteger as crianças’

De acordo com o vereador, conforme o projeto de lei, caso um aluno utilize a linguagem neutra ao se referir a um colega durante o recreio, a escola poderia sofrer penalidades, inclusive a perda do alvará.

Em seu discurso, o autor do PL mencionou que a língua portuguesa pode passar por modificações ao longo do tempo, mas argumentou que essas mudanças não devem ser impostas por uma minoria. Ele afirmou que, no Brasil, apenas 1% da população “quer isso (uso da linguagem neutra), que são os não binários”.

“Através de pesquisa, a gente sabe que mais de 96% da nossa população não quer essa linguagem neutra. O país está votando para que não entre a linguagem neutra no nosso Brasil. Não é só aqui”, lembrou o vereador, que ainda acrescentou que não está levando a discussão para o lado político ou religioso. “Só quero levar para o lado de proteger as nossas crianças”, justificou.

Fonte: Guia-me com informações de Folha de Pernambuco

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