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domingo, 1 fevereiro 2026

Ataque a vila na República Democrática do Congo: ADF mata 25 cristãos em Apakolu, Irumu, famílias enterram vítimas e líderes exigem proteção urgente

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No ataque a vila na República Democrática do Congo, terroristas das Forças Democráticas Aliadas invadiram Apakolu na madrugada, 25 pessoas foram assassinadas e várias casas foram queimadas

Durante a madrugada de domingo, moradores de Apakolu foram surpreendidos por uma onda de violência, com invasões e execuções dentro das casas, deixando terror e destruição.

Sobreviventes relatam que os atacantes foram de porta em porta, e que muitos civis não tiveram tempo de fugir, enquanto famílias tiveram que se esconder para sobreviver.

O número oficial até o momento é de 25 mortos, entre eles moradores que foram trancados e executados, e outros que foram abatidos ao tentar escapar.

conforme informação divulgada pelo International Christian Concern (ICC).

Relatos e detalhes do ataque

Testemunhas dizem que os agressores, atribuídos às Forças Democráticas Aliadas (ADF), atacaram Apakolu, na região de Irumu, durante a madrugada, quando a vila estava mais vulnerável.

Segundo o ativista Christophe Munyanderu, 25 pessoas foram mortas durante o ataque, incluindo 18 que teriam sido trancadas dentro de uma casa e executadas, enquanto outros sete foram mortos a tiros na estrada ao tentar fugir.

Um agricultor descreveu a cena ao ICC, dizendo, “Eles iam de porta em porta, executando civis sem piedade e incendiando casas”, relato que ilustra a brutalidade do episódio.

Sobreviventes e o drama das famílias

Uma mãe de quatro filhos conseguiu escapar ao se esconder em uma plantação próxima, e contou que ouviu batidas na porta e gritos, e que os atacantes ameaçaram queimar as casas se não fossem atendidos.

Ela relatou, “Ouvimos batidas na porta e depois gritos. Nos disseram para abrir a porta ou iriam queimar a casa. Então, tapei a boca dos meus filhos para que não chorassem”, e descreveu o horror ao amanhecer, ao encontrar corpos espalhados pela aldeia.

O medo e o trauma se espalham pelas vilas vizinhas, com pessoas pedindo proteção e assistência, e com o receio de que o número de mortos possa aumentar, diante de desaparecimentos ainda não esclarecidos.

Reação de líderes religiosos e contexto

Líderes religiosos classificaram o ataque como um “crime contra a humanidade” e uma mancha na consciência nacional, pedindo investigação e medidas para proteger civis indefesos.

Um padre presente em uma reunião de oração disse, “Cristãos estão morrendo enquanto dormem, em suas casas, onde deveriam se sentir seguros. Este sangue clama a Deus”, questionando até quando os inocentes sofrerão sem resposta internacional eficaz.

Um pastor local afirmou que eram agricultores, mães, crianças e pessoas sem armas, e alertou que, sem ação urgente para proteger civis, haverá outra aldeia, outra igreja, outra sepultura, refletindo o temor da comunidade.

No panorama mais amplo, a República Democrática do Congo aparece em posição de destaque em índices de perseguição religiosa, ocupando a 29ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas, um dado que demonstra a persistência da violência contra comunidades religiosas na região.

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