Acusado de assassinato cruel de pastor do Arizona pede pena de morte para provar ser ‘filho de Deus’
O suspeito de ter assassinado o pastor William “Bill” Schonemann, de 76 anos, em um ritual que simulou uma crucificação no Arizona, solicitou à corte a aplicação da pena de morte. Adam Sheafe, que confessou o crime e se declarou “não contestar” as acusações, expressou o desejo de acelerar o processo judicial.
O crime ocorreu no final de abril no domicílio do pastor em New River, Arizona. Segundo o Maricopa County Sheriff’s Office, a polícia foi acionada após uma chamada de emergência. Sheafe é acusado de matar e mutilar o idoso, colocando uma coroa de espinhos em sua cabeça e posicionando seu corpo com os braços abertos, em uma cena descrita como perturbadora e semelhante a uma crucificação.
Em depoimento judicial, o acusado declarou que o crime foi intencionalmente hediondo. “É um fato indiscutível que a vítima, Pastor Bill Schonemann, tinha mais de 70 anos. É um fato indiscutível que o crime foi hediondo em sua natureza. Eu o intendedi para ser hediondo… É por isso que estou dizendo, por que temos que arrastar isso por tanto tempo? Por que não podemos simplesmente ir para a sentença? Não estou contestando nada”, afirmou Sheafe.
“Eu quero a pena de morte porque quero mostrar que você não pode matar o filho de Deus.”
Em entrevista concedida de dentro da prisão, Sheafe revelou motivações bizarras para seus atos. Ele afirmou que, se seu pai o colocasse em uma posição de autoridade na Terra, ele executaria todos os padres e incendiaria todas as igrejas. O suspeito declarou querer a pena capital para provar sua suposta divindade.
O pai de Sheafe, Chris Sheafe, informou que o filho possuía um extenso histórico criminal e que, recentemente, havia desenvolvido uma obsessão pelo Antigo Testamento. A promotoria do Condado de Maricopa aponta que a morte do Pastor Schonemann fazia parte de um plano maior de Sheafe para assassinar 14 líderes cristãos em todo o país. Ele teria decidido iniciar a série de assassinatos no Arizona, local onde foi batizado quando criança.
Segundo relatos, Sheafe disse às autoridades no momento de sua prisão que pretendia matar os pastores por eles terem “quebrado o primeiro mandamento” ao declarar Jesus como Deus. Ele já foi indiciado por um grande júri em seis acusações criminais graves, incluindo assassinato em primeiro grau, relacionadas ao homicídio de Schonemann. Sheafe foi detido em Sedona, onde autoridades alegam que ele planejava matar um segundo pastor. Sua próxima audiência está marcada para 24 de abril.
