Justiça de Uganda condena cinco homens à morte por assassinar evangelistas

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Tribunal superior de Iganga proferiu sentença de morte contra responsáveis pela morte de dois pregadores que atuavam junto a comunidades pesqueiras

Cinco homens foram condenados à morte no dia 7 de outubro pelo assassinato de dois evangelistas em Uganda. A sentença, proferida pelo juiz David Batema, encerra um processo jurídico que acompanhou a morte de Robert Baguma e Moses Okech, ocorrida em agosto de 2024. De acordo com informações do portal Guiame, outros três homens também receberam a pena capital por terem estado presentes no ataque sem intervir ou acionar as autoridades.

A dinâmica do ataque e as motivações religiosas

Os missionários realizavam um trabalho de evangelização voltado a pescadores na região de Namayingo, no leste do país. Segundo testemunhas que presenciaram a ação, os agressores interceptaram os cristãos, rasgaram suas Bíblias e proferiram ameaças com justificativas religiosas.

“Seus infiéis, por que vocês estão enganando nosso povo? Hoje viemos para matá-los para provar o poder de Alá. Por que vocês vieram à nossa aldeia e enganaram nosso povo? Vocês não sabem que esta é uma área muçulmana?”

O ataque resultou no espancamento e apedrejamento das vítimas. Os suspeitos foram presos dois meses após o crime, graças às denúncias feitas por moradores da região que presenciaram a violência.

Desdobramentos e cenário de perseguição

A condenação foi celebrada por líderes religiosos locais que acompanhavam o caso. Para o pastor responsável pela igreja onde os missionários serviam, a decisão representa um desfecho significativo para a busca por justiça.

“Estamos muito satisfeitos com a decisão do tribunal pela pena aplicada aos criminosos. Sem dúvida, eles mereceram, por terem causado a perda da vida de nossos irmãos em Cristo de forma tão brutal”, relatou o religioso. “Acompanhamos este caso desde o início e, de fato, recebemos justiça deste honrado tribunal”, completou.

Embora a Constituição de Uganda assegure a liberdade de culto e o direito de compartilhamento da fé, o país ainda registra episódios de violência contra cristãos. O cumprimento das sentenças de morte depende, conforme a legislação vigente, da autorização da presidência do país, e ainda não há confirmação sobre possíveis recursos por parte dos condenados.

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