Conselho evangélico dominicano defende rigoroso controle interno

Mais lidas

Instituição busca estabelecer critérios de formação e supervisão para combater a desordem no cenário religioso dominicano atual

O presidente do Conselho Dominicano de Unidade Evangélica (CODUE), Feliciano Lacen, defende a urgência de implementar padrões mínimos de formação, supervisão e acreditação para as lideranças religiosas no país. A medida, divulgada pelo portal Evangelico Digital, visa proteger fiéis e instituições legítimas diante do crescimento desordenado de igrejas sem respaldo institucional.

Para Lacen, o problema central reside na facilidade com que indivíduos sem preparo teológico se autoproclamam pastores. O diagnóstico do dirigente é claro:

“Agora mesmo qualquer um que coloque quatro cadeiras em uma marquise pode autodenominar-se pastor.”

A proposta do CODUE não busca perseguir atores informais, mas criar um arcabouço regulatório que assegure a seriedade do ecossistema evangélico. A organização já iniciou verificações presenciais para atestar a existência real e o funcionamento sério de suas igrejas afiliadas, visando evitar o uso da identidade pastoral para obtenção de benefícios ou exonerações indevidas.

Projeto de lei e responsabilidade estatal

O debate ganha força com um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. A proposta sugere requisitos obrigatórios para o exercício ministerial e processos transparentes para funções sensíveis, como a celebração de casamentos civis. Segundo o CODUE, a regulamentação é uma ferramenta de proteção da integridade ministerial e não uma ameaça à liberdade religiosa.

Lacen também estende o alerta ao Estado dominicano. Ao comentar casos envolvendo instituições que lidam com populações vulneráveis, o líder destacou falhas estruturais:

“O problema não é apenas religioso. Há lares de acolhimento, centros de atendimento e espaços que oferecem serviços sem habilitação nem supervisão adequada.”

A entidade sustenta que o Estado deve atuar como garantidor da ordem institucional, exigindo transparência e segurança de todos os centros que operam no país. O objetivo final é evitar a erosão da credibilidade do movimento cristão, mantendo-o como um agente social vital na República Dominicana.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias