Crise humanitária no norte da Nigéria deixa mortos em cativeiro

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Três reféns perdem a vida em acampamento na Nigéria após meses de confinamento forçado em floresta remota sob controle de milícias armadas

Três pessoas sequestradas no estado de Kaduna, na Nigéria, morreram em cativeiro após serem mantidas no mesmo esconderijo florestal onde 37 fiéis, raptados durante missas de Páscoa, permaneciam confinados. A informação foi confirmada pelo grupo de defesa Christian Solidarity Worldwide.

As vítimas faziam parte de um grupo de 11 pessoas capturadas em 20 de abril na área de Awon, em Kachia, por uma milícia Fulani fortemente armada. Entre os óbitos, destaca-se o caso de Joy Samuel, que deu à luz enquanto mantida refém; tanto a mãe quanto o bebê faleceram em agosto. A filha de três anos da vítima, também sequestrada, permanece em estado crítico.

Outros episódios de violência no local resultaram em mortes decorrentes da escassez de alimentos e doenças. Yusuf Bawa e seu filho de cinco anos não resistiram às condições precárias do cativeiro, enquanto outras duas adolescentes de 14 anos, Faith Kefas e Rachel Bulus, encontram-se em situação de saúde considerada grave após meses de sobrevivência limitada à ingestão de água de rio.

O grupo criminoso reduziu a exigência de resgate de 300 milhões de nairas para 9 milhões de nairas, além de quatro motocicletas. Os sequestradores reconheceram que os sete reféns restantes enfrentam um quadro de saúde crítico devido à inanição e doenças graves.

Dados do Observatory for Religious Freedom in Africa indicam um cenário sistêmico de sequestros na região, com 34.773 casos registrados na Nigéria entre outubro de 2019 e setembro de 2025. O estado de Kaduna concentra a maior parcela das ocorrências nacionais, sendo palco de 42% de todos os sequestros envolvendo cristãos no país.

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