Aliança pró-vida e pró-família busca voz própria na ONU contra blocos estabelecidos

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Grupo busca estabelecer coalizão de nações para defender o direito à vida e a família tradicional em fóruns internacionais

Um novo bloco de países alinhados com pautas provida e pró-família está em processo de formação com o objetivo de atuar em instâncias como a Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa visa criar um ‘core group’, termo diplomático para um conjunto de nações que unem forças para promover um tema específico. A estratégia busca dar representatividade a milhões de pessoas cujos valores podem não estar refletidos nas agendas globais atuais.

A articulação, que conta com o apoio dos Estados Unidos e a adesão de nações do Sul Global, promete confrontar as estruturas e narrativas já estabelecidas em âmbitos multilaterais. O caminho para a consolidação deste grupo ainda é longo, mas seus idealizadores avaliam que o momento é oportuno para o lançamento desta frente de atuação.

A formação de ‘core groups’ é uma ferramenta influente na política internacional, capaz de direcionar agendas e garantir a inserção de temas específicos. Aarón Lara, líder do Congresso Ibero-Americano pela Vida e Família (CIVF), explica que um grupo rival, o Grupo Central Pro-LGBTI+, já atua há décadas com sucesso.

“Han logrado establecer narrativas de victimización e incorporar conmemoraciones con impacto global. También han asegurado fuentes de financiación diversificadas, asegurando que las finanzas nunca sean motivo de preocupación”

Lara detalha que o Grupo Central Pro-LGBTI+, formado por mais de 40 países desde sua oficialização em 2008, tem sido bem-sucedido em disseminar suas pautas através de lobbies e think tanks, influenciando debates e legislações internacionais. Segundo ele, a falta de uma resistência organizada em fóruns como a ONU permitiu que a influência deste grupo se expandisse.

A criação de um core group exige um país proponente e o respaldo de ao menos outros dois estados membros. A força geopolítica dos países envolvidos é um fator decisivo para o sucesso da articulação. A iniciativa atual almeja que os Estados Unidos liderem o pedido, com o apoio de nações latino-americanas que compõem o chamado “Escudo de América”.

A formação deste novo bloco ganha força em um cenário onde a Declaração de Consenso de Genebra, que reafirma que o aborto não é um direito, já conta com o apoio de 40 nações desde 2020. Valerie Huber, defensora da declaração, expressa a esperança de que os signatários do consenso se unam ao futuro Grupo Central Provida e Pro-Família.

Para impulsionar a iniciativa, está sendo convocado o Fórum Global pela Vida, a Família e as Liberdades, previsto para acontecer em Nova York em setembro, coincidindo com a Assembleia Geral da ONU. O evento espera contar com a participação de representantes do Departamento de Estado dos EUA, marcando um potencial lançamento formal do grupo.

Organizações ligadas ao CIVF têm instado cristãos na América Latina a pressionarem seus governos para que representem os valores majoritários de suas nações em organismos internacionais. Uma fonte anônima que participa das articulações ressaltou a importância da organização política para evitar que grupos com agendas específicas dominem os debates globais, citando que países ibero-americanos já compõem o Grupo Central Pro-LGBTI+.

A expectativa é que o novo core group pró-família e pró-vida possa equilibrar a representação desses valores em discussões internacionais, incentivando a educação e a ação conjunta.

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