Evangélicos na Argentina se destacam pela alta frequência em templos e prática devota diária
Evangélicos argentinos apresentam um perfil de destaque em termos de atividade religiosa, tanto na frequência a cultos quanto na prática privada da fé. Esta constatação vem de um relatório do Barômetro de Religiões e Crenças na Argentina, elaborado pelo Ciclo Básico Comum da Universidade de Buenos Aires, que investiga a busca por apoio material e espiritual em instituições religiosas e a desinstitucionalização das práticas de fé.
O estudo, que incluiu diversas confissões religiosas, aponta que, embora a maioria dos argentinos viva sua religiosidade de forma particular, as instituições religiosas continuam sendo centrais para atender demandas sociais. A pesquisa indica que 17% da população argentina é evangélica, enquanto católicos representam menos de 60%, e 22,4% se declaram sem religião.
Evangélicos buscam mais ajuda em instituições religiosas
No que diz respeito à procura por auxílio em instituições religiosas, o relatório revela que 35,5% dos argentinos recorreram a templos no último ano. Desses, 21,7% buscaram apoio espiritual e 16% precisaram de auxílio material, como alimentos ou busca por trabalho. No entanto, entre os evangélicos, esse percentual sobe significativamente para 64%, contrastando com os 38% de católicos.
A capacidade de contensão social, a presença territorial e a alta participação explicam o motivo pelo qual os evangélicos são o grupo que mais frequenta templos e mantém práticas religiosas cotidianas com maior regularidade.
Redes de apoio e contensão social
O estudo do Barômetro destaca que as igrejas evangélicas, especialmente em bairros populares, desempenham um papel ativo. Elas oferecem orientação, contensão e redes de sobrevivência informais, sendo um ponto de apoio para quem busca emprego, especialmente em setores como a construção civil, ou para mulheres que procuram inserção no mercado de trabalho.
Prática privada da fé é mais intensa entre evangélicos
Quanto às práticas religiosas cotidianas, os evangélicos também demonstram os níveis mais elevados de participação. A oração privada, praticada por 53,7% da população total, é uma forma de comunicação íntima com Deus. Os evangélicos lideram nesse aspecto, com um perfil de maior atividade observado principalmente entre mulheres com mais de 50 anos.
