Israel enfrenta guerra midiática crucial nas redes sociais, aponta influenciador

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Jornalista judeu Hananya Naftali alerta para a batalha crucial de Israel contra narrativas falsas disseminadas nas plataformas digitais

Um dos desafios mais significativos enfrentados por Israel atualmente é a disseminação de informações falsas sobre suas ações, especialmente no ambiente das redes sociais. A constatação é do jornalista e influenciador judeu Hananya Naftali, que concedeu entrevista exclusiva ao Guiame. Segundo ele, combater essas mentiras online se tornou uma das frentes de batalha mais importantes para o país.

Naftali explicou que Israel não tem uma inclinação para conflitos, mas é forçado a agir para garantir a segurança de seu povo. “Israel não é um país que gosta de matar pessoas. Israel não é um país que gosta de guerras. Eu já estive em guerras, nós não gostamos de guerras. Preferimos muito mais ficar em casa com nossas famílias do que estar em um campo de batalha”, afirmou. Ele ressaltou a necessidade de o próprio país se defender no cenário internacional, pois “ninguém fará esse trabalho por nós”.

Com experiência militar nas Forças de Defesa de Israel, servindo em tanques e combatendo terroristas, Naftali agora dedica seus esforços à mídia e às redes sociais. Ele produz vídeos e interage com o público online para apresentar a perspectiva israelense sobre os acontecimentos. “Servi nas Forças de Defesa de Israel, nos tanques. Combati o Hamas, combati terroristas em solo. E hoje, travo uma luta nas redes sociais e na mídia, gravando vídeos, contando a verdade, conversando com pessoas pela internet e permitindo que elas entendam o que está acontecendo em Israel”, relatou.

O influenciador observa que a facilidade com que mentiras se espalham nas plataformas digitais, como Instagram, YouTube e Facebook, representa uma dificuldade considerável para Israel. Ele argumenta que, para apresentar a verdade, é preciso capturar a atenção do público, algo que nem sempre é alcançado quando conflitos complexos precisam ser explicados de forma concisa. “Para mim esse é um dos maiores desafios que Israel enfrenta atualmente. É uma frente de batalha no ambiente digital. E, para ser sincero com você, essa é uma dificuldade com a qual Israel lida nos nossos dias, porque sempre é mais fácil espalhar uma mentira”, disse.

Naftali sente a responsabilidade de esclarecer a imagem de Israel, buscando demonstrar que os israelenses são pessoas comuns que desejam viver em paz, assim como qualquer outra população ao redor do mundo. “Como israelense que conhece a verdade, esse é um desafio que assumi para mostrar às pessoas, da forma mais simples possível, que nós, israelenses, não somos monstros. Somos como vocês na Europa, como vocês no Brasil, como qualquer pessoa no mundo. Acordamos de manhã, queremos ir trabalhar, voltar para nossas famílias, para nossos filhos, sem sermos mortos no meio desse caminho”, comentou.

Ele também trouxe o contexto geográfico e geopolítico de Israel, cercado por vizinhos que buscam sua destruição. Diante disso, questiona a validade das críticas de quem não se encontra em situação semelhante. “Temos vizinhos que buscam a nossa destruição. Por isso também digo aos nossos amigos no Brasil e aos nossos amigos ao redor do mundo: Se vocês tivessem um vizinho que acordasse todos os dias tentando matar vocês, o que fariam?”, questionou. “Então, aqueles que dão lições a Israel e querem nos dizer como devemos nos defender, não estão no nosso lugar”.

Naftali destacou o poder de alcance das redes sociais, capaz de levar a mensagem de Israel a diversas partes do mundo, inclusive a locais de difícil acesso. Ele compartilhou relatos de pessoas do Egito e do Líbano que o parabenizaram por seu trabalho, evidenciando a receptividade de sua mensagem. “Você nunca sabe o poder das redes sociais. Aquela publicação que fiz da minha casa, em Israel, pode alcançar alguém no Irã, pode alcançar alguém no Líbano. E eu vejo isso acontecer. É algo muito poderoso. Por isso é tão importante para mim contar às pessoas o que está acontecendo”, refletiu.

O jornalista, que já trabalhou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticou a imagem que a imprensa internacional frequentemente projeta de Israel, afirmando que a nação mantém compromisso com os valores democráticos.

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