Primeira deputada transgênero dos EUA condenada a 33 anos por crimes sexuais contra crianças em caso chocante
A nação americana viu o desfecho de um caso envolvendo sua primeira legisladora abertamente transgênero, Stacie Marie Laughton, 42 anos, que foi sentenciada a 33 anos de prisão. Laughton se declarou culpada de acusações de exploração sexual infantil, crime que chocou a opinião pública e levanta sérias questões sobre a proteção de menores.
Laughton, que foi eleita para a Câmara dos Representantes de New Hampshire em 2012, ganhou notoriedade na época como pioneira. Contudo, sua carreira política foi marcada por controvérsias, incluindo a renúncia após a exposição de uma condenação anterior por fraude e, posteriormente, uma prisão por ameaça de bomba. Em 2015, ela relatou ao New Hampshire Union Leader que sofria de uma doença mental não tratada por longo período, o que teria sido o gatilho para seus atos.
A condenação atual está ligada a eventos mais recentes. Em 2022, Laughton foi reeleita para a mesma casa legislativa, mas em 2023, um júri federal a indiciou. Ela confessou em 2025 ter recebido fotos de pornografia infantil de crianças com idades entre 3 e 5 anos, provenientes de uma cúmplice em um centro infantil em Massachusetts.
Lindsey Groves, 40 anos, que trabalhava no centro de recreação Creative Minds em Tyngsborough, Massachusetts, participou do crime. Por mais de 14 meses, Groves utilizava momentos como idas ao banheiro e trocas de fraldas para capturar e enviar imagens sexualmente explícitas das crianças para sua ex-parceira, Laughton. A investigação do U.S. Attorney’s Office para o Distrito de Massachusetts revelou mais de 10.000 mensagens de texto com discussões e transferências de material pornográfico infantil entre as duas.
“Este não foi um ‘crime de oportunidade’ no sentido em que normalmente pensamos nesse conceito. Foi planejado, foi estratégico e foi executado para a gratificação sexual de um ou ambos os réus neste caso”, destacaram os promotores, caracterizando as ações como “aborrecíveis” e “estrategicamente planejadas”.
Documentos judiciais descrevem explicitamente imagens e comentários trocados por Laughton e Groves, incluindo uma conversa onde questionavam se Deus aprovaria seus crimes sexuais contra crianças vulneráveis. As duas chegaram à conclusão de que Deus estaria ciente e aprovaria suas ações.
Groves também foi processada pelas mesmas acusações. Segundo a WCVB, ela se declarou culpada de três acusações de exploração sexual infantil e uma de distribuição de pornografia infantil. Groves foi sentenciada a 22 anos de prisão.
