Copa do Mundo 2026: 14 nações classificadas figuram entre as que mais perseguem cristãos globalmente
A Copa do Mundo de 2026, que mobiliza bilhões de espectadores, também serve de palco para um alerta da organização missionária Portas Abertas. Quatorze dos países classificados para o torneio integram a Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, um ranking que aponta os locais onde a prática da fé cristã é mais desafiadora.
A Portas Abertas vê no evento esportivo um convite à intercessão, lembrando que, por trás das equipes e bandeiras, há milhões de cristãos que enfrentam pressão e discriminação. A organização esclarece que a perseguição não abrange a totalidade da população dessas nações, mas afeta significativamente os cristãos locais, que em alguns casos sofrem violência devido à sua crença. Apesar disso, o Evangelho continua a avançar nesses territórios.
Entre as nações que sediarão ou terão representantes na Copa e que também aparecem na LMP 2026 estão Arábia Saudita (13º), Argélia (20º), Catar (44º), Colômbia (47º), Egito (42º), Irã (10º), Iraque (18º), Jordânia (49º), Marrocos (23º), México (30º), República Democrática do Congo (29º), Tunísia (31º), Turquia (41º) e Uzbequistão (25º).
Diversas formas de perseguição ao redor do mundo
As realidades enfrentadas pelos cristãos variam conforme o país. Em nações de maioria muçulmana como Arábia Saudita, Irã, Marrocos, Argélia, Catar, Jordânia e Turquia, convertidos do islamismo frequentemente lidam com forte pressão familiar, social e estatal. Muitos vivem sob monitoramento e precisam manter sua fé em segredo para evitar rejeição, interrogatórios, perda de direitos ou sanções legais.
No Irã, a repressão a igrejas domésticas é severa, com líderes cristãos sujeitos à prisão. A Argélia presenciou o fechamento de igrejas e a suspensão de cultos nos últimos anos, enquanto na Arábia Saudita, sem igrejas públicas, a prática da fé ocorre em grande parte de forma clandestina.
Em outras regiões, a perseguição está ligada à atuação de grupos armados e criminosos. Na República Democrática do Congo, comunidades cristãs são alvo de ataques terroristas, resultando na destruição de igrejas e no deslocamento forçado de famílias. O Iraque ainda lida com as consequências de conflitos passados e a ameaça constante de extremistas.
A América Latina também apresenta desafios. Na Colômbia e no México, líderes religiosos podem ser perseguidos por denunciar injustiças ou por atuar em áreas controladas pelo crime organizado. Convertidos de comunidades indígenas também enfrentam rejeição por sua fé.
No Egito, a discriminação ocorre mais em nível local. Já no Uzbequistão, as autoridades impõem controle rigoroso sobre atividades religiosas, monitorando fiéis e restringindo o funcionamento das igrejas.
Diante deste cenário, a Portas Abertas convoca cristãos globais a dedicarem tempo para orar pela Igreja Perseguida durante a Copa do Mundo de 2026. “A Copa pode ser uma oportunidade para ampliar nossa visão e viver a unidade global da igreja em compaixão por nossos irmãos na fé perseguidos”, conclui a organização.
