Drones: a tecnologia barata que está transformando a guerra moderna

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O especialista israelense Seth Frantzman, autor de 'Drone Wars', explica como a expansão do uso de drones está redefinindo as operações militares e os campos de batalha globais.

A tecnologia de drones, barata e não tripulada, está redefinindo drasticamente a natureza dos conflitos armados ao redor do mundo. Em Jerusalém, o renomado especialista israelense e autor de 'Drone Wars', Seth Frantzman, destaca a proliferação exponencial desses equipamentos, que atualmente são empregados desde missões de vigilância até ataques militares rápidos e letais. Essa transformação é perceptível especialmente para aqueles que residem no norte de Israel, conforme revelado em entrevista para a CBN News.

Frantzman, que também atua como membro sênior da Foundation for Defense of Democracy, ressalta a proliferação desses equipamentos. Ele pontua:

"Os drones estão, você sabe, explodindo exponencialmente em termos do número de uso com soldados no campo de batalha e obviamente com grupos terroristas, com cartéis. Você sabe, todo mundo está usando."

Frantzman observa que os drones são operados em todas as camadas militares. Desde o menor comandante de batalhão, ou até mesmo companhias e esquadrões, que utilizam pequenos drones em ambientes urbanos, até as grandes aeronaves não tripuladas, comparáveis em tamanho a aviões, empregadas em vigilância de longa duração ou missões de ataque. Enquanto os modelos menores podem operar por cerca de 15 minutos, os maiores permanecem ativos por 24 a 48 horas. Essa inundação de robótica no campo de batalha afasta os combatentes humanos do epicentro do conflito, mas os drones continuam a ser um fator de baixas e destruição.

Uma revolução comparável a momentos históricos

A magnitude da mudança trazida pelos drones é tão significativa que Frantzman a compara com a introdução de novas tecnologias nas Grandes Guerras. É um salto evolutivo gigantesco. Frantzman compara a situação atual com a introdução de inovações históricas, afirmando:

"Esta é basicamente uma espécie de Primeira ou Segunda Guerra Mundial, onde de repente você tem tanques ou aviões fazendo uma aparição no campo de batalha, e mudam totalmente a forma como a guerra funciona."

Ele conclui que a guerra está mudando totalmente e se tornará muito mais desumanizada e robótica, embora a plena concretização desse cenário ainda esteja a décadas de distância.

A guerra na Ucrânia serve como um exemplo marcante da aplicação massiva de drones. Nesse conflito, que surpreendentemente lembra cenários da Primeira Guerra Mundial, centenas de milhares de drones são usados mensalmente. Essa vasta utilização resultou em uma desaceleração e estagnação da linha de frente, criando uma vasta 'terra de ninguém' onde os soldados não conseguem sobreviver devido à constante presença de drones inimigos. Apesar de ser um campo de testes, Frantzman ressalta que essa não é a totalidade do futuro da guerra com drones. Nações como China, Israel e Estados Unidos estão desenvolvendo uma variedade muito maior de drones, que serão empregados por infantaria, forças aéreas, marinhas, além de veículos robóticos terrestres e submarinos não tripulados. É um verdadeiro 'menagerie' tecnológico em ascensão.

Ucrânia: laboratório de inovação por necessidade

O conflito ucraniano ilustra um caso de 'necessidade de invenção'. Como país invadido com recursos tecnológicos limitados, a Ucrânia investiu pesadamente na produção de drones pequenos e simples, mas em grande escala. Esses dispositivos, operados por operadores na linha de frente com equipamentos tão básicos quanto um telefone, têm sido cruciais para conter e neutralizar o exército russo, significativamente maior. Frantzman descreve o feito:

"Estamos vendo um enorme milagre tecnológico na Ucrânia."

Ele acrescenta que a aprendizagem desse campo de batalha será crucial para o desenvolvimento de futuras tecnologias em países como os Estados Unidos e Israel.

O futuro do campo de batalha: dominado por máquinas

No futuro, Frantzman prevê um cenário onde cada unidade militar que entra em combate, seja um tanque ou um soldado de infantaria, terá acesso a um drone. Seja na posse pessoal do combatente, no esquadrão ou integrado a veículos blindados, haverá drones para diversas finalidades: vigilância, ataque kamikaze, entre outros. Esses sistemas serão utilizados em todos os níveis, transformando os humanos na minoria no campo de batalha. Essa realidade será muito diferente das fantasias de 'Star Wars', representando uma mudança fundamental na dinâmica dos conflitos armados.

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